05/02/2026
DÉDALO OLHA PRA TRÁS E VÊ A QUEDA DE ÍCARO
Dédalo, o maior inventor de Creta, servia ao rei Minos. Foi ele quem construiu o Labirinto — uma obra tão engenhosa que o próprio rei passou a temer seu criador. Para que seus segredos jamais fossem revelados, Minos manteve Dédalo e seu filho, Ícaro, confinados na ilha.
Creta era uma prisão perfeita. O mar obedecia ao rei. A terra também. Restava ap***s o céu.
Dédalo construiu asas com p***s e cera. Antes de partir, ensinou ao filho o único caminho possível: não subir demais, para que o sol não derretesse a cera; não descer demais, para que o mar não encharcasse as p***s.
Eles voam.
No início, juntos. Mas Ícaro, jovem, encantado com a leveza do ar e a liberdade recém-descoberta, começa a subir. Não por desafio nem por rebeldia. Ele escolhe.
Dédalo segue adiante, confiando que o aviso fora suficiente.
Quando olha para trás, vê a queda de seu filho.
A cera cede. As asas se desfazem. O corpo de Ícaro despenca em direção ao mar. O inventor que enganou um rei e tornou possível a queda de um monstro assiste, impotente, àquilo para o qual não há solução possível: o pai pode mostrar o caminho, mas nem sempre pode proteger o filho das próprias decisões.