A minha alma

A minha alma “Palpites do coração”
Sou um homem carregado de sentimentos. A página mostra a beleza interior

Um espaço onde você poderá sentir prazer em ler o que mora dentro de outra pessoa: joaquim rodrigues

A NEVEA neve pôs uma toalha calada sobre tudo. Não se sente senão o que se passa dentro de casa. Embrulho-me num coberto...
16/02/2025

A NEVE
A neve pôs uma toalha calada sobre tudo. Não se sente senão o que se passa dentro de casa. Embrulho-me num cobertor e não penso sequer em pensar. Sinto um gozo de animal e vagamente penso. E adormeço sem menos utilidade que todas as ações do mundo.
Fernando Pessoa
JR

VELHOS MIMADOS..?Estamos indo embora...obrigado por tudo! Somos aqueles que têm quarenta, cinquenta, sessenta anos, e at...
09/07/2024

VELHOS MIMADOS..?
Estamos indo embora...obrigado por tudo! Somos aqueles que têm quarenta, cinquenta, sessenta anos, e até setenta como eu. Pertencemos a uma geração única. Eramos mais compreensivos do que os de hoje o são, ouvíamos mais, não obrigávamos os outros a ouvir.
Pertencemos à última geração que sabia ouvir… é isso ai, sabíamos ouvir! E ouvíamos nossos pais, nossos avós, nossos tios, respeitávamos sempre os mais velhos, assim como respeitávamos os professores na escola, e amávamos de verdade.
A gente tínhamos apelidos engraçados, e não era desrespeito com os outros. As musicas que ouvíamos não agrediam ninguém, tinham qualidade, algo que não voltou mais. Foi a era do Rock, da Pop. Foi o tempo do começo das novas tecnologias, o tempo das viagens á lua. Crescemos protegidos pelos militares. Tínhamos muitas guerras, mas não eram guerras nossas.
Estudamos em escolas e faculdades públicas, e tínhamos dois meses de férias, não havia planos de saúde, brincávamos na rua até a chegada da noite, e tínhamos brincadeiras saudáveis, livre. Havia bailes de clube lá no bairro, e namorávamos com Júlia, ou a Rosa, que foram nossas amiguinhas na primária, e muitos se casaram com a primeira namorada, e estão casados até hoje.
Somos uma edição limitada, estamos a chegar ao fim, todos os dias somos menos. Agora vivem cercados de tudo que a gente preparou, mesmo assim não são mais felizes do que nós fomos. Porque para viver e ser feliz, é preciso saber! E eles não sabem...mesmo que percamos nosso tempo a convida-los aprender connosco.
E como o tempo está passando depressa, não me parece que pelo menos fique um simples rasto, do que foi a geração 50, 60, 70, 80.
jr

A MINHA AMIGA ISABELAs diferentes experiências que vamos tendo ao longo da nossa vida faz com que inevitavelmente por ve...
09/07/2024

A MINHA AMIGA ISABEL
As diferentes experiências que vamos tendo ao longo da nossa vida faz com que inevitavelmente por vezes pense-mos, certamente se o conhecimento que temos presentemente fosse o mesmo no passado agiriamos de forma totalmente diferente! Mas, não é esse o enigma da vida?
Claro que cometemos erros, passamos por crises, sofremos com conflitos, mas estes encerram uma dupla oportunidade, a de aprender e amadurecer. É preciso encarar a mudança e a vida. E mesmo se a primeira relação vier a acontecer de novo, jamais será a primeira relação. Pois essa aconteceu e acabou, certamente será uma outra relação deferente, quanto as pessoas nela envolvidas.

Bem isto a propósito da mulher que foi até hoje acho eu! A minha melhor amiga, aquela com quem mais tempo passei momentos de felicidade, e me ajudou a ver um lado da vida que nem a minha companheira de ninho seria capaz de mo fazer ver.
Culturalmente não são iguais, a Isabel é uma mulher culta, bastante inteligente, a Isabel nunca seria capaz de trocar a minha companhia fosse por o que fosse, por coisas supérfluas como ver telenovelas ou f**ar nas redes sociais o tempo todo, ela sabe que passar o tempo agarrada ao telemóvel não é viver, ela ama a vida, não pertence a essa maioria do mundo de hoje.
Senhora educada de bom trato social, não dispensa uma boa conversa. Confidenciávamos muita coisa, está sempre disposta a ouvir com paciência. Como não dar razão a esse ser bonito. A mulher inteligente que é, sempre a fez meditar bem, e talvez ela tenha montes de razão sobre a teoria do casamento, nunca foi dependente de ninguém nem precisa, usufrui de um ordenado acima da média. A única mancha na sua vida parecia ser o ter f**ado desde muito cedo a viver só, depois de lhe ter falecido avó com quem foi criada, numa casa que daria um bom ninho dos melhores para ter filhos quantos quisesse, com espaço onde poderiam brincar sem problema algum. Eu até costumava brincar com ela sobre isso.
- Um dia os dois vamos começar a encher esta casa de gente...mas por opção nunca quis casar.
- Querido Joaquim! Vou contar-te uma novidade engraçada! Por sinal tenho um pretendente, pensava que já não existiam pretendentes no seculo XXI, mas enganei-me deve ser um fenômeno imprevisível e intemporal, como os terramotos...Sabes, no tempo da minha avó, o meu avô andou a ronda-la durante três anos até conseguir conquista-la.

- Namoravam pela janela...conheces essa? Ela lá em cima, ele cá em baixo. Como a minha avó vivia no segundo andar, a vizinha do primeiro andar tornou-se amiga dos dois, ah,ah.
- Felizmente a vizinha era gorda, e nada bonita, pelo que não oferecia nenhum perigo ao início do romance.
- Os meus avós foram casados 60 anos. E muito felizes. Tudo isto graças a um namoro à janela. Pelo que, bem vistas as coisas, embora fossem outros tempos, ele conseguiu conquista-la.

- Joaquim, a minha avó era linda, loira de olho azul, alta com boa figura, chique a valer. Sabes como é! Assim como eu! “Corchete” dos pés à cabeça, ih,ih.
- Toda ela era vestidos, sapatos de salto alto e carteiras verniz e de crocodilo, casacos de pele e saídas de piscina do mais elegante que já vi.
- O meu avô era baixo, careca, com os dentes ligeiramente salientes que lhe davam um certo look cavalar, nariz grande e olhos de cão vadio. Mas tinha uma grande qualidade que superava a sua fraca figura. Era muito persistente. Apresentava-se todos os fins-de-semana, quando saia do Colégio militar, qual Príncipe que namora com Rapunzel.

- Nunca soube se ele chegou a subir por umas escadas de corda, a minha avó nunca usou tranças compridas, o que inviabiliza a técnica engenhosa descrita no conto de fadas e imagino que a vizinha do meio a fazer de “chapeou” também não o teria permitido.

- O facto é que ao fim de alguns anos, a minha avó foi-se habituando à presença daquele rapaz persistente e acabou por ceder a casar com ele... ouve esta...Diz esse grande poeta “Vinícios de Morais” submetendo a sabedoria popular... Que quem feio ama, bonito lhe carece... e eu acho que ele está carregado de razão... embora feliz com o casamento, a minha avó nunca deixou de reparar em bonitos rapazes como ela dizia, fossem eles amigos das filhas, das netas, netos, primos e sobrinhos.
- Uma vez, ao conhecer um namorado meu, exclamou, “ Lindo rapaz, minha querida! Muitos parabéns por teres um namorado tão bonito! E, virando-se para ele, acrescentou, sempre gostei de homens bonitos, e olhe, casei-me com aquela tampa de açucareiro que ali vai...A tampa de açucareiro era o meu avô, e quando esta cena se deu, já eram casados há mais de 40 anos.

- Tudo isto Joaquim, desculpa-me... é para contar que o meu pretendente, embora bem na vida e com os dentes alinhadinhos, me faz lembrar um pouco o meu avô, essencialmente pela falta de estatura. A sabedoria popular diz também que os homens não se medem aos palmos, mas eu sou como o poeta, gosto de subverter tudo à minha maneira e para mim os homens medem-se por tudo e mais alguma coisa, da inteligência e educação à generosidade, passando pela altura real. Eu entendo que um homem baixo, será sempre um homem baixo, e daqui não saio, daqui ninguém me tira. Não acho nem bem nem mal, mas para mim não serve. Se calhar a minha avó apaixonou-se pelo rapaz que via lá em baixo na rua exatamente por isso, porque nunca se apercebeu da altura dele. E como já não vou viver 60 anos, para quê pensar em casar-me com este?
Nada disso, prefiro continuar como estou. A tal vizinha nunca casou, ainda é viva e trata-se de uma das pessoas mais felizes e realizadas que já conheci.
- Hahahahah, Joaquim, se quiseres dormir podes te estender ai meu querido! Hahahahah falo muito, não falo? Eu!
01/05/2012:
Rodrigues Joaquim:

AMIZADE ADORÁVEL, A MINHAÉ este mundo que vivemos não dá para fingir mais, isto é mesmo assim.Mas eu sou mesmo diferente...
13/05/2024

AMIZADE ADORÁVEL, A MINHA

É este mundo que vivemos não dá para fingir mais, isto é mesmo assim.
Mas eu sou mesmo diferente, eu adoro pessoas gosto de as ver fazer amigos aqueles que sabem fazer amigos, que são sociáveis que se interessam pelo próximo, pelo contentamento do próximo, e nunca os atrapalham. É dessa gente que faz o lado bom, do mundo que vivemos todos, o melhor do que mundo tem feito! Gente que dá o seu melhor lado, o que de mais útil da vida tem, construtivo, leal, e bom..
De que adianta o negativismo? A mentira, a inveja, a vaidade a falta de companheirismo, se nada disso nos faz falta? Os tristes estão sempre muito longe da vida, longe da vitória, e do sucesso. E até mesmo de uma certa estabilidade vivencial (A tristeza) Não é o lado normal da criatura.
Há! Ia-me esquecendo de mim! Como adoro pessoas que amam a vida, que gostam de viver, que são alegres mas sinceras, que sabem valorizar o outro e nunca o tenta rebaixar a cada minuto de felicidade que este sente, Adoro simplesmente pessoas que têm paciência com os outros e os ajuda quando podem.
Que sabem desesperar, quando outras desesperam, pessoas que guardam a sua fé, Adoro as pessoas que sabem cultivar o lado bom, que sabem discernir o justo valor, das causas e das coisas.
Que amparam um amigo com sinceridade, mesmo aquele amigo que errou na caminhada da vida, eu adoro essas pessoas. pessoas
que lutam pela sua liberdade, que gostam da luz do sol, da brisa, da lua, do mar, e daquela paisagem infinita.
Pessoas que saibam olhar para cima à noite e ver estrelas com atitude de quem sonha! É preciso ter a sensação de plenitude a consciência firme de que fazemos parte do infinito. E quero que o mundo saiba que nada é mais positivo do que os momentos de alegria nesta Vida. Que é simplesmente uma passagem.
"Joaquim Rodrigues"

O NATAL NOS FAZ REFLETIR SOBRE TODAS AS GUERRAS DO MUNDO, A DOENÇA Ê UMA GUERRA QUE QUANDO APARECE NOS ATREVESSA A ALMA....
21/12/2023

O NATAL NOS FAZ REFLETIR SOBRE TODAS AS GUERRAS DO MUNDO, A DOENÇA Ê UMA GUERRA QUE QUANDO APARECE NOS ATREVESSA A ALMA..
JR

Os meus vídeos...

"UM MOMENTO ESTRANHO" Passou a última meia hora a dar uma arrumação nas gavetas da cómoda do quarto. Faz agora três dias...
17/12/2023

"UM MOMENTO ESTRANHO"

Passou a última meia hora a dar uma arrumação nas gavetas da cómoda do quarto. Faz agora três dias que chegou lá a casa com uma mala enorme, dois sacos e mais nada. O resto da vida dela ficou na outra casa onde viveu, o apartamento onde morou.
Quanto a ele convenceu-a a viverem juntos apesar de se conhecerem há muito pouco tempo, um mês, não mais. Ela seguiu um impulso, encolheu os ombros, sorriu, feliz com o convite, disse que sim. Está apaixonada é verdade, mas não pensou muito nas implicações deste passo.
Sai do quarto a tagarelar qualquer coisa, enquanto ele está a ver televisão na sala e não presta atenção ao que ela diz, mas dá uma resposta vaga sem tirar os olhos do ecrã. Enquanto ela f**a parada uns segundos no limiar da porta que dá acesso ao quarto a observá-lo sentado no sofá.
E, subitamente tem a sensação de que tudo ali lhe é estranho o espaço, a decoração, nada tem a ver com ela, tudo lhe é estranho até o homem sentado ali no sofá, lhe parece desconhecido.
Repara que o homem está a ver um programa sobre animais selvagens, e dá consigo a pensar que não sabia que ele se interessava por esse género de programas, que tivesse sequer interesse por animais de alguma espécie.
“O que é que eu estou a fazer aqui? Mal o conheço.”
Está perto de um ataque de pânico, vai fechar-se na casa de banho. Baixa a tampa da sanita e senta-se, apoia os cotovelos nos joelhos, esconde o rosto nas mãos. Levanta-se, desorientada, abre a to****ra do lavatório, passa água fresca na cara, pega na toalha, espreita por cima dela, como se tivesse uma máscara, apenas com os olhos destapados, baixa a toalha, vê-se ao espelho, respira fundo, diz a si própria que tem de se controlar, que está a ser tonta.
Regressa à sala, vai sentar-se ao lado dele no sofá. Agora ele está a ver um filme antigo. Afinal não tinha assim tanto interesse em programas de animais selvagens, mas, pensa, quem é que gosta de ver filmes a preto e branco? Que ela saiba, só nos filmes modernos é que as pessoas os veem.
- Gostas de filmes antigos? Pergunta-lhe.
- Hum? Não, nem por isso, estava no zapping - responde ele, mudando novamente de canal,
depois olha para ela, preocupado.
- Sentes-te bem? Estás pálida nota.
Ela abana a cabeça.
- Sim, sim? Estou ótima, responde forçando um sorriso.
Ele sorri-lhe de volta, mais descansado e pergunta-lhe.
- Queres ver algum programa em especial?
- Não, não, é-me indiferente.
Ele vai mudando de canal até concordarem em ver uma série.
Ele passa o braço por cima dos seus ombros e ela encosta-se, aconchega-se. Pensa que tem de dar tempo ao tempo, que em breve vai conhecê-lo melhor e vai correr tudo bem. Depois, mais tranquila acaba por adormecer nos seus braços.
(16/12/2023)
“Joaquim Rodrigues”

Esperando Esperando pela mortecomo um gatoque vai pularna camasinto muita pena deminha mulherela vai ver estecorporijo e...
27/11/2023

Esperando
Esperando pela morte
como um gato
que vai pular
na cama
sinto muita pena de
minha mulher
ela vai ver este
corpo
rijo e
branco
vai sacudi-lo talvez
sacudi-lo de novo:
Soraya!
e Soraya não vai responder
não é minha morte que me
preocupa, é minha mulher
deixada sozinha com este monte
de coisa
nenhuma.
no entanto
eu quero que ela
saiba
que dormir todas as noites
a seu lado
e mesmo as
discussões mais banais
eram coisas
realmente esplêndidas
e as palavras
difíceis
que sempre tive medo de
dizer
podem agora ser ditas:
eu te
amo.
JR

Era um filho que não gostava de viver na casa do pai, pela constante ′'irritação'′ da sua parte.′′Se não vai usá-lo, des...
27/11/2023

Era um filho que não gostava de viver na casa do pai, pela constante ′'irritação'′ da sua parte.
′′Se não vai usá-lo, desliga o ventilador ′′
′′A TV está ligada na sala onde não está ninguém.. Desligue!"
′′Feche a porta′′
′′Não gaste tanto a água′′
O filho não gostava que o pai o incomodasse com essas pequenas coisas.
Ele teve que tolerar até certo dia em que recebeu um convite para uma entrevista de emprego.
''Assim que conseguir o emprego, vou sair desta cidade. Não vou ouvir mais uma reclamação do meu pai."
Foi o que ele pensou…
Quando saiu para a entrevista, o pai aconselhou:
′′Responda às perguntas que lhe forem feitas sem hesitação. Mesmo que não saiba a resposta, mencione com confiança."
O filho chegou no local da entrevista e percebeu que não havia seguranças na porta. Embora a porta estivesse aberta para fora, provavelmente era um incómodo para as pessoas que passavam ou entravam por aí.
Ele fechou a porta e entrou no escritório.
Em ambos os lados do caminho, ele pôde ver lindas flores, mas o jardineiro deixara a chave aberta e a água na mangueira não parava de correr.
A água transbordava na rua…
Ele levantou a mangueira, trocou de lugar e colocou perto de outras plantas que precisavam dela.
Não havia ninguém na área da receção, no entanto, havia um anúncio onde dizia que a entrevista seria no primeiro andar.
Subiu lentamente as escadas.
A luz ainda estava acesa às 10 da manhã, provavelmente desde a noite anterior…
Ele lembrou-se do aviso do pai:
′′ Por que sai da sala sem apagar a luz?"
Parecia que eu podia ouvi-lo agora. Mesmo se sentindo incomodado com este pensamento, procurou o interruptor e apagou a luz.
Em cima, num grande salão, viu mais pessoas sentadas esperando por sua vez. Ele olhou para o número de pessoas e perguntou se eu tinha alguma hipótese de conseguir o emprego.
Entrou no corredor com um pouco de nervos e pisou no tapete de ′′Bem-vinda", colocado perto da porta, mas percebeu estar de cabeça para baixo.
Endireitou então o mesmo tapete.
Hábitos são difíceis de esquecer.
Ele viu que nas fileiras na frente havia muitas pessoas amontoadas esperando, enquanto as filas de trás estavam vazias e vários ventiladores estavam com esses bancos.
Ele ouviu a voz do pai de novo:
′′Por que os ventiladores estão conectados na área onde ninguém está?"
Desligou os ventiladores que não eram necessários e sentou em uma das cadeiras vazias. Viu muitos homens entrarem na sala de entrevista e saírem imediatamente por outra porta.
Então, não havia como alguém adivinhar o que estava a perguntar na entrevista. Quando chegou a vez dele, ele parou diante do entrevistador com alguma preocupação.
O responsável pegou os seus papéis e sem olhar, perguntou:
- Quando você pode começar a trabalhar?
Ele pensou:
′′Será uma pergunta capciosa que está a ser feita na entrevista ou é sério que estão-me a oferecer o trabalho?"
Ao que o chefe disse:
- Não fazemos perguntas a ninguém aqui, pois acreditamos que através delas não poderemos avaliar as habilidades de alguém. Portanto, o nosso teste é avaliar as atitudes da pessoa.
Fizemos alguns te**es baseados no comportamento dos candidatos e observamos todos através de câmeras.
Nenhum dos que vieram aqui fez nada para consertar a porta, a mangueira, o tapete de Boas-vindas, desligar os ventiladores ou as luzes que estavam inutilmente..
Foi o único que fez isso, por isso decidimos selecionar-te para o trabalho, - disse o chefe.
Ele sempre se incomodava com a disciplina do seu pai, mas até esse momento ele percebeu que, graças a isso, ele conseguiu o seu primeiro emprego.
A sua irritação e raiva pelo seu pai desapareceram completamente, decidiu que levaria o seu pai também para o trabalho e retornou para casa feliz.
Tudo o que os nossos pais nos dizem é apenas para nosso bem, PAI and FILHO

desejando um futuro brilhante para nós!
Para nos tornarmos um ser humano de valor, precisamos aceitar repreensões, correções e orientação, que eliminem os maus hábitos e comportamentos. É isso que os nossos pais fazem quando nos disciplinam.
O nosso pai é nosso professor quando temos cinco anos; um ′′ vilão ′′ quando temos cerca de vinte anos e um guia a vida inteira.
As mães podem ir à casa dos filhos quando envelhecer; mas o pai não sabe fazer isso.
Não adianta machucar pais quando eles estão vivos e lamentar quando eles forem embora.
Trate-os sempre bem. Ver menos

Vagner Rocha e Vagner Rocha.

(JR)

Um dia na escola perguntaram-me.- Tens uma cara que disfarça a pobreza, de onde vens tu? Caras de Betinho como no meu te...
01/09/2023

Um dia na escola perguntaram-me.

- Tens uma cara que disfarça a pobreza, de onde vens tu? Caras de Betinho como no meu tempo apelidavam quem vinha de uma família abastada. O que não era o meu caso, enquanto um colega meu com cara de Betinho verdadeiro nada lhe faltava. A mim faltava-me tudo.
Não tenho odio ou dó de mim. Nasci assim, numa família pobre, e cedo aprendi a viver os problemas de um pobre.
Ser pobre não é apenas um problema de sobre vencia diária. Não é apenas ir para a cama com o frigorífico vazio ou acordar sem saber o que o dia oferecerá.
Ser pobre é estar condenado a escalar montanha toda a vida. Ser pobre é não ter condições para que os filhos possam ter bons resultados mesma que sejam brilhantes, mesmo que desejam agarrar o mundo e faze-lo seu.
Ser pobre é não ter livros em casa é não poder pagar explicações, mesmo sabendo que nos melhores cursos as entradas para as universidades se definem às décimas.
Ser pobre é não ter um lugar para estudar não saber o que é o silêncio, é acordar de madrugada para apanhar os transportes e chegar à escola com a cabeça adormecida. Ser pobre é morar em casas sem condições, dormir em camas com dois ou três, acordar com o som de madrugadas violentas e viver todos os dias com o peso de que o importante é, (fazer-se à vida).
Por isso, tive vontade de chorar com a notícia que o novo contingente fez duplicar o acesso ao ensino superior de alunos muito pobres alunos do escalão A, filhos de famílias que precisam do estado para comer e para o básico dos básicos. Filhos de famílias que ganham menos de 3 mil euros por ano, miúdos sem dinheiro para comprarem roupa.

SOZINHOSEla vai caminhando sozinha na rua, agora dá para respirar um pouco, foi um sábado quase inteiro ocupada a tratar...
18/08/2023

SOZINHOS
Ela vai caminhando sozinha na rua, agora dá para respirar um pouco, foi um sábado quase inteiro ocupada a tratar da roupa, a mudar os lençóis das camas, aspirar a casa toda, enfim, fazer o que vai fazendo, para trás durante a semana. Entre o emprego e a filha. Hoje, como a menina foi para casa do pai, aproveitou. Mas quando a luz do dia acaba e se senta sozinha na sala, a penumbra e o silêncio trazem uma melancolia. De modo que decide sair, ver gente, tomar um café. Já na rua vai caminhando devagar apreciando o profundo da primavera para por um momento atraída por uma montra.
Ele cruzasse com ela nesse momento, e vê - a sorrir sozinha, a olhar para a montra, mas não percebe a razão. Foi porque achou graça a uma bola de vidro, daquelas que neva quando agitada.
Mais a frente ele dá com uma esplanada e pára a ponderar. Há uma mesa livre e o ambiente é convidativo. A noite está amena e as pessoas conversam animadas ali abrirá do movimento tranquilo do bairro, pensa.
,, Não tenho pressa para nada, encolher os ombros e resolver f**ar.
Já na esplanada, elarepara numa mesa vazia e, ao passar por ele vê-lo avançar também para mesa. Sorriem um para o outro, constrangidos.
- Quer sentar-se, pergunta ele.
- Não, não deixe de estar, responde ela.
- Parece que não há mais lugar nenhum livre , diz ele.
- Podemos f**ar os dois nesta mesa de não se importar
Ela hesita um segundo mas aceita.
Apresentam-se, pedem cafés, falam do tempo maravilhoso que está, descobrem que moram no mesmo bairro, e cresceram na mesma escola, embora não se lembrem um do outro. Ela refere que tem um filho, que hoje está com o pai. Ele mostra as mãos abertas e diz.
- Eu ainda nem casei.
Passou uma hora e, derrependidamente, ela anunciou que tem de ir. Contudo de regresso a casa, pensa que gostou dele, e recreminasse por ter cedido aos receios, por se ter afastado não querer se apaixonar com medo de sofrer.
Já ele pensa que estúpido nem sequer lhe pedi o contato. E num impulso vai atrás dela percorre dois quarteirões a correr sem a descobrir, volta para trás desanimado, mas ao lançar mais um olhar ao redor, descobre caminhando no passeio do outro lado da avenida.
Atravessa Avenida a correr, e chama por ela, alcança-a, quase sem filhos, ela viesse surpreendida, e ele a tirar a arquejar pede-lhe só um bocadinho para recuperar.
- Que foi? Pergunta divertida.
- É que não me deu seu número de telefone e pode passar mais 20 anos sem nos voltar a cruzar.
Ela solta uma gargalhada dá-lhe o número, diz-lhe adeus outra vez e deixa ir com um aceno cansado,
Encostase a um carro a gravar o número e ligar-lhe, ela acaba de virar a esquina, olha para o telemóvel abana a cabeça mas atende.
- E já agora, diz ele - Como estamos os dois sozinhos, não quer ir jantar comigo?
(16/08/2023)
Joaquim Rodrigues

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