08/05/2025
Olá Miguel! Como estás? Cá estou eu novamente no único lugar que se mantém intacto desde que tu partiste. Tão belo, maravilhoso como arriscaste chama-lo.
E lá fora? Afff Lá fora continuamos em queda vertiginosa, como se não houvesse salvação, a dúvida domina e tudo se tornou tão fútil e passageiro que nada ou praticamente nada se define, aliás, já poucos arriscam definir e sussurrar ao vizinho. Metemos o mundo numa rua, agora queremos fugir e entendemos que estamos num beco sem saída! Cada vez que olhamos para o passado suspiramos, a tolerância desapareceu e com ela a empatia, o acreditar no valor do outro! O respeito? É raro ou mesmo uma miragem. Mas… sabes? É Maio, lembraste do nosso Alvão?? Vestido de amarelo e púrpura? Trouxe-te este bocadinho para te lembrares daquilo que temos, para te lembrares que o nosso Reino ainda respira. Sempre que aqui venho recordo-me que talvez ainda haja esperança, talvez ainda consigamos reverter todo o mal que estamos a construir. De manhã tinha anotado umas palavras para te dizer quando estivéssemos frente a frente mas fui atropelado pelo carrossel da rotina e perdia-as, f**a para uma próxima, amigo! Um abraço