A Beleza de Cada Um

A Beleza de Cada Um Retratos! Realçando a beleza única que cada um tem =)

Fotografias naturais. Fotógrafa de emoç

Que história linda da Sônia! 🌺Uma história de vida e tanto e quando fez seus 50 anos quis se dar de presente uma sessão ...
17/08/2018

Que história linda da Sônia! 🌺

Uma história de vida e tanto e quando fez seus 50 anos quis se dar de presente uma sessão de fotos!

Já pensou o quanto isso pode ser bom pra você?
Poder se ver pelos olhos de outra pessoa?
Ter um momento só pra você?!

Permita-se!!!

Quer uma sessão só sua também? 📷
Fala comigo..
(14)99609-4106

Viva intensamente!🍃E nunca deixe de enxergar as coisas maravilhosas do mundo!Que tal tirar um tempo só pra você e aprove...
18/06/2018

Viva intensamente!🍃
E nunca deixe de enxergar as coisas maravilhosas do mundo!
Que tal tirar um tempo só pra você e aproveitar para registrar a sua beleza?! A beleza única que cada um tem!?
Fala comigo...
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www.veridianavizzotto.com
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  “Hey! Você, que tantas vezes se sente tão mal por não lembrar da sua infância, só alguns flashs... Você que sempre se ...
09/03/2018



“Hey!
Você, que tantas vezes se sente tão mal por não lembrar da sua infância, só alguns flashs... Você que sempre se viu na escola como a magrelinha, a 'Olivia Palito'... Se sentia inferior as amigas que já tinham um corpão com 14 anos e você ali, lutando pra achar uns peitos dentro do sutian... Você que não entendia por que todo mundo tinha “papas na língua” para dizer que uma gordinha tinha engordado, mas caiam em cima falando sem dó nem piedade, “nossa, você emagreceu mais ainda???” Você que por muito tempo tomou suplementos pra ver se ganhava uns quilinhos... Você que depois do fim de um relacionamento por insegurança e ciúmes caiu em um ciclo de péssimas escolhas, de aceitar situações desagradáveis.

Você que se arrepende de certas coisas que fez, que quando para e pensa se envergonha e não queria estar na situação da outra pessoa.
Você que passou por situações que antes falava com o peito cheio para as amigas que nunca aceitaria aquilo e acabou se sujeitando e passando por isso... Mas sabe que isso te fez evoluir e melhorar muita coisa.

Você que mesmo com tantas e tantas dúvidas profissionais finalmente se encontrou, ama o que faz mas passa quase todos os dia na pressão de que aquela não é uma profissão tradicional e se sente mal por não ter um salário fixo, férias e décimo terceiro.

Você que já se pegou chorando muitas vezes por não receber o elogio, carinho, ou atenção que gostaria...

Saiba que tudo isso serviu para você chegar aonde está hoje!!!

Que acabou chegando no peso que queria (inclusive já está na hora de perder um pouquinho, rsrsrs) até já se pegou falando “que é essa barriguinha aqui que eu nunca tive?!” Já está até querendo perdê-la, mas ri por dentro por lembrar de tudo que passou... Que aprendeu a se amar do jeito que é e não f**a mais na espera carente de um elogio, mas f**a muito feliz quando o recebe, rsrs Isso é fato!

Que sabe aproveitar os momentos simples e bons de cada dia, que adora estar com pessoas queridas, rir das pequenas coisas, ama estar na natureza.
Busca a cada dia uma espiritualidade maior e entender um pouco mais o porque de tudo isso, desses julgamentos, das palavras que podem magoar tanto os outros.
Que tem esperança de um mundo melhor onde as pessoas busquem se conhecer mais por dentro para parar de se meter na vida do outro.
Que busquem só fazer o bem, como dizia o poeta “gentileza gera gentileza”! Que sente que já está preparada para novos desafios como o de finalmente ser Mãe, se abrace mais vezes e tenha calma e paciência de que na hora certa esse dia vai chegar!
Se ame mais e continue na fé e esperança de um mundo melhor. Onde as pessoas vão parar de dar ibope pra babaquices e notícias ruins e se focar mais em ajudar a quem precisa, a elogiar mais do que criticar. A dar mais carinho, a respeitar as diferenças de escolhas e opiniões.
Ame-se. Reza. Confia. Agradeça!”

V.V.P., 29 anos.

foto:

  “Na vida nada é por acaso. Tudo está trilhado e planejado sem mesmo a gente saber.Comigo foi assim. Sofri um acidente ...
09/03/2018

“Na vida nada é por acaso. Tudo está trilhado e planejado sem mesmo a gente saber.
Comigo foi assim. Sofri um acidente de carro no qual duas pessoas faleceram, uma delas era minha amiga, o outro um menino que estava de carona conosco. Eu e outro menino sobrevivemos sem nenhum arranhão. Eu sempre me perguntava porque não morri?? Qual meu proposito aqui na terra? Fiquei em choque, muito triste e indignada porque minha amiga faleceu e eu não.
Um ano após descobri que estava grávida e que meu filho nasceria com má-formação em membro superior esquerdo (só formou o úmero). Entrei em desespero, tive medo e receio, pois, o bebê perfeito para a sociedade não era o meu, mas ele é perfeito aos meus olhos e também aos olhos de Deus.
Essa era a resposta que eu tanto esperava. O porquê eu não morri no dia do acidente. Tinha que ser mãe do Estevan e ajudar ele em tudo por causa da má-formação no braço.
Essa angustia, medo, desespero, receio de como ele seria acabou. Aceitei e foi um alivio. Porém, a gestação toda ele ficou em posição pélvica e eu sempre desejei um parto normal. Procurei um médico humanizado, doula, tudo para me ajudar a ter o parto perfeito e mais uma vez não foi como eu planejei, idealizei, desejei e sonhei. Mais uma vez o medo, o desespero apareceu.
Com 38 semanas e 2 dias, meu filho resolveu nascer pélvico, com presença de mecônio e eu estava com 7cm de dilatação e sem meu marido do meu lado, pois ele estava trabalhando e eu entrei em trabalho de parto sem nenhuma dor. Por um lado pensei, nossa que bom, mas por outro, eu poderia ter uma infecção se não tivesse ido ao médico a tempo.
Cesárea de emergência. Chorei muito, pois não era minha vontade uma cirurgia, mas foi a vontade de Deus e a vontade do Estevan. Meu filho, graças a Deus, nasceu saudável lindo e PERFEITO. Aos meus olhos ele é lindo e apaixonante.
O amor de mãe para o filho é realmente o verdadeiro amor incondicional.
Aconteça o que acontecer sempre estarei ao lado dele. ESTEVAN, MAMÃE TE AMA! DEUS ESTARÁ SEMPRE CONOSCO!”
Gisele Junqueira, 31 anos.

  “Me vejo tendo coragens que julgava ser impossível e negando o que sempre achei que desejava.Me vejo tendo conversas p...
09/03/2018

“Me vejo tendo coragens que julgava ser impossível e negando o que sempre achei que desejava.
Me vejo tendo conversas profundas com desconhecidos e conversas superficiais com pessoas que julgava tão próximas.

Me vejo mais leve... fui deixando pelo caminho... tantas "verdades" que não eram minhas... aprendi a dar voz a mim mesma... liberdade de falar o que penso sem me preocupar com os julgamentos... Me vejo menos crítica comigo... com meus deslizes... com meus medos... com meus "tempos"... Me vejo amando a minha presença... aprendi que só quem ama a si mesmo é capaz de amar o outro... se ele vêm. .. será incrível... mas se ele vai... sou grata a troca que existiu... Mas não há apego... a minha felicidade não depende do outro...ela não pode ser tirada de mim.

Tenho orgulho da pessoa que estou me tornando... parei de me fazer de vítima e em cada situação difícil mudei a pergunta... Não pergunto .. Por que comigo? Mas ...Qual o aprendizado que essa situação tem a me ensinar?

Parei de f**ar apontando defeitos nos outros... e passei a perceber que na verdade eram sombras minhas.

Parei de me ofender quando pessoas não entendem minhas escolhas e muitas vezes são críticas por eu ser diferente.

Parei de achar que era estranha... por dançar descalça sozinha ouvindo minha música predileta... por ter mais havaianas que scarpins.... por nunca deitar sem me despedir da minha cachorra e das minhas plantas.... por preferir locais preservados... sem me importar que não haja infraestrutura ..... um céu estrelado com som do mar do que a balada com o dj do momento... cheiro de relva molhada ao 212... a comida de vó do que do Masterchef... as travessuras e gargalhadas da sua sobrinha são muito mais divertidas do que a viagem pra Disney... o estranho é perceber que sempre buscamos a felicidade e demoramos a perceber que ela está na simplicidade do dia a dia.... E a cada parágrafo sinto aquela criança que sempre amou livros... me conduzindo.... me mostrando o caminho de volta pra casa...”
Daniele Melenchon, 31 anos.

  “O meu corpo, as minhas marcas, pequenos detalhes de uma vida inteira. Cicatrizes que surgem ainda quando pequena, est...
09/03/2018

“O meu corpo, as minhas marcas, pequenos detalhes de uma vida inteira.
Cicatrizes que surgem ainda quando pequena, estrias que vem com o crescimento e que vão nos acompanhar pro resto da vida ... Aqueles detalhes que chamamos de "defeitos", coisas mínimas que nos incomodam todos os dias, a barriga que não é "negativa", o pé que tem um dedo maior, joanete, o queixo acentuado de mais, as costas larga, celulites que aparecem uma aqui outra ali... São pequenos detalhes, mas são esses que muitas vezes nos desanimam de por um salto, pois o pé f**a a mostra, ou de por um tomara que caia pelo ombro largo ... Porém ao abrir os olhos, vejo essas amêndoas grandes, verdes, que acompanhados de um sorriso largo formam uma perfeita sintonia. Detalhes de um outro lado, aquele que nos agrada, seios pequenos e arredondados, pernas fartas, os lábios desenhados avermelhados... Cada detalhe com uma história, uma lembrança boa ou de aprendizagem, detalhes até mesmo diferentes! Afinal, o que você tem de diferente é o que de mais bonito! “
Maria Júlia Dezoppa, 20 anos, Botucatu.

  “Somos construção e desconstrução. Parei, me olhei e percebi o quanto não me conheço, me senti perdida, pois, tudo que...
09/03/2018



“Somos construção e desconstrução. Parei, me olhei e percebi o quanto não me conheço, me senti perdida, pois, tudo que criei em mim foi o que a sociedade machista me permitiu criar.
Essa sociedade prega a insegurança como sentimento de base da vida das mulheres, da minha vida. É difícil se aceitar quando tudo que construímos em nós mesmas teve como base moldes que não nos encaixam. E me vi, apertando aqui, encolhendo ali, fazendo de tudo pra caber no molde pequenino do “pacote mulher” oferecido.

Tornei-me insegura por não ser boa o bastante pra ela. Essa insegurança me fez odiar o que sou, rejeitar minhas cicatrizes e esconder minhas marcas. Culpava-me por não encaixar e vivia escondida de mim mesma por baixo dos defeitos socialmente impostos. E já no processo de tentar me libertar tive que encarar o grande medo da desconstrução, de me despir de tudo, para então deixar que se esvaíssem as inseguranças que me separavam, oprimiam e apagavam.

Agora conheço um pouco mais de quem sou. Com coragem e de alma nua fecho os olhos e sinto-me grande e livre, sinto ser muito mais do que sei. Por tudo isso, por mim, medito: “eu me amo, me aceito e me perdoo profunda e completamente”.

G. B., 20 anos. .

  “Um dia olhando para dentro de mim percebi que não havia mais alegria de viver. Os dias passavam sempre corridos e só ...
09/03/2018



“Um dia olhando para dentro de mim percebi que não havia mais alegria de viver. Os dias passavam sempre corridos e só o que me importavam eram aquelas 4 ou 5 horas após as 18h.

Não me bastava mais viver naquele mundo onde as estatísticas falam que mulheres ganham salários menores, rendem menos, etc, etc e etc. Foi então que resolvi me permite conhecer uma atividade nova e lá me descobri. Mas como abandonar toda uma carreira de quase 10 anos para simplesmente fazer o que ama? Aos poucos percebi que essa não era uma pergunta que eu fazia a mim, mas sim a que todos a minha volta me fariam.

Havia medos, dúvidas e ansiedades? Havia. Mas nada era maior do que minha vontade me expressar como sou, com a minha essência e não mais fazer parte de um universo que me sugava as energias com exigências que em nada faziam minha vida mais leve, mais doce ou mais bela.

Decidi. Foi fácil? Não. Foi preciso. Ainda tem medos, incertezas, erros e acertos? Sim. Tem batalhas? Todos os dias. Mas quando eu entendi que através da minha escolha eu poderia além de mim, mostrar as demais mulheres que elas são donas da p*rr* toda e que elas são livres para escolher o que querer ser ou não ser, que rótulos não as definem e que se olhar no espelho é para ver a alma e não a imagem, não tive mais dúvidas!

Hoje o meu trabalho é mais que ensinar Pole Dance, meu trabalho é empoderar mulheres através dele! Que elas vejam sua essência naquela uma hora que passam comigo, e que isso se transforme em força para que elas façam da vida delas aquilo que elas quiserem. Que ninguém lhes diga se são gordas ou magras, bonitas ou feias, sexys ou não.

Eu me empoderei, eu sou a dona da p*rr* toda! Meus tempos de “submissão” a sociedade já eram, sou livre! E quero mais mulheres aqui comigo!”

Lu Zaparoli, 28 anos.

  “Bem me quero!!! Sim bem me quero!!! Olhando no espelho vejo lindos olhos que extravasam alegria e amor!  No rosto uma...
09/03/2018



“Bem me quero!!! Sim bem me quero!!! Olhando no espelho vejo lindos olhos que extravasam alegria e amor! No rosto uma marca de infância e que infância linda!!!
Observando meu corpo vejo curvas... Não é perfeito, porém é o meu corpo e cada marca nele corresponde a escolhas, às vezes certas, outras que deixaram marcas e profundas, mas são respostas para minhas escolhas e as amo!!!
Aos 30 anos me vejo uma grande mulher, desejando sentir o dom único da mulher!”

A.T., 30 anos.

  “Beleza... Ah, a beleza... Mas o que é a beleza real? Como alcança-la?Passamos a vida toda nos moldando a atrizes de t...
09/03/2018



“Beleza... Ah, a beleza... Mas o que é a beleza real? Como alcança-la?
Passamos a vida toda nos moldando a atrizes de televisão, a cantoras super produzidas e magras com suas cirurgias plásticas...
Eu tive uma infância difícil com relação a minha autoestima. Desde pequena me sentia uma criança feia e gorda e que minhas amiguinhas da escola eram melhores, por que elas me diziam isso. Riam do meu corpo, do meu cabelo... Dentro de casa cresci ouvindo da minha própria mãe o quanto eu era gorda e que ninguém iria me querer. Cresci com esse complexo de inferioridade de que qualquer pessoa sempre me rebaixaria.
Conforme o tempo foi passando, fui crescendo e conhecendo as coisas como realmente são. O que é real. O que é bonito.
Um dia finalmente entendi a beleza.
Entendi que a beleza real também tem sim sua pele flácida, sua celulite e seu cabelo armado, e que aquilo era magnífico. O corpo. Humano. Real.
Quando finalmente decidi me olhar no espelho e me aceitar eu amei o que vi. Eu sei que não importa o que as pessoas achem, o que a sociedade dita. Entendi também que na verdade a minha beleza é real, e que não depende dos outros para que isso simplesmente seja, e sim de mim mesma!
Só cabe a mim me aceitar.
Só cabe a mim me achar.
Só cabe a mim me amar.
Eu entendi que sim, as pessoas são maldosas, o padrão é maldoso, mas que se eu tenho amor próprio nada me abala.
Como vou esperar que as pessoas me aceitem se isso não parte de mim?
Danem-se elas!
Eu me amo!
Eu amo meu manequim 46, meus seios "caídos" é meu "cabelo de vassoura". Eu me amo e não queria ser nenhuma outra pessoa, por que já sou quem quero ser!
Eu sou a beleza real!”
Beatriz Calvin ,20 anos, Botucatu/SP.

  “O que me incomoda muito desde sempre é o fato de eu não ter o corpo magro e perfeito como a mídia e as pessoas pregam...
09/03/2018



“O que me incomoda muito desde sempre é o fato de eu não ter o corpo magro e perfeito como a mídia e as pessoas pregam como o ideal.

Por mais que eu tente não me apegar a isso é uma coisa que continua afetando desde a minha relação com as pessoas a minha volta tanto em como eu me vejo.

Vejo o reflexo disso quando me pego agindo como uma pessoa tímida quando conheço uma nova pessoa, principalmente quando rola um interesse, por medo do que a pessoa vai pensar de mim com relação ao meu corpo, quando eu me pego vestindo mil roupas pra sair, mas parece que nada cai bem, quando eu vou tirar uma foto e evito expor determinadas partes do meu corpo por ter vergonha ou quando eu penso duas vezes antes de tirar o vestido na praia e me mostrar de biquíni.

Participar desse projeto foi algo que me fez refletir, principalmente, sobre como eu me vejo e cheguei à conclusão de que muitas vezes temos uma imagem ruim de nós mesmos e é algo que precisamos reverter mesmo que outras pessoas reafirmem essa imagem. Nem tudo é defeito e sim características que nos faz ser o que somos e que devemos aprender a aceitar e amar.

A nossa forma física não deixa transparecer o que a gente é por dentro, mais vale nossos valores e nossa essência do que o nosso peso.”

Bruna Bartolini dos Santos, 23 anos.

 “Oi, lindona do meu coração, que eu amo tanto!  Que prazer falar com você, assim... por carta. Nós, que conversamos o t...
09/03/2018



“Oi, lindona do meu coração, que eu amo tanto!

Que prazer falar com você, assim... por carta. Nós, que conversamos o tempo todo, às vezes nem nos deixamos dormir, refletindo sobre a vida, sobre você, sobre tudo... mas nunca dessa forma, ainda mais sabendo que tanta gente de fora vai ter acesso a essa conversa... Bom, rs..., isso não é exatamente um problema pra você, né? Que nunca teve muito cuidado em expor a sua vida pro primeiro que te abre um sorriso e vem com um papo animado/interessante pro teu lado. Ou o contrário, parece ter alguma questão a ser resolvida e precisar de alguém pra desabafar. Não raro, a senhorita já vai dando corda e contando suas vivências mais íntimas, falando dos seus ideais, sentimentos, planos pro futuro, sem nenhuma encanação. Tagarela como é, em meia hora a pessoa sabe tanto de você e você mal sabe quem ela é direito, rs... Para os outros deve ser estranho ver você, que se “desnuda” emocionalmente com tanta facilidade por aí, passar um aperto na hora de colocar uma roupa que mostre suas pernas acima do joelho. Colocar um biquíni então? Quantas vezes deixou de convidar aqueles amigos queridos, que animariam qualquer viagem, para um feriado na praia só de vergonha de assumir seu corpo como ele é?

Acho que as pessoas esperavam menos encanações de você nesse sentido. Tudo indica que seria assim. Você se ama tanto! De verdade! Se acha legal, gente boa, arejada... Acho que houve um tempo, aquele em que você usava manequim 36..., 38..., que tinha até aquele discurso bonitinho e na moda hoje em dia, de mulher segura de si, que se ama tanto por dentro, que não se incomoda com medidas, formas e texturas (rs...) fora do padrão que se apresentam no seu amado corpitcho! Pois é, era fácil falar naquela época em que você ganhou a eleição de menina mais bonita da 6ª ou 7ª série B...da cintura para baixo. Isso mesmo, teve eleição da mais bonita de rosto, mais bonita da cintura pra cima, mais bonita da cintura pra baixo e mais bonita no geral!!! Os meninos arrancaram uma folha do caderno e foram passando entre eles com a enquete “genial” (não vamos entrar agora no juízo de valores sobre a iniciativa, que o foco aqui é você, beleza?). Então, alguma menina percebeu a atenção masculina da classe voltada exclusivamente para aquele “tesouro” e o interceptou ao fim da pesquisa, que acabou se tornando pública. E não é que sua barriga negativa e coxas grossas te trouxeram o primeiro lugar na “catiguria”?!? Na época você era tímida e nunca fez bom uso da fama, rs... Mas sei que você diria: envelhecer não é fácil, galerinha do empoderamento feminino. Ainda mais quando justamente no quesito em que você se sobressaía a coisa vai f**ando meio meia boca. E sei que você não estaria falando só do que pensam os outros. Estaria falando do seu padrão! Caramba! Porque você não poderia tê-lo?!?

Aliás, empoderamento feminino este que acho um movimento fundamental e urgente, mas que pode se desgastar pela banalização e uso indiscriminado dos termos.

Mas... gostei de ver quando você, percebendo que a evolução espiritual com a total aceitação do seu corpo após duas gestações e se aproximando dos 40 não tinha planos de dar as caras nesta encarnação, tomou uma atitude e foi se cuidar como podia. Apesar de admirar muito as mulheres fora do padrão que se amam e se assumem como são, não funcionava assim pra você e descobriu que o melhor era parar com o mimimi auto piedoso e correr atrás do prejuízo: se cuidar.

E foi então que além de reeducação alimentar, cremes e massagens estéticas que couberam no seu bolso com um mínimo de planejamento e redefinição de prioridades, redescobriu a dança. Lembra como você estava destreinada quando recomeçou? Mas depois de alguma persistência, além de se sentir mais bonita, pois seu corpo aos poucos foi te agradando mais, você redescobriu o prazer e a beleza do movimento. O quanto pode ser e se sentir feminina dançando. Descobriu também que mesmo voltando ao manequim 38..., 40... nada será como antes. Mesmo no Brasil, não há impunidade quando se trata da lei da gravidade.

Mas... além daquele amor lindo, porém morno, que já sentia, você se apaixonou novamente por você! Paixão mesmo, daquelas de suspirar e admirar! Não só pela beleza física, de maneira narcisista; mas pela coragem, pela atitude de não desistir de nenhum pedacinho de você! De querer se amar por inteiro.

Confesso que sobre a praia ainda não sei se você vai f**ar completamente à vontade, mas não acha que está na hora de fazer um teste?

Um beijo e um abraço apertado, daqueles de levantar do chão, Aline.”

Aline Grego, 38 anos.

Endereço

Botucatu, SP
18609-620

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