22/09/2023
彡breathgiving彡
hold on! the masters must say: there is not such word! _ well, it blossomed in me in my first hanami.
彡êxtase, sim, daqueles arrebatamento de dar fôlego foi o meu primeiro hanami; graças ao sonho e dedicação do Sr Miura que aos 95 anos vem há tempos junto à sua família colorindo o Brasil e trazendo este sopro de beleza, vida e encontro entre povos, cultura e seres. é sobre isso a florada das cerejeiras: a singularidade da vida em sua transiência que nos ensina que só existe o agora, que nada é fixo, tudo se transforma, tudo é único, raro _ cada ser, respiro, fato, movimento, encontro e caminho _ sobre aquela história que por certo você já ouviu de que não há mais como voltar ao mesmo rio: as águas são outras, você não é mais o mesmo assim como tudo, o todo girou, se transformou.
foi nesta beleza ditas pelas sakuras que me deparei com mãe e filha se amando através da câmera do celular ali na ponte entre as flores de cerejeira que as contemplavam para criar uma cápsula do tempo que as trouxesse de volta a este agora à estas sakuras que já se transformaram em chão, enfeite, sonhos, geleias, vasos, metas, bebidas, suspiros, ideias, fotografias como estas e etcétera.
já estava tão comovida com tudo que as sakuras me traziam, mas elas ali, confesso, trouxeram a mim a minha mãe, este amor indissociável que a cada passo se ressignifica; trouxeram-me o sentido do sentir que questiona em tudo as nossas certezas de hoje e do agir, aquele que nos faz pensar em fazer diferente, evoluir.
ontem, em meio a quinhentas mil entregas a serem feitas, lembrei-me delas, da brevidade do estar e da espera paciente e educada que me fez parar, selecionar 28 entre milhares das fotografias que fiz naqueles dias e tratá-las e presentear a elas que se abriram em flor ao convite despretensioso e terno de minhas lentes, para que neste existir, elas pudessem mais uma vez se enamorem de si.
trouxeram-me amor.
(… continua no próximo post…)