Renascer em fases

Renascer em fases

Sei que não é  , mas hoje senti de trazer um pouco disso aqui, como forma de deixar registrado nesse meu feed essa vivên...
09/06/2026

Sei que não é , mas hoje senti de trazer um pouco disso aqui, como forma de deixar registrado nesse meu feed essa vivência aqui (muito low profile ela rsrs)

Na verdade hoje foi o dia todo de refletir sobre condutas e posturas (o que não faz uma prova de ciência política da faculdade, né?). E aí algo de outubro que ainda reverbera aqui me fez querer deixar pra vocês essa reflexão.

Antes dessa Cami fotógrafa de partos tem uma Cami que além de viver o gestar/parir/nutrir, estudou e ainda estuda muito pra entender não só o que ela viveu, mas principalmente para saber como contribuir para esse cenário. Cursos, seminários, congressos, grupos de debates...

Muitas pessoas talvez enxerguem apenas a câmera. Mas, para mim, os partos vão muito além da lente. O SIAPARTO é um exemplo disso, onde tive a oportunidade de aprofundar ainda mais meus conhecimentos na área, mas principalmente ampliar a ótica para o que de fato impacta nesse cenário do nascer. Como diz a máxima, “o buraco é mais embaixo”. E claro, conhecer gente que respira e luta por dignidade e respeito. Essas pessoas inspiram demais.

Acredito que tudo isso reflita diretamente no meu trabalho. Essa é uma das intenções desse envolvimento. Mas eu quero ir mais além. Quero ter mais voz por quem não a tem ou não pode ter. Meu compromisso não é apenas entregar imagens bonitas. É estar ali entendendo, respeitando e compactuando com práticas, mas acima disso lutando para que isso possa ser de acesso a todas. Não existe cuidado quando não há direito.

O nascimento merece mais do que técnica. Merece consciência. E eu escolho, todos os dias, honrar esse chamado.

Deixei algumas imagens e vídeos que resumem essa vivência incrível. Obrigada por me lembrar da caminhada tão necessária.

Os primeiros dias de uma mãe são feitos de excessos.O peito que vaza antes mesmo do bebê chorar.O corpo que ainda procur...
28/05/2026

Os primeiros dias de uma mãe são feitos de excessos.

O peito que vaza antes mesmo do bebê chorar.
O corpo que ainda procura o peso que esteve ali por tantos meses… e agora parece faltar alguma coisa.

A barriga já não é casa.
Mas o colo virou mundo.

Os hormônios dançam descontrolados — a ocitocina lá nas alturas, o coração inteiro aberto.
Às vezes vem lágrima sem explicação.
Às vezes vem riso no meio do cansaço.

É um tempo de aprender a respirar de novo.

Aprender o cheiro daquele pequeno ser.
Aprender o som do choro.
Aprender o ritmo das madrugadas que chegam sem pedir licença.

Enquanto isso, algo silencioso acontece:
a mulher que existia antes começa a se transformar.

Porque conhecer um bebê
é também conhecer uma versão nova de si mesma.

Nos primeiros dias, tudo é intenso.
O amor transborda, o corpo se reorganiza, o tempo parece suspenso.

E, sem que ninguém perceba exatamente quando,
uma mãe nasce também.

O ensaio La Madre nasce de um momento muito específico da maternidade.Não é o começo, onde tudo ainda é novidade.Também ...
26/05/2026

O ensaio La Madre nasce de um momento muito específico da maternidade.

Não é o começo, onde tudo ainda é novidade.
Também não é quando tudo já está resolvido.

É o meio.

Quando a rotina já aconteceu.
Quando o corpo já mudou.
Quando o vínculo já existe — mas quase ninguém parou pra olhar pra ele.

La Madre não cria nada. Ele revela.

Revela o jeito que ela segura, mesmo sem perceber.
O olhar que já conhece.
O corpo que aprendeu, no dia a dia, a ser casa.

Não é sobre conduzir.
Não é sobre pedir.

É sobre observar o que já está ali.

Porque, no meio da rotina, do cansaço, do automático…
muita coisa importante passa sem ser vista.

E quando ela se vê — de fora —
ela entende.

Entende o que construiu.
Entende quem se tornou.
Entende que isso não é pouco.

La Madre é isso.

Um lugar onde a mulher consegue,
talvez pela primeira vez, se reconhecer dentro da própria maternidade.

Tem um momento silencioso na vida dos pais... em que o colo começa a ficar pequeno. Não porque o amor diminuiu. Mas porq...
21/05/2026

Tem um momento silencioso na vida dos pais... em que o colo começa a ficar pequeno. Não porque o amor diminuiu. Mas porque o filho cresceu. E isso confunde o coração.

Porque, ao mesmo tempo em que você desejou tanto que ele crescesse forte, seguro, independente… também queria congelar alguns instantes: o cheirinho, a mãozinha, o “fica mais um pouco”, os primeiros passos, a primeira palavra, as descobertas mais simples…

Ver os filhos voarem não é só orgulho.
É também um pequeno luto.

Um luto bonito… porque não é sobre perder.
É sobre cumprir.

É perceber que tudo aquilo que você plantou — no cansaço, no silêncio, nas noites mal dormidas, nas dúvidas — ganhou asas.

E aí você entende que amar não é prender.
Amar é preparar para o mundo. É acompanhar de longe…
É saber que, mesmo sem estar segurando a mão, você ainda mora dentro deles. É confiar de que trilharão um caminho lindo.

Apenas observar a forma como eles pensam, sentem, escolhem… A forma como eles se levantam depois de cair.

Talvez o maior orgulho não seja só ver voar.
Mas saber que, se um dia o vento mudar, eles sabem onde pousar. 🤍

20/05/2026

Alguns momentos da vida não pedem pressa. Pedem silêncio. O nascimento de um bebê não é um acontecimento de internet.

Não é conteúdo urgente. Não é algo que precisa ser entregue no mesmo dia para “não perder o timing”.

O parto é uma travessia profunda.

Uma mulher atravessa dor, força, vulnerabilidade, potência — e do outro lado nasce também uma nova versão dela.

Os primeiros dias depois disso são um território delicado. De corpo aberto. De hormônios em rearranjo. De vínculo sendo construído em silêncio.

As imagens desse momento não deveriam chegar como notificação.

Elas deveriam chegar como cuidado. Com tempo. Com respeito.

Quando essa mulher já respirou um pouco dessa nova vida que começou.

Porque fotografar um nascimento não é sobre produzir conteúdo rápido. É sobre testemunhar algo sagrado. E quem testemunha precisa entender que nem tudo precisa acontecer na velocidade do mundo.

Algumas histórias merecem ser entregues apenas quando o coração da mulher já conseguiu pousar do outro lado da travessia.

Faz sentido pra você?

“Não quero perder um sorrisoNão quero perder um beijoBom, eu só quero ficar com vocêAqui com você, apenas assimEu só que...
19/05/2026

“Não quero perder um sorriso
Não quero perder um beijo
Bom, eu só quero ficar com você
Aqui com você, apenas assim
Eu só quero te abraçar forte
Sentir seu coração perto do meu
E ficar aqui neste momento
Por todo o resto dos tempos.”

I Don’t Want To Miss A Thing - Aerosmith

Vamos registar o agora, para revivê-lo no futuro? 🤍
Me chama.

O rebozo é um tecido simples.Mas, no parto, ele se transforma em cuidado.Durante as contrações, o corpo da mulher vive m...
14/05/2026

O rebozo é um tecido simples.
Mas, no parto, ele se transforma em cuidado.

Durante as contrações, o corpo da mulher vive momentos intensos. Existe força, tensão, entrega… e, muitas vezes, dificuldade de encontrar um lugar confortável dentro disso tudo.

É nesse momento que o rebozo entra.

Com movimentos suaves, de balanço e sustentação, ele ajuda o corpo a soltar, principalmente a região do quadril e da lombar. A tensão diminui, o movimento volta, e a contração deixa de ser só um ponto de dor — ela passa a ser parte de um fluxo.

O rebozo não interfere no parto. Ele não acelera, não conduz, não muda o ritmo. Ele acompanha.

E talvez seja isso que torna ele tão especial: ele respeita o tempo da mulher.

Além do alívio físico, existe algo mais sutil. O rebozo ajuda a mulher a se reconectar com o próprio corpo. A respirar melhor durante a contração, a sentir onde está, a não se perder no meio da intensidade do momento.

No meio de um processo tão grande, ele oferece suporte sem invadir. E, às vezes, é exatamente isso que o corpo precisa para seguir.

Se você sente no 🤍 de registrar um dia importante, me chama que organizamos tudo com muito carinho.

Tem fases que a gente acha que não passam nunca.Até passarem, num piscar de olhos.E aquilo que demorava, se foi.O colo c...
11/05/2026

Tem fases que a gente acha que não passam nunca.
Até passarem, num piscar de olhos.
E aquilo que demorava, se foi.

O colo cabe de um jeito diferente. A voz muda, a primeira palavra acontece. A rotina se transforma.

Guardar o agora é uma forma de não se perder,
de ter o essencial pra sempre.

Sentiu no 🤎 de recordar o hoje?
Me chama.

A frase “casa de ferreiro, espeto de pau” não cabe aqui não rsrsrs teve ensaio de dia das mães aqui também, exatamente c...
06/05/2026

A frase “casa de ferreiro, espeto de pau” não cabe aqui não rsrsrs teve ensaio de dia das mães aqui também, exatamente como é a ideia do especial Ninho. Eu, meus filhos, nossa casa.

Talvez justamente por isso elas tenham significado tanto pra mim. Porque eu sei o quanto é fácil a mãe ficar sempre atrás da câmera. Sempre organizando, conduzindo, resolvendo, registrando… e quase nunca aparecendo na própria história.

Ao longo da minha caminhada como mãe, eu tenho desejado cada vez mais ser essa pessoa que guarda a memória da nossa família também, e que eu esteja inclusa nela em imagens (óbvio rsrsr). E foi exatamente isso que eu quis viver nesse ensaio.

Foi divertido sim, e também intenso, mas caótico em alguns momentos rsrsrs eles estavam em casa, super à vontade, mas não tinha a fotógrafa ali, tinha a mãe deles (então às vezes as coisas “desandavam” sim rsrs). Eu precisava pensar nas brincadeiras, nas dinâmicas, acolher o tempo deles… e ao mesmo tempo ainda olhar pra luz, configuração de câmera, parte técnica do rolê todo — enquanto Nelson me ajudava como podia desse outro lado (thanks, amor)

E no meio disso tudo, aconteceu. A verdade. A nossa verdade. As risadas espontâneas sim, o pedido de colo, a bagunça (essa bem exagerada), os abraços apertados, o olhar (cansado) e apaixonado de mãe. Contudo e apesar de tudo, a poesia está sim escondida dentro do caos cotidiano.

É isso que eu busco quando fotografo outras famílias também. Não é sobre perfeição (ela existe?!).
É sobre memória. Sobre presença.
Sobre contar a beleza da vida como ela realmente é, onde ela realmente acontece.

No fim das contas, o Natal nunca foi sobre perfeição.Nunca foi sobre a árvore alinhada, os enfeites simétricos ou a casa...
03/12/2025

No fim das contas, o Natal nunca foi sobre perfeição.
Nunca foi sobre a árvore alinhada, os enfeites simétricos ou a casa impecável.

O Natal sempre foi — e sempre será — sobre o fazer junto.

Sobre mãos pequenas aprendendo o mundo enquanto se apoiam em mãos maiores.
Sobre o movimento simples de amassar a massa, cortar uma estrelinha torta, e rir do que não deu certo — porque é justamente isso que dá certo.

É sobre tempo entregue, não tempo medido.
Sobre adultos que desaceleram para caber no tempo das crianças.
E crianças que crescem sentindo que pertencem ao coração da família.

O fazer junto cria raízes.
Cria memória.
Cria história.

Se você sente que este é o tipo de lembrança que deseja guardar com verdade, agende sua sessão de Natal e vamos marcar no coração e nas imagens esse momento de fazer juntos.

Solicite mais informações no link ✨🎄

Endereço

Blumenau, SC

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