Arujá Antigo

Arujá Antigo Uma missão de preservar a história, memória e genealogia dos habitantes de Arujá-SP.
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Seleção do União Arujaense Futebol Clube (UAFC), Arujá, por volta de 1967/1968. Autor desconhecido. Guarda de Beto Godoy...
14/06/2026

Seleção do União Arujaense Futebol Clube (UAFC), Arujá, por volta de 1967/1968. Autor desconhecido. Guarda de Beto Godoy.

Em pé, da esquerda para a direita: Ciro Dói, Mama, Dirceu Barbosa Coutinho (Dirceu Bolacha), Albino Barbosa Neves (Nino do Cartório), Nilo Dói e Alváro.

Agachados, da esquerda para a direita: José Sanches de Godói (Zé Sanches) (1943-1994), Ditinho, Roberto Bitu, Ângelo Anunciato Neto (1950-1969) e Edson Manoel dos Santos (1944-2022).

“De receitas de aniversário à doceria mais querida de Arujá: Dona Clarice celebra 30 anos de tradição e sabor”Matéria pu...
11/06/2026

“De receitas de aniversário à doceria mais querida de Arujá: Dona Clarice celebra 30 anos de tradição e sabor”

Matéria publicada no número 1 do A+ Press (jornal impresso do Portal A+), de 8 de Junho de 2026.

8 DE JUNHO DE 1852: DATA MAGNA DE ARUJÁPublicação impressa da Lei n.º 430, de 8 de Junho de 1852 (Lei Provincial n.º 4 d...
08/06/2026

8 DE JUNHO DE 1852: DATA MAGNA DE ARUJÁ

Publicação impressa da Lei n.º 430, de 8 de Junho de 1852 (Lei Provincial n.º 4 de 1852), que elevou o curato do Senhor Bom Jesus de Arujá, então pertencente ao município de Mogi das Cruzes, à categoria de freguesia.

Diferentemente de muitas localidades do Planalto Paulista, Arujá não possui fundadores identificáveis nem uma data de fundação precisamente estabelecida. Segundo João G. Machado (2019), não existem evidências que sustentem a tradição segundo a qual a localidade teria sido fundada em 1781 por José de Carvalho Pinto. Apesar de seu nome possuir origem indígena, a região correspondente ao atual território arujaense não constituía uma área de ocupação autóctone permanente, conforme registrado por Manuel da Fonseca em Vida do Venerável Padre Belchior de Pontes (1752). Tratava-se de uma zona periférica aos aldeamentos indígenas de Nossa Senhora da Conceição dos Guarulhos; Nossa Senhora d’Ajuda de Itaquaquecetuba e Nossa Senhora da Imaculada de Conceição de Jacareí, por onde passava uma rota alternativa do Caminho Geral, que interligava São Paulo e Rio de Janeiro via Vale do Paraíba. A ocupação colonial da região correspondente ao atual território arujaense remonta, ao menos, ao final do século XVI, período associado ao chamado Ciclo do Ouro de Guarulhos, quando faisqueiros exploraram as encostas da Serra de Jaguamimbaba (Serra do Itaberaba) e os leitos dos rios Baquirivu-Guaçu, Baquirivu-Mirim e Jaguari em busca do metal precioso. Uma das mais antigas menções nominais conhecidas de Arujá é encontrada em documentação beneditina datada de 1638.

Em 3 de Julho de 1839, Arujá foi elevado à condição de curato, passando a integrar o termo da freguesia de Itaquaquecetuba, divisão administrativa criada no ano anterior e pertencente à comarca de Mogi das Cruzes. Com isso, a Capela do Senhor Bom Jesus do Arujá se tornou um templo curado, isto é, passou a contar com um sacerdote residente e a manter um calendário religioso regular, sem depender de paróquias vizinhas para a administração dos sacramentos. Em contrapartida, a comunidade local assumia a responsabilidade de sustentar o vigário, cuja manutenção frequentemente dependia de contribuições modestas e irregulares de um número reduzido de moradores.

Após a apresentação de abaixo-assinados em 1844 e 1848, Arujá reuniu apoio político suficiente para pleitear sua elevação à categoria de freguesia. Em 8 de Junho de 1852, a medida foi aprovada pela Assembleia Legislativa Provincial de São Paulo e sancionada por Hipólito José Soares de Souza (1815-1869), então presidente da província. A nova condição assegurava ao vigário uma côngrua estável (um salário regular custeado pelos cofres provinciais ou pelo Tesouro Imperial); autorizava a freguesia a arrecadar e reter legalmente os emolumentos decorrentes de serviços religiosos obrigatórios (como batizados, casamentos e sepultamentos), e permitia solicitar auxílios financeiros à Assembleia Legislativa Provincial para a conservação, ampliação ou reconstrução da igreja matriz, quando necessário.

Embora permanecesse vinculado administrativamente ao município de Mogi das Cruzes e, posteriormente, ao de Santa Isabel, Arujá consagrou o dia 8 de Junho como sua data magna, símbolo de sua primeira mobilização política em busca de autonomia local. Mesmo após a conquista da emancipação político-administrativa, oficializada em 18 de Fevereiro de 1959, e a instalação solene do município em 1º de Janeiro de 1960, o poder público arujaense optou por manter a data comemorativa, preservando a tradição reforçada pelo grande festejo do Primeiro Centenário de Arujá (1952), ocorrido poucos anos antes. Por meio da Lei n.º 21, de 1º de Setembro de 1961, o dia 8 de Junho foi oficialmente instituído como feriado municipal.

Ensaio escrito por L. B. S. S. K.

REFERÊNCIAS

MACHADO, João G. Documenta Arujá, Cidade Natureza: Memórias, mitos e lendas de um povo que contribuiu para sua história. Create Space, 2ª edição, 2019.

04/06/2026

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Participantes do Passeio Ciclístico de Arujá, Praça Benedito Ferreira Franco, Arujá, 1988. Autoria desconhecida. Guarda ...
02/06/2026

Participantes do Passeio Ciclístico de Arujá, Praça Benedito Ferreira Franco, Arujá, 1988. Autoria desconhecida. Guarda de Sandro Ribeiro.

Ao fundo, o antigo Cine-Teatro de Arujá.

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Rua Fernão Dias (atual Avenida Antônio Afonso de Lima), Arujá, meados de 1975 e 1976. Autoria desconhecida.
26/05/2026

Rua Fernão Dias (atual Avenida Antônio Afonso de Lima), Arujá, meados de 1975 e 1976. Autoria desconhecida.

Procissão de São Benedito chegando à igreja do Senhor Bom Jesus do Arujá, rua da Matriz (atual rua Rodrigues Alves), Aru...
21/05/2026

Procissão de São Benedito chegando à igreja do Senhor Bom Jesus do Arujá, rua da Matriz (atual rua Rodrigues Alves), Arujá, meados da década de 1950. Autor desconhecido. Guarda da Família Norte.

A fotografia foi tirada mais ou menos em frente de onde hoje é a Câmara Municipal de Arujá, que à época era uma propriedade da paróquia do Senhor Bom Jesus do Arujá.

Avenida João Manoel, Arujá, 1976. Autoria desconhecida.
14/05/2026

Avenida João Manoel, Arujá, 1976. Autoria desconhecida.

D. Antônia foi uma mulher muito querida e conhecida pelos arujaenses e pelos viajantes que passavam por Arujá. Antiga mo...
10/05/2026

D. Antônia foi uma mulher muito querida e conhecida pelos arujaenses e pelos viajantes que passavam por Arujá. Antiga moradora do Jardim Via Dutra, construiu sua história com muito trabalho, dedicação e um carinho imenso pelas pessoas.

A Serrinha do Arujá, onde D. Antônia atuava, era um ponto perfeito para caminhoneiros, viajantes e também para os próprios arujaenses. Em meio às longas viagens pela Rodovia Presidente Dutra, o local se destacava pelo clima mais ameno e agradável, um frescor que contrastava fortemente com o calor intenso do Vale do Paraíba. Tornou-se, assim, uma parada tradicional e acolhedora, onde muitos aproveitavam para descansar, conversar e beber água da famosa biquinha existente no local.

Juntamente com outras mulheres, D. Antônia vendia pamonhas, milho verde, café e outros quitutes, como as deliciosas cocadas, tornando aquele espaço ainda mais especial para todos que por ali passavam.

Nas proximidades da Rodovia Presidente Dutra, D. Antônia também montou um bar e uma barraquinha, sendo lembrada pelos ovos coloridos e pelo saboroso peixe frito servido com farinha, marca de sua dedicação e carinho no preparo de tudo o que oferecia.

Com seu sorriso, alegria e elegância, ela marcou a vida de muitos, enfrentando a vida com força, coragem e um espírito acolhedor. Falecida por volta dos anos 2000, deixou como maiores tesouros sua história e suas duas filhas, Eliete e Ivete, que seguem carregando seu legado e sua memória.

Esta é uma homenagem do Projeto Arujá Antigo a todas as mães arujaenses e a todas as mães que escolheram Arujá como seu lar.

Na fotografia, D. Antônia em local e data desconhecidos. Autoria desconhecida. Guarda de Daniele Fernandes de Campos (neta de D. Antônia).

Avenida Antonio Armando Justiça (antiga Avenida D), bairro do Barreto, Arujá, Janeiro de 1987. Autoria desconhecida. Gua...
07/05/2026

Avenida Antonio Armando Justiça (antiga Avenida D), bairro do Barreto, Arujá, Janeiro de 1987. Autoria desconhecida. Guarda de Kelly Regina.

Endereço

Arujá, SP

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