29/05/2020
Essa foto resume bem como é trabalhar na quarentena com duas crianças em casa: um verdadeiro caos!
Sento no computador e levanto pelo menos 50 vezes para resolver algum conflito, ver se estão precisando de alguma coisa, para arrumar minimamente a zona que a casa f**a, fazer comida, dar banho, botar para dormir.
Em um mesmo dia, sou professora, médica, mãe, filha, mulher maravilha, empresária, veterinária, mamãe Pig... São tantas funções que, no fim do dia, já não sei mais quem sou, totalmente tomada pelo cansaço.
Mas estou vivendo uma nova experiência! As meninas iam para a creche e eu sempre tive as tardes livres para trabalhar. A realidade mudou completamente. Passar dias inteiros, somente eu elas, pode ser bem estressante mas, ao mesmo tempo, sinto uma alegria tão grande por ter o privilégio de me dedicar totalmente a elas, mesmo não conseguindo dar 100% de mim, mesmo sentindo culpa por estar cansada e não ter energia para brincar o tempo todo.
Me orgulho de ver quem elas estão se tornando. Acredito que a quarentena tem proporcionado algo muito valioso: reconhecer nossos filhos, reparar nos detalhes, ter “todo o tempo do mundo”.
Às vezes me pego sentada, olhando para elas brincando e passo alguns minutos ali, só admirando. E aquele caos, de criança gritando, casa desarrumada, roupa para lavar, comida por fazer, deixa de ser um grande problema.
Claro que cada dia é um dia, alguns mais fáceis, outros mais difíceis... E assim seguimos, com o sentimento de gratidão, nos dias bons, por vê-las felizes, nos dias difíceis, pelo aprendizado.
E com aquele velho ditado:
“Ser mãe é padecer no paraíso”.