Nossa Linda Colatina

Nossa Linda Colatina Cultura é um encanto incompreensível. Mas o genuíno cultural é mesmo o que cresce com a pessoa, quando procura imitar seus progenitores desde o berço. Sousa

A cultura de um povo



A cultura de um povo é um tesouro inesgotável; da cultura sai um ensinamento que encanta novos e velhos; as regiões do País se entrelaçam para transmitir às suas raízes que estão crescendo a magia cultural onde nasceram. As mãos são modeladas para a arte, a boca torna as frases em rimas, estas em cantigas, formando lendas, enrendilhadas de risos e prazeres

Perpetuando-se

através de gerações, as raízes da memória são colunas quase que se estende à infinidade do tempo, que a cultura não deixa quebrar. Da cultura se pode identificar uma raça ou uma nação, nesta, se pode englobar a poesia ingênua mas com graça nas rimas, muitas vezes maliciosas, mas se enquadrando na beleza de sua composição, quer em prosa ou em verso. As duas são pura arte de embaralhar as palavras que enchem todo um ser de ritmos de prazer, quantas vezes de loucura de viver nesse prazer. Na cultura se engloba o drama de uma vida ou de um amor vivido que nos ensina a forma de compreender deixando nossa mente expressar a mais bela forma de compreensão. Na literatura enriquecida encontra-se as mais belas formas de descrever-se a si mesmo transformando-se no meio mais seguro de transmitir a arte que a cultura engloba. A literatura produz a palavra, propriamente baralhada e escrita, que acorda o sentido ao ser humano, amaciando quantas vezes o despertar de torrentes de raiva, dando ao homem a calma que o torna num ser belo e sensível. Nesta maneira de descrever gostaria de ter um vocabulário maior. Mas sem a mania de ostentações; isto porque sou avesso aos esdrúxulos e agudos; gosto da língua clara e genuína da terra que me viu nascer, e onde eu iniciei a minha aprendizagem. Ainda o que mais amaria seria que a gente de todos os cantinhos que falam a minha língua me podessem compreender, mesmo sabendo da grande diversidade de palavrasque querem dizer a mesma coisa. Já li bastante, e o instrumento mais importante da literatura para mim, são a inspiração e a técnica de baralhar as palavras, mas que toda a gente alcance a magia da compreensão, deixando o sentimento pontuar as esdrúxulas ou agudas que possam faltar. Sim amigo, da mesma maneira que escreve José Saramago e chegou ao prêmio Nobel e considerado um dos cem melhores escritores de todos os tempos, mesmo debaixo dos criticismo dos que se consideram peritos da literatura. Hoje a nossa cultura está dividida em partes distintas que muito nos enriquece a maneira de a viver quando o nosso egoísmo dá liberdade aos gostos de viver uma vida, livre de preconceitos, e aceitar os gostos de cada um, mostrar o quanto valem. Somos diversificados, e por tal poderemos degustar da gostosa espetada Madeirense ou passar uns momentos de alegria dançando o seu bate o pé, deixar nossa mão baralhar os dedos, tecendo suas belas rendas, cultura de riqueza ancestral. Nos Açores, cada ilha tem o seu não sei que de magica na sua cultura, seja no trabalho do marfim da baleia, na maneira de sua cozinha, nas suas flores, nas suas danças da (chamarita), na música que lhe entra no coração desde meninos, no seu estilo de falar, enfim na sua maneira de ser gente do mar, que lhes incutiu fé no divino e infinito…

Toda esta gente procura dar supremacia ao que é seu, pena é que esta cultura rica, esteja dividida, Literatura, Cultura, Artesanato, cozinha, marchas e danças, vivida em conjunto com a língua seria maravilhosa. Língua, com pequenas diferenças, somos a 5° mais falada no mundo, e com uma boa percentagem compreendendo o Inglês e o francês, mas estaremos nós à altura de misturar as nossas culturas?… vivendo-as como sendo genuínas dessa província, e não dum lugarejo?… porque não demos mérito ao que é justo, e deixarmo-nos de procurar diferenças, onde essas diferenças não existem. Nasci no Minho, quase tocando o Douro, conheço as grandes romarias do Minho, Srª da Agonia em Viana, Santo Gualter em Guimarães, as Festas das Cruzes em Barcelos, Santa Marta, Penha ou Peneda ou S. Bento, existe cultura de oferecer e promessas...com fogo, romeiros ou danças, simplesmente folgazões estas gentes Minhotas e não só Minhotas, dançavam pelo caminho. Seus viras, são sempre Minhotos, seus Malhões são sempre malhões; as chulas e as rusgas marcam cada uma seu compasso, o artesanato cultura do linho, quer de Fafe ou Monção era e continua sendo Minhoto, a escultura de jugos ou cangas para bois estava espalhada, nas mais diversificadas partes do País, as mãos que faziam caras de santos feitos de pau ou gesso estavam na oficina de S. José em Braga. Trabalho feito em caulino vinham de Barcelos; assim como seu galos pintados, que fazem recordar uma lenda, onde a verdade de justiça não dá lugar a duvidas. Rendas de bilros a que quem as tecia davam por nome de rendilheiras, eram e são mais conhecidas em Vila do Conde. As gaitas de foles e danças com paus era e continua sendo marca de Trás-os-Montes

Claro que gosto de apreciar a cultura de outras Províncias, que se diferenciam em grande parte nos cantares, como os Alentejanos, onde tornavam a dureza do calor ardente das ceifas, em poesia e fado e aquelas baladas de encantar mouras que apenas vivem nas lendas do povo. As touradas e pegas aos touros dos Ribatejanos, ou ainda a tourada à corda dos Ilhéus, tudo isto é bonito, tudo isto é cultura, mas não compreendi ainda onde os Minhotos vão encontrar as diferenças para se diferenciar e dividir. Sei que não cai o céu por causa da diferença, e adoro-os quando estou presente nas suas festas, mas sentiria-me muito mais feliz ver uma só família de Ilhéus, de Beirões, ou de Minhotos, que demostra-se nossa verdadeira cultura, artesanato ou literatura sem deixarem confusões ou duvidas. Por: Armando C.

A AMN’ÉSIA  DO V***R JUPARANÃNos anos 1980, num domingo  pela manhã, no prédio da FAFIC, em Colatina, estávamos aplicand...
04/04/2026

A AMN’ÉSIA DO V***R JUPARANÃ

Nos anos 1980, num domingo pela manhã, no prédio da FAFIC, em Colatina, estávamos aplicando as provas de um concurso do Banco do Brasil; uma das questões de Português indagava qual o étimo da palavra ANISTIA, então na moda.
Ninguém parecia saber; até perguntamos ao Dr. Sérgio Ceotto, que prestava assistência médica ao certame; e ele foi rápido e rasteiro: ‘AMN-ISTIA’ é cognato de AMN-ÉSIA : ambas as palavras se referem a ESQUECIMENTO; é o que eu estou tentando evitar com o V***R JUPARANÃ, ele tem que ser desenterrado e exposto em lugar de destaque. Tirá-lo do sono pesadelo em que está, regatá-lo da AMNÉSIA SOCIAL.
Choramos até hoje o insucesso da empreitada do Dr. Sérgio; e creio mesmo que, a esta altura do devir histórico, seja inviável seu resgate; o Dr. José Luiz Pizzol colocou no radar uma brilhante ideia que viria restaurar com brilho esta horrenda amnésia: instalar sobre o rio Doce, na sua estupenda orla que hoje enfeita Colatina, um BARCO ou similar com atrativos comerciais que garantam a lembrança do V***R JUPARANÃ, ‘ad perpetuam rei memoriam’; aduzo que, se não realizada pelo poder público, tal façanha poderia se cometida ao setor privado, que certamente está vestido com os desembaraços para a epopeia.
Mas podemos nos anestesiar da dor da amnésia do V***R JUPARANÃ; c. 1954, os construtores da finada ponte Getúlio Vargas em Linhares, parece que numa premonição fúnebre, o viram passar por baixo dela, como que testemunhando o advento de um futuro sepultamento de ambos nas águas do WATU dos índios, que foi um cobrador exigente das superações da liberdade de suas águas. Hoje, ambos ícones do vale do rio Doce dormem sepultados em seu leito; ficaram eternizadas em filme as cenas vividas nesse momento de conjunção histórica.

Am, SGP(ES), 22/04, 30/07, 02/09/ e 05/09/2024.

10/12/2025
10/11/2025
COLATINA CONTINUA TUDOAssunto complexo.Reconheço o tom ufanista que dou ao meu  texto; fi-lo porque estou convencido dis...
10/11/2025

COLATINA CONTINUA TUDO
Assunto complexo.
Reconheço o tom ufanista que dou ao meu texto; fi-lo porque estou convencido disso e para exorcizar um espírito pessimista, um baixo astral que paira nos meios de comunicação sobre o futuro de nossa senegalesca capital regional; vou acrescentar aqui algumas razões mais especificas que sustentam o meu entendimento.
No início eu quero destacar que nosso médio rio Doce sempre contou pouco com a força do governo estadual para se desenvolver; isto vem desde Jerônimo Monteiro (acho que ele nunca veio a Colatina; Florentino Avidos, embora tenha sido casado com uma Monteiro, já estava viúvo quando Governador, desamarrado da oligarquia. Depois, veio Jones dos Santos Neves, que, embora sendo de São Mateus e contando com o apoio getulista, nada nos trouxe de importante; apenas disse na praça de Colatina que ‘os galhos do café eram muito fracos para sustentar nossa economia. Assim, Colatina aprendeu a se virar sozinha; os braços de gente interiorana e a coragem dos citadinos produziram o clímax dos anos 1950.
Ocorre que este esforço de produção se baseou na implantação do regime de pequena propriedade, que existe até hoje e que gerou a formação de 7 municípios no espaço geográfico ocupado por Colatina em 1956; novas células que continuam tirando sua robustez do antigo esquema de economia familiar; enquanto a renda em outros centros vem mormente do emprego assalariado, aqui ela resulta de um trabalho em que as pessoas são parceiras ou patrões.
Linhares é citada como um polo de grande futuro, e sem dúvida o é, graças à sua posição geográfica privilegiada; os investimos ali afluem em profusão, baseados numa projeção de comércio mais voltada para a exportação. O desejo de ganho dos empresários tem caminho abertos, além dos incentivos governamentais. Ouve-se falar de apartamentos comprados por 2 milhões de reais, o que realmente é um dado notável; a região dispõe de topografia plana, o que mais um atrativo imediato.
Mas, o progresso da coirmã não deve nos causar inveja ou nos inibir; ele já vem com algum atraso, porque a linha férrea da Vale nos beneficiou antes. Penso que podemos ganhar em termos de valor agregado, ganho de escala e qualificação intelectual em nossa produção; e, em especial, na valorização da estrutura de pequena propriedade e da economia familiar existente na órbita do entorno colatinense(veja o caso de Venda Nova do Imigrante); a esfera de atração de Colatina vai além das fronteiras do estado, atingindo boa parte de Minas Gerais; trazer novamente o homem do campo para usar o crédito bancário sem medo das bancarrotas geradas por planos econômicos fracassados; e, principalmente contar com o apoio esclarecido dos políticos estaduais e municipais. Os homens de negócio de Colatina (raras exceções) já provaram a sua qualidade e sua vinculação à terra; em Colatina se formaram empresas de projeção estadual, nacional e até mundial(FRISA, VIAÇÃO ÁGUIA BRANCA, VIAÇÃO JOANA D’ARC, ESCOLAS SUPERIORES (a nossa FAFIC foi a 1ª do interior do estado e hoje tem ex-alunos pós-graduados pela SORBONE), PARQUE DE INDÚSTRIA DE CONFECÇÕES, REVENDA DE CARROS, GRUPO MERCADÃO, e outros mais; como disse o colega TIAGO DALLAPICOLLA(fazendo pós- na Itália): ‘NÃO FAZEMOS BARULHO, MAS SABEMOS TRABALHAR’ (como o vizinhos mineiros); tomara que nossos políticos saiam do marasmo e te ouçam; bem sei da sua competência, há muito tempo, quando ainda estava em São Domingos.
Em 1963 fui para Colatina; o trem ainda passava pela Get. Vargas; desde c. 1907, o ‘CAVALO DE AÇO’ chegou em nossos vales e colina para botar nosso endereço bem visível; nesse tempo de tirocínio, ele impregnou quem assiste em Colatina e Região um espírito de plenitude que é o ‘TUDO ESTÁ MUITO BEM, COLATINA TEM UMA ESPIRITUALIDADE HOLÍSTICA. Ao longo do tempo, configurou-se em Colatina um ESPÍRITO DE GRUPO calcado em profundas raízes humanas; esses liames se manifestam hoje muito fortemente via internet. quem dera que o crescimento da cidade não conseguisse sufocar essa força; que ela continuasse viva pelo menos nos escaninhos dos côncavos e convexos da cidade, afinal, foi isso que a tornou tão significativa e eterna; AVE COLATINA!!!

am, SGP(ES), 12 DE AGOSTO DE 2011, 22.09 e 10.11.2025.

26/06/2025

Encontrado no Google de jornalopcao.com.br

MEMBROS DA ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DE COLATINA (ALARC)Atualizada em abril de 20251. Adilson Vilaça de Freitas2. Alex ...
24/04/2025

MEMBROS DA ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DE COLATINA (ALARC)
Atualizada em abril de 2025
1. Adilson Vilaça de Freitas
2. Alex Giacomin Rebonato
3. Antonio Augusto Bermond
4. Breno Tardin Santana
5. Bruno Camilo da Silva (Decola)
6. Cinthia Mara Cecato da Silva
7. Claudia Fachetti Barros
8. Claudia Rezende Tardin de Castro
9. Efrahim Maia Chaves
10. Elizabete Gerlânia Caron Sandrini
11. Jacimar Berti Boti
12. Joel Antonio Rosa
13. Jorge Conopca
14. Kaio Henrique Rodrigues
15. Lainiki Aparecida de Menezes Camiletti Malikouski
16. Laudismar Deptulski (Dimas Deptulski)
17. Loressa Pagani Campostrini Pretti
18. Luan da Silva Souza (Luan Soreu)
19. Luzimara de Souza Cordeiro
20. Magnum Oliveira Neves
21. Mara Elizabete Penitente
22. Marcia Strey
23. Marcus Vinícius de Melo Cristo
24. Maria Auxiliadora Torezani de Oliveira
25. Maria Emília dos Santos
26. Maria Isolina de Castro Soares
27. Martinho Raasch Junior
28. Olney Braga
29. Ormando Marim Neto (zhiOmn/Zião)
30. Patricia Ferreira
31. Paulo Henrique Rocha (PH Rabizcos)
32. Renata Aparecida dos Santos
33. Renato Sabaini:
34. Rogerio Rezende
35. Roni José Soares
36. Simone Gonçalves Kobi Santos
37. Suely de Fátima Selvátici Zanotelli
38. Wesley Alves

Há membros que são cantores, compositores e cantores, poetas, escritores teóricos, contistas, cronistas, atores de teatro e cinema, artistas da dança, fotógrafos, profissionais de vídeo e curta-metragem.

FONTE: Profª isolina Castro, Presidente da ALARC.

Endereço

Colatina, ES

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