19/08/2021
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Esta foto foi tirada algures em Portugal, este ano, horas depois de ter completado 38 verões.
Foi um momento de inspiração, de orgulho, de Amor pelo meu corpo, pelo estado de alma, pelo meu Ser.
Foi um manifestar de uma vontade de eternizar um momento, pleno e inesquecível. Feliz, acima de tudo.
Se tivesse sido tirada hoje, no Afeganistão e a tivesse publicado da mesma forma que o estou a fazer agora, seria, no mínimo, apedrejada em praça pública até à morte por vários homens e quem sabe mulheres.
Mulheres enraivecidas pela ousadia ou pelo medo de serem julgadas apoiantes do meu acto.
Esta semana as regras mudaram naquele país. Estamos no ano da graça de 2021 e existe um país em que a mulher simplesmente não vale NADA. Não existe, e não tem qualquer direito sobre a sua vida e corpo, podendo ser vendida como escrava sexual, de servir um homem pelo casamento quando o pai assim bem entender, tenha a idade que tenha.
Não tem direito de rir, de expressar opinião, de ir à rua sozinha, de trabalhar, de estudar, de mostrar qualquer parte do seu corpo, de escolher o que vestir, de NADA. De Existir.
NAQUELE PAÍS A MULHER É MENOS QUE UMA PEDRA.
Hoje é naquele país, naquela cultura, naquela ditadura.
Amanhã, já não sei onde mais isto pode vir a acontecer e enfurece-me.
Pois tenta atirar por terra o trabalho que faço aqui da emancipação da Mulher e do Ser humano enquanto Ser livre que deve, Ser.
Dono do seu corpo e da sua vontade.
E não pode acontecer. É um retrocesso na Evolução Humana.
E tu, que julgas, que denuncias, que invejas, que odeias, repudias ou te satisfazes simplesmente com imagens como esta sem perceber o seu significado e sem respeitar o verdadeiro propósito, lembra-te que, apesar de ainda bem longe, poderás estar mais perto deles (Talibãs) do que de mim ou dos restantes seres humanos que respeitam os restantes.
E devias preocupar-te. Questionar-te, no mínimo.
Quanto às pessoas de/com Poder parem de fazer as escolhas egoístas, egocêntricas, umbiguísticas e ganaciosas e PAREM de implementar o medo para controlar o outro que consideram inferior.
Todos nós nascemos de uma mulher ❣️
(cont nos comentários)