31/08/2026
Para encerrar o Agosto Dourado, escolho uma fotografia que fala de um começo.
Mariana tinha poucas horas de vida quando registrei um dos seus primeiros contatos com o peito da Juliana. Um registro documental, de uma cena que simplesmente acontecia diante de mim — e que, mais tarde, foi reconhecida e premiada internacionalmente.
Mas hoje quero falar também sobre aquilo que não aparece na fotografia.
Fotografando mulheres, mães e famílias, a amamentação atravessa muitas das nossas conversas de bastidor.
Falamos sobre o início. Sobre expectativas e realidade. Sobre os dias bons e os difíceis. Sobre continuar, sobre precisar parar e também sobre o fim.
Já fotografei os primeiros encontros de um bebê com o peito da mãe e também sessões que simbolizavam um desmame. Entre uma coisa e outra, existe uma jornada inteira que pertence àquela mãe e àquele filho.
E talvez seja também por isso que o Agosto Dourado seja tão importante para mim.
Porque incentivar a amamentação vai muito além de dizer a uma mulher que ela deve amamentar. É informar, conscientizar, apoiar e compreender que cada história acontece dentro de uma realidade.
E rede de apoio não é somente quem sabe o que fazer.
Às vezes, a gente é rede de apoio simplesmente quando escuta.
Quando deixa uma mãe contar como foi. Quando acolhe sem comparar. Quando não transforma a própria experiência em regra para a experiência dela.
Meu trabalho me permite estar muito perto dessas histórias. Eu chego para fotografar, mas também observo, converso e escuto. Conheço começos, acompanho caminhos e, algumas vezes, testemunho encerramentos.
Encerro o Agosto Dourado com uma fotografia sobre o início da amamentação, mas com o desejo de que o nosso apoio exista durante toda a jornada!