Barbara Dutra Fotos

Barbara Dutra Fotos Barbara Dutra é fotógrafa de casamentos, arquitetura e responsável pela cobertura dos principais eventos de Belo Horizonte. [email protected]

A maternidade não me completou. Eu sei que é chocante ler isso.A verdade é que ela me bagunçou inteirinha.Ela trouxe à t...
10/05/2026

A maternidade não me completou. Eu sei que é chocante ler isso.
A verdade é que ela me bagunçou inteirinha.
Ela trouxe à tona medos e traumas que eu nem sabia que tinha. Tem dias em que me sinto sobrecarregada, irritada, culpada… tentando equilibrar o mundo e não conseguindo fazer nada direito.
Mas ao mesmo tempo foi essa mesma bagunça que me apresentou ao amor mais real que já senti.
Hoje olho para os meus filhos e me emociono. Posso dizer de boca cheia: é a minha família! Durante muito tempo achei que talvez eu nunca tivesse uma família só minha. E hoje tenho dois meninos completamente diferentes me chamando de mamãe.
O Zique é intensidade. O Pipo é delicadeza.
Um chegou depois de muita luta. O outro chegou como uma surpresa. E os dois cada um do seu jeito mudaram tudo por aqui.
Fui filha única então ainda estou aprendendo essa dinâmica de dois, essa rotina caótica, esse amor que a gente acha que vai precisar dividir mas que na verdade só se multiplica.
Ao mesmo tempo é bonito ver o Zique descobrir o que é ser irmão, ver o Felipe encontrando o seu lugar no mundo, ver os dois criando vínculo, brigando, rindo e se procurando pela casa.
Com eles descobri a contra gosto que não existe jeito certo. Que eu vou errar, vou perder as estribeiras, vou me cobrar além da conta, vou tentar ser tudo ao mesmo tempo e falhar em quase todas.
Talvez ser mãe seja exatamente isso: continuar tentando.
Mesmo cansada, mesmo imperfeita, mesmo cheia de medos.... simplesmente tentar.
E amar tanto alguém a ponto de fazer o caos finalmente ganhar sentido.

Feliz Dia das Mães para quem tenta, para quem deseja, para quem recomeçou e para quem segue aprendendo todos os dias. Ou seja: para quase todas nós.

fotos:

O Felipe não era esperado. Mas que fique claro: não ser esperado nunca significou não ser desejado. Eu sempre soube que ...
09/05/2026

O Felipe não era esperado.
Mas que fique claro: não ser esperado nunca significou não ser desejado. Eu sempre soube que queria ser mãe de dois, mesmo sem fazer a menor ideia de como daria conta depois.
Mas depois de tudo o que o meu corpo passou, uma nova gravidez nem era recomendada. E sinceramente depois de tantos anos tentando de todas as formas, eu nem sabia mais se podia engravidar naturalmente. E então ele veio assim de repente como um presente. Brinco que Deus olhou para a nossa bagunça e pensou: "Acho que eles estão se saindo bem vou dar mais essa chance".
A gestação foi tranquila igualzinha a ele. Eu que tinha receio do nome Felipe por ser bagunceiro descobri um menino doce, que não precisa gritar para ocupar o seu espaço. O Pipo chegou em uma família que nem sabia que ainda tinha lugar para mais alguém… e devagarinho virou indispensável.
Meu neném do sorriso mais doce que vai ser meu neném para sempre mesmo quando crescer. Às vezes me pergunto de onde vem tanta delicadeza e carinho já que minha linguagem de amor não é nem de longe o toque rs
Fora que fui filha única então ainda estou aprendendo essa dinâmica de dois, essa rotina meio caótica e esse amor que a gente acha que vai precisar dividir mas que só cresce.
É lindo ver o Zique virar irmão e acordar perguntando do neném, ver o Felipe encontrando o lugar dele no mundo e ver uma casa que por muito tempo foi só sobrevivência começar a finalmente parecer um lar.
O Pipo me lembra disso o tempo todo: que a vida ainda sabe surpreender, que nem tudo precisa nascer da dor e que às vezes os maiores presentes chegam sem aviso nenhum.

fotos:

Eu nunca fui aquela pessoa que cresceu sonhando em ser mãe.Posso dizer que vim de uma família “quebrada”: pai ausente de...
09/05/2026

Eu nunca fui aquela pessoa que cresceu sonhando em ser mãe.
Posso dizer que vim de uma família “quebrada”: pai ausente desde muito cedo, mãe que se foi cedo demais. Durante muito tempo achei que isso dizia alguma coisa sobre mim… como se eu também não fosse capaz de construir uma família ou de saber amar direito.
Mas quando eu decidi ter um filho, eu quis de verdade. E aí vieram longos dois anos de tentativas, exames, frustrações, te**es negativos, ansiedade… até chegar na FIV.
E então veio o Zique. Na gravidez eu me senti linda, forte e completa pela primeira vez na vida. Trabalhei muito, naquela ilusão de que depois eu teria tempo de sobra pra viver a maternidade.
Até que veio o parto: hemorragia. UTI. Aquela sensação estranha entre ficar e ir embora. De olhar pro seu filho recém-nascido e sentir que o próprio corpo ainda não sabe se vai conseguir permanecer ali sabe?
Mas eu fiquei e quando olhei pro Zique pela primeira vez no quarto pensei:
Eu lutei por isso e de um dia pro outro eu virei mãe… sem manual, sem preparo, sem nem ter tido tempo de ler sobre maternidade direito rs Eu não tinha com quem perguntar se era normal sentir tanto medo., não tinha ninguém pra me dizer “vai dar certo”. Eu não tinha referência de colo...
Então fomos crescendo juntos.
O Zezé segundo ele mesmo se chama é intenso, esperto, ama plateia, ama fazer graça, ama arrancar risada dos outros. E eu me vejo tanto nele que chega a ser estranho... essa sensibilidade gigante escondida atrás de um jeito às vezes mais bruto, mais difícil, incompreendido.... esse coração gigante carente de afeto mas que nem sempre sabe pedir...
Ele sente tudo, desmorona fácil e eu também.
Somos tão parecidos que às vezes a gente se choca… e depois eu fico me culpando por horas arrasada.
Queria ser a melhor mãe do mundo pra esse menininho, porque eu desejei muito ele!
Mas acho que tô aprendendo que talvez ser mãe seja justamente isso: amar profundamente mesmo sem acertar sempre.
Espero que um dia ele consiga olhar pras minhas falhas e entender que apesar delas nunca faltou amor.

fotos:

Então é Natal… 🎄E eu aqui com os maiores presentes que eu poderia ganhar na vida! Foi um ano desafiador  mas mesmo sendo...
12/12/2025

Então é Natal… 🎄
E eu aqui com os maiores presentes que eu poderia ganhar na vida! Foi um ano desafiador mas mesmo sendo clichê é tudo por eles! 🤍
📷
Tô há dias querendo postar essas fotos mas fico esperando “o momento certo” pra mostrar o quanto é especial quando ela fotografa a gente. Indico de olhos fechados! Profissional, rápida, incansável e com um dom lindo com crianças… O trabalho dela no universo infantil é admirável demais! Devia ter postado antes, falha minha… mas a verdade é que as memórias que ela cria pra gente ficam guardadas pra sempre ❤✨

Hoje de manhã tirei umas fotos dos meus meninos… nada planejado, nada arrumadinho. Só uma manhã normal por aqui.Tem uma ...
17/11/2025

Hoje de manhã tirei umas fotos dos meus meninos… nada planejado, nada arrumadinho. Só uma manhã normal por aqui.
Tem uma coisa sobre produtividade depois dos filhos que ninguém prepara a gente: continuar sendo a profissional impecável que sempre fomos… enquanto tentamos ser a mãe que sonhamos ser. Isso tem pegado fundo em mim desde que o Zique chegou.
Tem um detalhe sobre mim que pouca gente vê: eu me cobro em ser excelente em tudo... no trabalho, em casa, com eles, comigo. Não é porque eu não dou conta… é porque eu realmente me importo e quero fazer tudo perfeito. E é difícil dividir essa vulnerabilidade, mas tenho pensado muito em como é desafiador equilibrar tudo.
Quando tô fotografando, eu me entrego de verdade. Foco, responsabilidade, aquela vontade genuína de entregar o melhor. Isso me move, me orgulha. É meu trabalho, minha paixão… e hoje também é pelos meninos e pela família que construí.
E aí eu volto pra casa e começa outra jornada: ser a mãe que senta no chão, que escuta, que br**ca, que tenta participar de cada pedacinho do dia deles. É aí que mora o conflito silencioso: dar tudo de si pro trabalho e dar tudo de si pra maternidade. Ninguém vê o malabarismo, o peso nas costas, o tanto que a gente entrega.
Há alguns meses comecei a fazer psicanálise. E sempre que a sessão termina com alguma pergunta que me cutuca, eu corro pra escrever. Tentando organizar as ideias. Tentando também dizer pra mim mesma que eu tô indo bem.
Porque sinceramente? Eu sei que tenho feito muito! Segurado mundos inteiros, ajustado rota, improvisado, respirado fundo e seguido. Tenho aprendido na marra que o dia sempre começa (muitas vezes cedo demais rs)… mas nunca sei como termina. O roteiro muda, desanda, vira outra coisa e ainda assim eu sigo.
Mudou tudo? Mudou. Mas a minha potência não mudou.
A produtividade depois dos filhos ganha outra forma, outra velocidade… mas não perde intensidade. A entrega continua grande, a excelência continua lá, só que agora ela tem que dar conta de duas versões minhas ao mesmo tempo.
E entre uma foto e outra, entre um colo e outro… eu lembro por que faço tudo isso ❤️

09/10/2025

Endereço

Rua Pernambuco, 1389
Belo Horizonte, MG
30130-151

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