Claudine Reinehr Fotografia

Claudine Reinehr  Fotografia A nossa fotografia representa um pouco daquilo que sentimos, pensamos e fazemos. Adoramos viajar e j

Para encerrar o Agosto Dourado, escolho uma fotografia que fala de um começo.Mariana tinha poucas horas de vida quando r...
31/08/2026

Para encerrar o Agosto Dourado, escolho uma fotografia que fala de um começo.

Mariana tinha poucas horas de vida quando registrei um dos seus primeiros contatos com o peito da Juliana. Um registro documental, de uma cena que simplesmente acontecia diante de mim — e que, mais tarde, foi reconhecida e premiada internacionalmente.

Mas hoje quero falar também sobre aquilo que não aparece na fotografia.

Fotografando mulheres, mães e famílias, a amamentação atravessa muitas das nossas conversas de bastidor.

Falamos sobre o início. Sobre expectativas e realidade. Sobre os dias bons e os difíceis. Sobre continuar, sobre precisar parar e também sobre o fim.

Já fotografei os primeiros encontros de um bebê com o peito da mãe e também sessões que simbolizavam um desmame. Entre uma coisa e outra, existe uma jornada inteira que pertence àquela mãe e àquele filho.

E talvez seja também por isso que o Agosto Dourado seja tão importante para mim.

Porque incentivar a amamentação vai muito além de dizer a uma mulher que ela deve amamentar. É informar, conscientizar, apoiar e compreender que cada história acontece dentro de uma realidade.

E rede de apoio não é somente quem sabe o que fazer.

Às vezes, a gente é rede de apoio simplesmente quando escuta.

Quando deixa uma mãe contar como foi. Quando acolhe sem comparar. Quando não transforma a própria experiência em regra para a experiência dela.

Meu trabalho me permite estar muito perto dessas histórias. Eu chego para fotografar, mas também observo, converso e escuto. Conheço começos, acompanho caminhos e, algumas vezes, testemunho encerramentos.

Encerro o Agosto Dourado com uma fotografia sobre o início da amamentação, mas com o desejo de que o nosso apoio exista durante toda a jornada!

Existe uma sensibilidade muito particular em estar diante de alguém sem ocupar todo o espaço com a nossa própria visão.E...
30/08/2026

Existe uma sensibilidade muito particular em estar diante de alguém sem ocupar todo o espaço com a nossa própria visão.

Em observar antes de conduzir.
Em perceber antes de decidir.
Em permitir que o outro simplesmente seja.

Talvez essa seja uma das partes mais bonitas — e mais difíceis — do meu trabalho.

Aprendi a enxergar linhas, formas, luz, equilíbrio e composição. Construí esse olhar ao longo dos anos fotografando. Mas existe algo que nenhuma técnica deveria sobrepor: quem está diante de mim.

E foi muito sobre isso fotografar a Gabrielle.

Ela chegou para uma sessão profissional, mas bastaram alguns movimentos para que outras dimensões começassem a aparecer.

O que primeiro me encantou na Gabi foi a leveza, acompanhada de uma precisão muito própria.

Existe uma consciência bonita no movimento de quem fez do corpo também uma forma de expressão. Professora de dança e de yoga, ela reunia essas duas linguagens enquanto se movimentava diante da câmera.

A dela, no corpo.
A minha, no olhar.

Tínhamos muito pouco ao nosso redor:

Um estúdio. Um fundo limpo. Luz. Corpo. Movimento.

Sem distrações ou elementos disputando atenção. E isso, em vez de limitar, criou possibilidades.

As linhas puderam aparecer. As composições nasceram delas. A leveza e a precisão dos gestos conduziram algumas imagens. E a Gabi teve espaço para existir.

Talvez houvesse ainda uma terceira arte naquele encontro, que não pertencia apenas à fotografia nem à dança:

A arte de perceber o outro.

Entender que enxergar alguém não significa decidir quem essa pessoa é. Significa ter sensibilidade para não colocá-la dentro daquilo que imaginamos, dos nossos padrões ou da nossa própria estética.

É olhar, reconhecer e deixar existir.

Posso conhecer a luz, perceber as linhas, construir a composição e conduzir uma fotografia. Mas não quero que todas as pessoas caibam na minha imagem.

Quero que a minha fotografia seja capaz de dar espaço para cada pessoa ser exatamente quem é.

Foi isso que mais gostei de encontrar naquele dia.

Entre a precisão dos movimentos da Gabi e o meu olhar atento às linhas, duas formas de expressão se encontraram.

E uma soube dar espaço à outra.

O newborn nem sempre fez parte da minha história.Na verdade, por muito tempo eu tinha um enorme receio de fotografar rec...
05/08/2026

O newborn nem sempre fez parte da minha história.

Na verdade, por muito tempo eu tinha um enorme receio de fotografar recém-nascidos. Eles são tão pequenos, tão delicados… e, justamente por respeitar essa fragilidade, eu sabia que não bastava ter sensibilidade. Era preciso estudar, me especializar e entender profundamente como cuidar deles.

Foi então que percebi uma coisa com o passar do tempo: o mais importante nunca foi criar muitos cenários. O mais importante sempre foi o bebê estar seguro.

E, muitas vezes, não existe lugar mais seguro do que a própria casa. O colo da mãe. Os braços do pai e das irmãs. O ambiente onde ele acabou de chegar ao mundo.

Hoje, levo comigo apenas o necessário: tecidos para manter o bebê enroladinho e confortável, alguns detalhes que ajudam a trazer aconchego e, principalmente, um olhar atento para transformar a história de cada família em memória.

O restante já está lá.

Está no quartinho sonhado durante meses. Nos móveis escolhidos com carinho. No ursinho que esperou pela chegada do bebê. Nos enfeites que já estavam na maternidade e depois encontraram seu lugar dentro de casa.

Com o Matteo, foi exatamente assim.

Voltar à casa onde fotografamos a gestação teve um significado muito especial. Eu me lembrava da Marlova falando, com tanto brilho nos olhos, sobre o quartinho que estava preparando para ele. E agora, alguns meses depois, encontrar o Matteo ali, cercado por tudo aquilo que antes era sonho, foi emocionante.

É por isso que nenhuma sessão newborn lifestyle se parece com outra.

Porque o cenário não é montado por mim. Ele já existe. É construído pelos pais, cheio de histórias, escolhas e expectativas.

E, para mim, fotografar um recém-nascido é justamente isso: registrar o momento em que um sonho finalmente ganha um nome, um rosto... e passa a morar dentro daquele lar.

Eu já conhecia o pai da Cecília…Sabia que naquele primeiro encontro conheceria também a Tamires e a Cecília. Mas, quando...
24/07/2026

Eu já conhecia o pai da Cecília…
Sabia que naquele primeiro encontro conheceria também a Tamires e a Cecília. Mas, quando abri a porta do estúdio, os três estavam ali.

E, antes mesmo de começarmos a falar sobre a festa ou sobre a sessão, eu pude conhecer um pouco da história deles.

Existem famílias que a gente percebe de longe que caminham juntas. Que sonham juntas. Que vibram pelas conquistas uns dos outros. E foi exatamente essa sensação que eu tive naquele dia.

A união deles é bonita de ver.

Quando começamos a pensar o ensaio, a única certeza era que ele precisava ter a personalidade da Cecília. E uma das escolhas que mais me marcou foi o carro.

Confesso que achei o máximo. Não é muito comum encontrar uma menina de 15 anos que tenha esse gosto e faça questão de trazer isso para a própria história. E foi justamente esse detalhe que deixou tudo ainda mais verdadeiro.

O dia nos presenteou com um pôr do sol daqueles que parecem ter sido encomendados. Mas, para mim, a luz mais bonita continuava sendo o olhar da Cecília.

Ela tem um olhar que conversa. Que transmite força, serenidade e uma presença difícil de explicar. É daquelas pessoas que não precisam fazer esforço para serem percebidas.

Ao conhecer um pouco mais dessa família, também entendi de onde isso vem. Das escolhas que fazem todos os dias, do cuidado uns com os outros, da disciplina, da forma como vivem e dos valores que cultivam dentro de casa.

Amanhã é o grande dia.

E tenho a sensação de que a festa será exatamente como eles são: feita de significado, de afeto e de muitos momentos que ficarão para sempre na memória.

Que seja uma noite linda, cheia de emoções, surpresas e motivos para celebrar!

Existem famílias que, com o tempo, deixam de ser apenas clientes. Elas passam a fazer parte da nossa própria história.Ac...
07/07/2026

Existem famílias que, com o tempo, deixam de ser apenas clientes. Elas passam a fazer parte da nossa própria história.

Acompanhar o crescimento do Francisco foi também reencontrar, todos os meses, uma rotina que eu já conhecia tão bem. Antes dele, vieram a Duda e a Lina. Os rituais continuavam os mesmos. Só havia mais um coração ocupando aquele espaço.

Chegar na casa deles era encontrar crianças felizes por viver o próprio dia. Era ser recebida com entusiasmo, como quem espera uma visita querida. E, no meio de tanta brincadeira, uma cena sempre se repetia: o Mano Logan acompanhando tudo de perto, presente, parceiro, fazendo parte de cada lembrança.

Essa sessão na piscina traduz exatamente quem eles são. Não foi criada para a fotografia. A fotografia apenas teve a sorte de encontrar a vida acontecendo.
O bastidor real no quarto, os cuidados da Jé, da Elis… o encontro dos irmãos no berço, a peraltice da Lina, as expressões da Duda. Cada um carrega uma característica bonita que é única!

É isso que mais me encanta no acompanhamento: registrar aquilo que parece comum hoje, mas que amanhã será impossível de reviver exatamente do mesmo jeito.

Um dia, o Francisco, a Duda e a Lina vão olhar para essas imagens e talvez não lembrem da temperatura da água, das risadas ou da bagunça daquele dia. Mas vão enxergar, com toda a clareza, uma coisa: cresceram cercados de presença, carinho e uma família que fazia do cotidiano um lugar bonito para estar.

Ah! Minha foto favorita é o retrato dos manos, com participação especial do Logan - o primogênito! 🧡
Me conta aqui nos comentários, qual a tua?

Ainda era cedo quando o dia começou para nós.O sol mal apontava no horizonte quando entrei naquela sala e passei a acomp...
04/07/2026

Ainda era cedo quando o dia começou para nós.

O sol mal apontava no horizonte quando entrei naquela sala e passei a acompanhar um dos encontros mais bonitos que a vida permite testemunhar.

Havia calor. O calor da sala preparada para receber uma nova vida, mas, principalmente, o calor das pessoas. Dos olhares. Das mãos que se encontravam. Da presença.

A tranquilidade do Germano contrastava de um jeito bonito com a determinação da Cláudia. Ela parecia saber exatamente o caminho que precisava percorrer. Forte, concentrada e, ao mesmo tempo, profundamente entregue.

O trabalho de parto aconteceu quase na velocidade com que o dia amanhecia.

E então a Ísis chegou.

Corajosa.

Rosada.

Com uma expressão tão doce que, até hoje, quando revejo aquelas imagens, tenho a impressão de que ela abriu os olhos para o mundo já distribuindo um pequeno sorriso.

Existem cenas que a fotografia registra. Outras, a memória faz questão de guardar.

Eu ainda consigo ouvir o Germano dizendo para a Cláudia que ela sempre foi incrível e que, mais uma vez, havia se superado. Naquele instante, não era apenas um elogio. Era admiração. Era reconhecimento por tudo o que ela havia acabado de viver para trazer a filha ao mundo.

A Isis estreou a vida envolvida por uma meia-luz delicada, por respeito, silêncio e amor.

E eu saí dali com a certeza de que alguns nascimentos não terminam quando o bebê nasce.

Eles continuam acontecendo dentro de quem teve o privilégio de estar presente.

A família deles ganhou sua cerejinha do bolo. E eu ganhei mais uma lembrança que sei que vou carregar por muitos e muitos anos.

Se você acha que todo ensaio de 15 anos precisa ser igual... talvez esse post seja pra você.A Cecília não escolheu um lu...
01/07/2026

Se você acha que todo ensaio de 15 anos precisa ser igual... talvez esse post seja pra você.

A Cecília não escolheu um lugar qualquer.
Ela escolheu um lugar que faz parte da história dela.
Cada detalhe dessa sessão foi pensado por ela e pela mãe. O vestido, as botas, os chapéus, os girassóis, o cavalo, cada cenário dentro da propriedade da família... tudo tinha um motivo para estar ali.

E, no fim da tarde, nós fizemos o que não poderia ser diferente.
Esperamos o sol descer. Algumas fotos não acontecem quando a gente tem pressa. Elas acontecem quando a gente entende que a luz certa também faz parte da história.

O resultado?
Um ensaio que não tenta parecer com o de ninguém.
Porque não podia ser diferente, não podia ser menos Cecília.

E é exatamente isso que eu desejo para cada menina que fotografo: que, daqui a muitos anos, olhe para essas imagens e reconheça não uma tendência... mas a si mesma!

Ontem, enquanto fotografava os 15 anos da Carolina, uma amiga me disse:“Tu é fotógrafa de famílias.”E, de repente, tudo ...
28/06/2026

Ontem, enquanto fotografava os 15 anos da Carolina, uma amiga me disse:

“Tu é fotógrafa de famílias.”

E, de repente, tudo fez ainda mais sentido.

Há sete anos eu registrava os 15 anos da irmã dela.
Ontem, eu estava novamente ali, cercada pelos mesmos abraços, pelos mesmos sorrisos... e por uma família que, mais uma vez, confiou em mim para guardar um capítulo importante da sua história.

Entendo que uma festa de 15 anos nunca é só uma festa.
Ela carrega meses de sonhos, escolhas, detalhes pensados com carinho e, principalmente, o amor de uma família inteira que deseja ver esse momento acontecer exatamente como foi imaginado.

E a Carolina...
Eu já tinha ouvido que ela era uma menina especial. Mas foi impossível não confirmar isso ao passar o dia ao lado dela, desde o making of até o último abraço da noite. Sua personalidade, sua delicadeza, sua autenticidade, sua vaidade na medida certa e o brilho que ela carrega fizeram com que ela iluminasse cada instante.
Ela brilhou. E fez todo mundo ao redor brilhar junto.

Que privilégio poder estar presente em histórias assim. Mesmo quando os encontros acontecem em momentos únicos, eles se tornam parte da minha história também.
Obrigada, Carolina, e obrigada à sua família, Simone, Leo, Lu…por mais uma vez me deixarem guardar um pedaço da memória de vocês.

Fotografei a Nati nos seus 15 anos. E, durante essa sessão de formatura, ouvi algo que me emocionou profundamente: ela s...
17/06/2026

Fotografei a Nati nos seus 15 anos. E, durante essa sessão de formatura, ouvi algo que me emocionou profundamente: ela se lembrava de frases que eu disse naquela época. Pequenos incentivos, palavras que fizeram diferença naquele momento e que, de alguma forma, ficaram guardadas com ela todos esses anos.

Confesso que ouvir isso me marcou.

Porque, às vezes, a gente acredita que entrega fotografias. Mas, no caminho, acaba compartilhando muito mais do que isso.

Hoje, anos depois, vejo a menina que fotografei se transformar em uma mulher que conquista seus sonhos. E sei que essa graduação carrega noites de estudo, desafios, renúncias, aprendizados e muita dedicação.

Por isso, receber novamente a confiança da Nati para registrar um capítulo tão importante da sua história é uma honra que não cabe em palavras.

A tarde foi preenchida pela presença da família, por abraços, risadas e pelo carinho das pessoas que caminharam ao lado dela até aqui. O estúdio ficou cheio de vida. E eu me lembrei, mais uma vez, do privilégio que é testemunhar histórias assim.

A formatura da Nati será de gabinete. E eu achei linda a forma como ela escolheu celebrar essa conquista: transformando esse momento em memória - não só pela experiência que ela viveu, mas pelo registro que será impresso e visto pelas próximas gerações.

Formatura não é apenas sobre uma cerimônia.

É reconhecimento do caminho percorrido, honrar quem esteve ao seu lado.
É guardar, para sempre, a pessoa que você se tornou ao longo dessa jornada.

E essa é uma das maiores responsabilidades que recebo como fotógrafa: criar memórias verdadeiras, que contem histórias de forma natural e que revelem quem cada pessoa realmente é.

Nati, obrigada por voltar. Foi um privilégio reencontrar você e registrar mais um capítulo tão importante da sua história!

Deixa eu te contar um pouco sobre o sentimento de fotografar newborn e que vai além da técnica…Entrar na casa da Thai e ...
13/06/2026

Deixa eu te contar um pouco sobre o sentimento de fotografar newborn e que vai além da técnica…

Entrar na casa da Thai e do Alessandro pela primeira vez, ser recebida no lugar onde a vida deles acontece de verdade e ter nos meus braços o bem mais precioso daquela família foi um daqueles momentos que não se explicam facilmente.

A fotografia me leva para dentro de histórias que, muitas vezes, eu ainda nem conheço. E talvez seja isso que mais me emocione: a confiança.

A confiança de abrir a porta de casa, de compartilhar os primeiros dias, as noites mal dormidas, os sorrisos tímidos, os detalhes que só existem dentro daquele lar. Até a Cacau fez questão de participar e me lembrar que toda família tem seus próprios jeitos de amar.

E, no meio de tudo isso, sempre acontece algo bonito: eu encontro pedaços de mim e da minha história nas pessoas que fotografo.

Talvez seja por isso que eu ame tanto o que faço. Porque, enquanto registro memórias para eles, levo comigo um pouco de cada história também.

Obrigada, Thai e Alessandro, por me permitirem testemunhar o início deste capítulo tão precioso. Matheus tem muita sorte em ter os bravos de vocês como ninho.

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