23/06/2026
Eu ainda não trabalhava na indústria do entretenimento quando me vi a poucos metros de um dos homens que ajudaram a moldá-la.
Era junho de 2014 e eu estava na primeira fila de um show da gloriosa Aretha Franklin, no lendário Radio City Music Hall, quando ela interrompeu a apresentação para pedir uma salva de palmas a um grande amigo.
Ela apontou para alguém que estava imediatamente atrás de mim. O holofote atravessou a plateia e encontrou ele: Clive Davis.
Em segundos, todo o teatro estava de pé. Eu me virei e o cumprimentei, emocionada.
Naquele momento, eu ainda era apenas uma fã da indústria da música, mas a verdade é que acompanhava a trajetória de Clive Davis há muitos anos. Desde criança, eu era fascinada por sua capacidade de descobrir talentos, construir carreiras e influenciar os rumos da música sem precisar estar no palco.
Por isso, aquele encontro de poucos segundos significou muito mais do que uma simples coincidência.
Hoje, olhando para trás, gosto de pensar na simbologia daquele instante.
Uma garota fascinada pela indústria, que admirava um de seus maiores nomes. Anos depois, a vida me levaria para dentro desse mesmo universo, trabalhando com artistas, turnês, festivais e projetos que antes eu observava do lado de fora.
Alguns encontros duram poucos segundos, mas ficam para sempre como lembretes silenciosos de onde começamos, do que admiramos e de onde queremos chegar.
Obrigado pela música, pelas histórias e pelo legado, Clive.