19/07/2026
Não era sobre parecer outra mulher. Era sobre dar espaço para uma versão da que já existia.
Aquela que ocupa a cena sem pedir licença.
Que pode ser elegante, intensa, sensual e segura sem precisar escolher apenas uma coisa.
Durante um ensaio, eu não procuro encaixar uma mulher em uma personagem pronta. A direção existe para que ela se sinta segura, entenda o próprio corpo diante da câmera e, aos poucos, reconheça algo seu em cada imagem.
Porque se enxergar de outro jeito não significa deixar de ser quem você é.
Às vezes, significa apenas parar de se diminuir por alguns instantes.
Qual versão sua está pedindo mais espaço?