04/04/2026
👾NIEMEYER QUIS COLOCAR UM DISCO VOADOR NA LAGOA DA PAMPULHA🛸
O Cassino da Pampulha é, para muitos críticos, a obra-prima de Oscar Niemeyer. Inaugurado em 1942, o edifício encantou o mundo com suas rampas teatrais e seus revestimentos luxuosos em mármores, inox, espelhos e vidro.
Mas o edifício foi projetado para ser um cassino. Quando o jogo foi proibido no Brasil em 1946, e o espaço se converteu no Museu de Arte da Pampulha em 1957, essa diferença passou a cobrar seu preço.
As grandes fachadas de vidro, tão sedutoras esteticamente, permitem a entrada de luz solar direta e radiação UV, condições destrutivas para obras de arte. A reserva técnica, adaptada no subsolo semi-enterrado, convive com infiltrações e umidade crônicas. O antigo cassino é, estruturalmente, inadequado para proteger seu acervo.
Por décadas, a solução para esse paradoxo dependeu de um anexo. E por décadas, esse anexo foi encomendado ao único arquiteto que parecia inevitável para a tarefa: o próprio Niemeyer.
Ele produziu duas propostas. Nenhuma foi construída.
2004 - A primeira era ousada ao extremo: um grande volume circular branco pousado diretamente sobre o espelho d'água da lagoa, ao lado do MAP. Um disco de concreto e vidro flutuando nas águas da Pampulha.
O projeto não passou da fase de estudo. A implantação violava a legislação ambiental e as normas de tombamento do Conjunto Moderno da Pampulha, que proíbem construções sobre o espelho d'água.
2007/2008 - A segunda foi mais contida. Um volume branco, baixo e horizontal, implantado no terreno vazio em frente ao MAP. Está versão chegou mais longe, foi aprovado pela Prefeitura de Belo Horizonte e pelos órgãos de proteção do patrimônio. Mas também nunca saiu do papel.
Niemeyer, ao propor um espaço para corrigir os problemas que o Cassino apresentava como museu, reproduziu em ambas as versões os mesmos vícios do edifício original. Grandes fachadas de vidro e reserva técnicas localizadas no subsolo.
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⚠️ As imagens deste post são produzidas com IA Elas reconstituem, com base em documentação histórica, projetos que nunca saíram do papel.