18/04/2016
Década de 1980 – Lembro como se fosse hoje do antigo prédio do BEMGE...
Resultado do projeto do arquiteto italiano Luis Olivieri, o edifício que hoje abriga o Posto de Serviço Integrado Urbano (PSIU) se localiza no cruzamento entre a Av Afonso Pena e Av Amazonas, a famosa Praça 7, no coração do Centro da capital mineira. O prédio foi construído em 1922 sob a égide de uma tendência arquitetônica da época, denominada ecletismo, que consistia em resgatar elementos decorativos das mais variadas épocas e culturas.
Quando da época de sua construção, era comum que as edificações mais elaboradas fossem destinadas a serviços urbanos como escritórios, bolsas de valores, bancos, teatros, sedes de governos e repartições públicas, tendo sido a arquitetura desses lugares uma maneira de demonstração de status e poder. Nesse sentido, desde a sua inauguração o edifício passou a ser a sede do Banco Hipotecário e Agrícola do Estado de Minas Gerais, tendo, em 1941, ganhado mais um pavimento, sem alteração das linhas originais.
A partir de 1967, o prédio passou a ter como ‘inquilino’ o Banco do Estado de Minas Gerais (BEMGE) até 1998, quando recebeu a incumbência de abrigar o PSIU e, em 2008 a Unidade de Atendimento Integrado (UAI), que oferece à população serviços como a retirada de documentos, Juizado de Conciliação etc.
Tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA) desde 1988, somente em 2009 o edifício passou por uma reforma completa, tendo sido recuperada totalmente a sua cobertura, com substituição das telhas degradadas por telhas francesas de cerâmica, unindo o reparo funcional ao resgate do aspecto original da construção.
Apesar das aproximadamente 3 décadas de diferença entre as fotos, percebe-se que a paisagem no local não sofreu grandes modificações, o que denota que, no período, o Centro de BH conseguiu manter boa parte de suas edificações principais.
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Fontes:
Arquivo Público Mineiro
Portal PBH
Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais