Rafael Freire

Rafael  Freire A melhor coisa sobre uma fotografia, é que ela não muda mesmo quando as pessoas mudam. contato: 31 9139-2012

Estética 🤎
10/06/2025

Estética 🤎

O racismo hoje não chega só de capuz branco. Ele vem disfarçado de comentário “preocupado”, de piada “inofensiva”, de op...
06/06/2025

O racismo hoje não chega só de capuz branco. Ele vem disfarçado de comentário “preocupado”, de piada “inofensiva”, de opinião “sincera”. Ele se esconde atrás de filtros sociais, de convites que nunca chegam, de portas que só se abrem pra quem tem o tom certo de pele.

É o segurança que segue.
É o elogio que vem com espanto: “nossa, você fala tão bem!”
É o currículo ignorado.
É o preto que sobe na vida e vira suspeito.

Racismo velado é quando a presença incomoda mais do que o crime.
É quando a cor fala mais alto que o talento.
É quando aceitam a cultura, mas rejeitam quem a criou.

É olhar torto quando um preto entra no restaurante caro.
É mudar de calçada.
É associar o estilo ao perigo.
É usar palavras polidas pra esconder pensamentos podres.

O racismo velado é tão cruel quanto o escancarado.
Porque machuca em silêncio.
E quem denuncia ainda é chamado de exagerado.

Mas não dá mais pra fingir que não vê.
A gente cansou de ser lido como ameaça.
A favela cansou de ser cenário de tragédia.
Preto não é exceção quando vence.
É resistência em forma de vida.

E cada vez que a gente ocupa um espaço, é um grito de liberdade no meio do silêncio forçado.
Não vão nos calar com “opinião”.
A gente já entendeu o nosso valor.
E não volta mais pra trás.
- Rafael Freire

O problema é que muita gente ainda acha que a internet é terra sem lei.E não é.Um servidor público fez questão de vir no...
29/05/2025

O problema é que muita gente ainda acha que a internet é terra sem lei.
E não é.

Um servidor público fez questão de vir no meu Instagram, na fotografia que eu fiz, pra dizer que aquilo é “cultura da bandiolatria”.
Depois, num outro comentário, soltou um “Go go” polícia”, insinuando que eu sou bandido. Ou seja, o velho discurso disfarçado de piada: “pega pega, polícia”.

Logo abaixo, outro projétil um futuro soldado do Exército, também homem branco dizendo que estou me “vitimizando pra sobreviver”. E pra fechar, outro homem branco sugerindo que deviam amarrar e acorrentar as pernas.

Os prints já dizem tudo.
Nem preciso explicar muita coisa.
O que incomoda, no fundo, não é a imagem.
É quem fez a imagem.
É quem tem voz.
É quem sobrevive, mesmo quando preferiam que fosse só estatística.

Só pra deixar claro: eu não sou de recuar.
Se você comenta, eu respondo.
Se você tenta desrespeitar, eu sustento no peito e devolvo com verdade.
A internet não é um lugar onde se pode tudo.
Aqui também existe limite.
E o meu, eu sei muito bem onde tá.

‼️🚨
29/05/2025

‼️🚨

Cadê os MCs e DJs de funk de BH para se posicionarem sobre o Projeto de Lei “Anti-Oruam”, que será discutido amanhã na C...
27/05/2025

Cadê os MCs e DJs de funk de BH para se posicionarem sobre o Projeto de Lei “Anti-Oruam”, que será discutido amanhã na Câmara Municipal? É preocupante ver que muitos permanecem em silêncio diante de uma proposta que ameaça diretamente a cultura periférica.

O PL 25/2025, apelidado de “Lei Anti-Oruam”, propõe proibir a Prefeitura de Belo Horizonte de contratar artistas que, segundo critérios subjetivos, façam apologia ao crime ou ao uso de dr**as. Embora apresentado como uma medida de segurança pública, muitos veem nessa proposta uma tentativa de censura e criminalização do funk e do rap, gêneros musicais que expressam as vivências das periferias.  

Amanhã, durante a audiência pública, é fundamental que os artistas da cena se façam ouvir. O silêncio pode ser interpretado como consentimento frente a políticas que marginalizam ainda mais a cultura das favelas. É hora de unir forças e defender a liberdade de expressão e o direito à arte.

Vamos ocupar os espaços de decisão e mostrar que o funk é resistência, é voz, é identidade. Não podemos permitir que legislações como essa avancem sem contestação.

Tô cansado de ver a quebrada se perder na ilusão do crime como estilo de vida. Não é sobre romantizar o sofrimento, é so...
25/05/2025

Tô cansado de ver a quebrada se perder na ilusão do crime como estilo de vida. Não é sobre romantizar o sofrimento, é sobre resgatar a essência. Porque favela não vence sozinha!
- Rafael Freire

Fui convidado pra fazer a capa do álbum da  As fotos ficaram incríveis, fortes, cheias de verdade. Nesse trabalho, ela a...
23/05/2025

Fui convidado pra fazer a capa do álbum da As fotos ficaram incríveis, fortes, cheias de verdade. Nesse trabalho, ela abre o coração e fala sobre o início da carreira, aquele momento em que tudo parece promessa. Chegam vários, cheios de palavras bonitas, oferecendo o mundo em troca de quase tudo. E o mais cruel é que muitos querem fazer parte da sua conquista, mas não te deixam vivê-la do seu jeito. Querem palco, mas não aceitam teu som. Querem o brilho, mas tentam apagar tua essência. A história da Amanda é a de muitos artistas: antes do sucesso, vem o teste. E só quem permanece fiel a si mesmo consegue atravessar.

Vai em em paz 🕊️
23/05/2025

Vai em em paz 🕊️

Conto com a presença de vocês 🤍
22/05/2025

Conto com a presença de vocês 🤍

Fala pessoal, tudo certo? Tô com uma ideia na cabeça e no coração: quero fazer um mini curta do zero, totalmente indepen...
22/05/2025

Fala pessoal, tudo certo? Tô com uma ideia na cabeça e no coração: quero fazer um mini curta do zero, totalmente independente, e tô buscando pessoas com compromisso e vontade real de participar.

Se você é do Aglomerado da Serra, curte cinema de arte, ama atuar ou sempre teve vontade de viver uma experiência de filme, esse chamado é pra você.

As gravações serão nos finais de semana, então é importante ter disponibilidade. O curta vai ter cenas de romance, crime, bandidagem, polícia, tráfico, preconceito e drama — tudo com verdade, intensidade e aquele toque de favela que só a gente sabe dar.

Pode ser de qualquer idade. Estudante de teatro, ator amador ou quem só quer viver a experiência de contar uma história potente com a quebrada como cenário.

Se você mora no Aglomerado da Serra e se identificou, entra no grupo. Mas atenção: somente para moradores do aglomerado, fechado?

Dá essa moral pro cineasta da favela aqui. Bora contar nossa história com a nossa lente.

Grupo no story…

Somos uma geração que está envelhecendo sozinha. Não por falta de gente, mas por excesso de desencontros. A gente aprend...
20/05/2025

Somos uma geração que está envelhecendo sozinha. Não por falta de gente, mas por excesso de desencontros. A gente aprendeu a desistir na primeira dificuldade, a bloquear quem nos fere sem tentar entender, a fingir que não doeu pra parecer forte. Mas por dentro, a bagunça grita.

Trocamos profundidade por distração. Presença por notificações. Cuidado por performance. Estamos tão ocupados tentando parecer interessantes que esquecemos de ser reais. Confundimos independência com frieza, e chamamos de liberdade o medo de se entregar. Preferimos a leveza do quase ao risco de mergulhar inteiro.

Vivemos cercados, mas solitários. Empilhando relações rasas, vazias, que começam e terminam com a mesma velocidade. A gente se acostumou a não pedir, a não demonstrar, a não insistir. Mas lá no fundo, a alma sente. Porque nenhuma conexão sobrevive sem esforço. Sem escuta. Sem presença. Sem entrega.

Nos ensinaram a não depender de ninguém, como se o amor fosse uma fraqueza. Mas o amor de verdade nunca foi sobre precisar. Sempre foi sobre escolher ficar. Todos os dias. Principalmente nos dias difíceis. Principalmente quando dá vontade de ir embora.

Um dia, talvez, quando o tempo for mais pesado que o ego, quando o espelho devolver um reflexo mais cansado, a gente entenda: o que sustenta os laços não é a urgência, é o cuidado. E laço que não é cuidado, vira nó. E nó aperta. E sufoca. E escapa.

Se for pra escolher algo nessa vida, que seja amar com coragem. Ficar com verdade. Sentir com presença. Porque no fim, ninguém se sustenta sozinho. Nem o amor. Nem a gente.
- Rafael Freire

Então não. R$300,00 por um ensaio não é caro. Caro é quando alguém não valoriza o seu tempo, seu talento, seu equipament...
15/05/2025

Então não. R$300,00 por um ensaio não é caro. Caro é quando alguém não valoriza o seu tempo, seu talento, seu equipamento, sua entrega. Caro é quando o reconhecimento não acompanha o esforço.

E sabe o que é mais louco? É que muitos fotógrafos ainda aceitam valores baixos. Porque têm medo de perder o cliente. Porque estão começando. Porque ainda não entenderam que quem precisa do nosso olhar também precisa entender o nosso valor.

Se você é fotógrafo, pare de se diminuir. Cada clique carrega sua história, sua caminhada. Cada imagem é resultado de um investimento muito maior do que o cliente vê. E se você é cliente, repense. Quando você escolhe pagar o justo, você não está pagando só uma foto. Você está fortalecendo um artista, um profissional, um olhar. Está dizendo: eu vejo o que você faz, e eu respeito.

Valorizar o trabalho de um fotógrafo é mais do que pagar. É reconhecer. É respeitar. É entender que por trás de cada imagem há muito mais do que um clique. Há uma vida inteira dedicada a transformar momentos em eternidade.

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