07/06/2016
Cozinha Fotográfica
Orlando Brito apresenta trajetória a profissionais e estudantes
Hanna Bárbara
Ícone na fotografia brasileira, o fotógrafo Orlando Brito participou na última segunda-feira (31) do Cozinha Fotográfica. Organizado pelo Sindicato dos Jornalistas de Brasília, o evento recebeu fotógrafos, jornalistas, estudantes e amantes da fotografia que acompanharam a história do fotógrafo.
Durante o evento, Brito apresentou uma série de fotos históricas, uma linha do tempo do poder brasileiro. As fotografias apresentadas são um relato da história da Presidência da República e farão parte de um livro que será lançado em dezembro intitulado “De Castello a Rousseff- Vitórias e derrotas”.
Brito relatou que iniciou a profissão como assistente do fotógrafo Roberto Stuckert, que foi durante muitos anos o fotógrafo oficial da Presidência. “Durante algum tempo eu carreguei a bolsa do Roberto Stuckert e isso fez com que eu me apaixonasse pela fotografia. Depois eu comecei a servir cafezinho no jornal Última Hora, até quando tive a oportunidade de fotografar com a falta de um fotógrafo. Eu convivia com grandes nomes da fotografia”, relata.
Amigo pessoal de Fernando Collor, o fotógrafo, que o acompanhou por grande parte da campanha presidencial, registrou também a solidão que Collor enfrentou durante o processo de impeachment. Essa foi uma das histórias relatadas por Brito durante a apresentação.
“Collor ficou solitário, estava magro. Eu o acompanhei e fui na Casa da Dinda fazer fotos dele. Uma vez liguei pra ele e falei que estava indo fotografar, quando cheguei falei que a foto seria na piscina, só quando estava lá dentro lembrei que não sabia nadar, mas fiz a foto do Collor no fundo do poço”, conta Brito
Perfil
Mineiro, nascido em 1950, chegou em Brasília na época da inauguração da cidade em 1956 com a família. Iniciou cedo na profissão como laboratorista da sucursal do jornal Última Hora, aos 14 anos de idade, para o qual passou a fotografar dois anos mais tarde.
Trabalho para o jornal O Globo de 1968 e 1982, mas ficou conhecido na sua passagem pela revista Veja, onde trabalhou entre 1982 e 1998 onde foi capa 113 vezes. Atualmente Brito coordena a própria agência de notícias, a ObritoNews. É autor dos livros: O Perfil do Poder (1981); Senhoras e Senhores (1992); e Brasil: de Castello a Fernandos (1996); Poder, Glória e Solidão (2002); Iluminada Capital (2003) e Corpo e Alma (2006). Ganhou o prêmio World Press de 1979, na categoria de sequência fotográfica; tendo recebido ainda onze prêmios Abril entre 1983 e 87. Foi contemplado com a bolsa VITAE de Fotografia em 1989.