30/10/2017
Não há nada mais triste do que dar flores mortas, por mais belas que tornem o vaso...
(mim mesmo)
Não me importo com as rimas.
Raras vezes
Há duas árvores iguais, uma ao lado da outra.
Penso e escrevo como as flores têm cor
Mas com menos perfeição no meu modo de exprimir-me
Porque me falta a simplicidade divina
De ser todo só o meu exterior
Olho e comovo-me,
Comovo-me como a água corre quando o chão é inclinado,
E a minha poesia é natural como o levantar-se vento...
Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa em o guardador de rebanhos)