20/07/2026
Existem saudades que aquecem o coração e apertam ao mesmo tempo.
Hoje encontrei essas fotos do Arthur, pequenininho, tocando violino no Centro de BH, e fui transportada para aquele tempo. Eu ainda consigo ouvir cada nota… até aquelas bem agudas, que às vezes escapavam e me arrepiavam inteira. E, sinceramente? Eu daria tudo para ouvir esses “errinhos” mais uma vez.
Sinto falta do menino que cabia deitado no meu colo, da mãozinha segurando a minha, dos ensaios, das descobertas e da simplicidade daqueles dias. A gente vive tão ocupado querendo que eles cresçam… até perceber que a infância passou depressa demais.
Hoje o colo já não comporta o tamanho dele, mas continua sendo o lugar onde ele sempre terá abrigo. O menino cresceu. E, junto com ele, nasceu algo que eu nem imaginava: além de filho, ganhei um amigo. Um companheiro de conversas, de risadas e de vida.
Se eu pudesse voltar por apenas alguns minutos, escolheria um daqueles dias comuns, sem grandes acontecimentos. Só para vê-lo pequeno outra vez, ouvir o violino desafinado em algumas notas, sentir seu abraço de criança e agradecer a Deus por cada fase que vivemos.
O tempo passa, mas o amor de mãe encontra um jeito de guardar cada lembrança para sempre. 🤍