Gilmara Santos Psicóloga

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Há vínculos que se constroem ao longo da vida. E há aqueles que nos antecedem.Ter um irmão é habitar um laço que começa ...
20/02/2026

Há vínculos que se constroem ao longo da vida. E há aqueles que nos antecedem.
Ter um irmão é habitar um laço que começa antes da memória organizada, antes das palavras, antes mesmo de sabermos quem somos. É dividir o mesmo chão afetivo, as mesmas primeiras referências de mundo, os mesmos silêncios da casa e, às vezes, as mesmas lutas.
Um irmão é alguém que conhece a nossa origem não por relato, mas por experiência. Ele esteve lá.
Existe algo de profundamente humano nesse laço: ele nos lembra que identidade não é algo que se faz sozinho. Somos também aquilo que vivemos lado a lado. Somos as brigas que passaram, as cumplicidades que ficaram, os códigos secretos, os olhares que dispensam explicação.
Um irmão guarda versões nossas que o tempo tenta apagar e, ao mesmo tempo, testemunha quem nos tornamos.
Mas, para além das origens, você, meu irmão, é presença escolhida. É apoio firme. É alguém cuja existência me fortalece só por saber que está ali.
Eu desejo, do fundo do meu coração, que a vida seja generosa com você. Que haja mais dias de leveza do que de peso. Que a serenidade te acompanhe mesmo quando o mundo estiver barulhento. Que a sua força não precise ser prova constante, mas que ela possa se manifestar como equilíbrio, clareza e paz.
Desejo que você se sinta valorizado, reconhecido, amado. Que encontre sentido no que faz.
Que tenha saúde no corpo (principalmente nesses joelhos. Rs) e tranquilidade na mente (terapia, por favor).
Você é uma das pessoas mais importantes da minha vida. Não apenas pelo que vivemos, mas pelo que representamos um para o outro.
Há uma segurança em saber que existimos na história um do outro que nada substitui.
E, em qualquer direção que a sua vida tome, há algo que não muda: eu estarei ao seu lado. Não apenas nas conquistas visíveis, mas nos bastidores, nas dúvidas, nos recomeços.
Se o mundo for vasto demais, que você se lembre: há um lugar onde você é certeza.
Para mim, você é casa.
Eu amo muito você!

Encerrar um ciclo nunca é simples.Mesmo quando ele termina por bons motivos, algo em nós precisa se despedir.Foram anos ...
14/01/2026

Encerrar um ciclo nunca é simples.
Mesmo quando ele termina por bons motivos, algo em nós precisa se despedir.
Foram anos de aprendizado, de encontros que me atravessaram, de escuta, de presença e de afeto.
Dar aula no Instituto Mano Down me ensinou muito mais do que qualquer plano de aula: sobre tempo, cuidado, limites e humanidade.
Agora, a vida pede outro passo.
Para seguir no mestrado, preciso abrir espaço, e isso inclui deixar um trabalho que foi muito importante na minha trajetória.
Sou imensamente grata à , que me indicou e acreditou no meu trabalho, à pelo acolhimento, ao , pela oportunidade, pela confiança e por tudo o que foi construído ao longo desses anos.
Aos educandos, meu agradecimento mais especial. Foram eles que me tornaram professora, que me ensinaram a escutar melhor, a respeitar o tempo do outro e a aprender muito mais do que eu ensinava.
Não é um adeus sem dor, mas é uma despedida cheia de sentido.
Levo comigo as histórias, os vínculos e tudo aquilo que não cabe em palavras.
Ciclos se encerram não para apagar o que foi, mas para que o que foi continue vivendo de outra forma dentro da gente.

Tive a alegria de apresentar meu trabalho “Entre memória e repetição: a fotografia frente à angústia do tempo” no III Co...
10/11/2025

Tive a alegria de apresentar meu trabalho “Entre memória e repetição: a fotografia frente à angústia do tempo” no III Congresso Internacional de Saúde Mental na Contemporaneidade: aceleração da vida e ansiedade, realizado na PUC Minas.
Por que fotografamos compulsivamente? O que buscamos capturar além da imagem?
A pesquisa nasce do encontro entre psicanálise e imagem e propõe um olhar sobre a fotografia,
que não apenas captura instantes, mas revela nossa angústia fundamental diante da passagem do tempo/finitude e nossa tentativa de dar sentido ao que escapa.
Cada fotografia carrega em si um paradoxo: congela o tempo, mas nos lembra constantemente de sua passagem inexorável.
A fotografia como sintoma de nossa época... eis a provocação que deixo aqui. 🤔💭
Gratidão pela oportunidade de compartilhar essas reflexões em um espaço tão rico de diálogo acadêmico. 📚✨

Entre os muitos temas que atravessam o nosso tempo, a aceleração da vida e a ansiedade talvez sejam dos mais urgentes.Ne...
27/10/2025

Entre os muitos temas que atravessam o nosso tempo, a aceleração da vida e a ansiedade talvez sejam dos mais urgentes.
Neste fim de semana, participei do III Congresso Internacional de Saúde Mental na Contemporaneidade, um espaço de trocas profundas sobre como temos vivido, sentido e adoecido nesse ritmo que tanto nos atravessa.
Sigo cada vez mais interessada em pensar o sujeito contemporâneo, suas pausas, seus excessos e suas formas de resistência.

Olhei a sombra na parede e havia um coração.
O objeto que a projetava era redondo, mas, ao tocar a quina da parede, form...
26/10/2025

Olhei a sombra na parede e havia um coração.
O objeto que a projetava era redondo, mas, ao tocar a quina da parede, formava um coração perfeito.
Tenho visto corações surgirem assim, entre as frestas do cotidiano: na espuma do box, no reflexo do sol na cortina,
na espuma do leite que repousa sobre o café.
Dizem que quem vê corações anda apaixonado,
mas eu pressinto outra coisa: acho que é disposição.
Vejo corações porque estou atenta, porque a presença me faz perceber o que se oferece silenciosamente.
Talvez o amor funcione assim também: chega quando o olhar se aquieta, quando nos permitimos sentir, quando temos disposição para ver.
Vejo corações onde tantos passam sem notar.
E fico pensando, talvez amar seja um pouco isso:
um gesto íntimo, que não depende do retorno.
Eu vejo, outros não.
E o amor, como a sombra que se dobra, só existe enquanto há em mim um olhar que o reconheça.
Então, o amor esta em mim, naquele breve momento.
❤️

23/10/2025

A ansiedade nos paralisa com cenários imaginários, enquanto a preocupação nos mobiliza para soluções reais.

20/10/2025

🧠 ANSIEDADE OU PREOCUPAÇÃO? Você sabe a diferença?

A preocupação é como uma tempestade que passa - tem início, meio e fim. Ela surge quando há algo específico no horizonte, nos mobiliza para a ação e se dissolve quando encontramos soluções.

Já a ansiedade é como uma névoa persistente, sem contornos definidos, sem objeto claro. Ela permanece mesmo quando não há ameaças reais, criando um estado de alerta constante que consome nossa energia vital.

A diferença está na especificidade:
• Preocupação: “E se eu não conseguir terminar este projeto a tempo?”
• Ansiedade: “Algo terrível vai acontecer, mas não sei o quê”

Reconhecer essa distinção é o primeiro passo para cuidar melhor da nossa saúde mental.
O psicólogo é o melhor profissional para te ajudar nisso.

Qual dessas experiências ressoa mais com você? Conta nos comentários! 👇

Fui à casa de um amigo e reparei, na estante, um porta-retratos vazio.
Nenhuma história bonita emoldurada ali. Nenhum ro...
19/10/2025

Fui à casa de um amigo e reparei, na estante, um porta-retratos vazio.
Nenhuma história bonita emoldurada ali. Nenhum rosto, nenhum instante detido no tempo.
Fiquei pensando:
para onde vão as histórias quando o porta-retratos está vazio?
O que é feito dos sorrisos que um dia moraram ali?
E que narrativa conta, agora, esse retângulo de ausência?
Talvez fale de um momento que só o dono da moldura recorda… um tempo de uma presença que a sala não comporta mais.
Um porta-retratos vazio diz tanto sobre outros vazios.
O da sala, o dos corredores… o do peito.
Porque uma foto emoldurada conta uma história,
mas há silêncios que dizem mais do que as imagens.
É preciso aprender a ver, não apenas o que está dentro da moldura, mas o que, por algum motivo, já não está.
Talvez o verdadeiro retrato esteja justamente no vazio,
onde a lembrança ainda respira, silenciosa.

Buscar conhecimento em psicanálise é aceitar que nunca sabemos o suficiente e que essa incompletude não é falha, mas con...
15/10/2025

Buscar conhecimento em psicanálise é aceitar que nunca sabemos o suficiente e que essa incompletude não é falha, mas condição fundamental para que possamos continuar escutando, questionando, nos surpreendendo. É reconhecer que cada paciente nos ensina algo que nenhum livro poderia antecipar, e que cada teoria revisitada revela camadas antes imperceptíveis.
Porque quem para de aprender, para de escutar. E quem para de escutar, deixa de ser analista.
* Jornada de Psicanálise do .brasil





Você já se sentiu como uma fraude, mesmo tendo todas as evidências do seu sucesso bem na sua frente?A Síndrome do Impost...
13/10/2025

Você já se sentiu como uma fraude, mesmo tendo todas as evidências do seu sucesso bem na sua frente?

A Síndrome do Impostor é mais comum do que imaginamos entre mulheres bem-sucedidas. Não é sobre falta de capacidade, é sobre como nossa mente interpreta nossa própria competência.

A psicanálise nos mostra que essa sensação de "estar fingindo" muitas vezes tem raízes em dinâmicas familiares onde o reconhecimento estava condicionado à performance perfeita.

Nos meus atendimentos, percebo um padrão: mulheres brilhantes conseguem listar cada "erro" que cometeram, mas ficam confusas quando pergunto sobre suas conquistas reais.
Isso não é modéstia. É um mecanismo psíquico que distorce a realidade.
A questão não é "ter mais confiança". É compreender os processos inconscientes que fazem você questionar sua legitimidade, mesmo diante de evidências concretas.

Se você se reconheceu nessas palavras, me envie uma mensagem. Às vezes, uma conversa pode ser o primeiro passo para você finalmente se reconhecer como a pessoa competente que sempre foi.
́liseclínica

10/10/2025

Por fora, tudo sob controle. Por dentro, uma lista mental infinita rodando sem parar. A carga mental é real e afeta mais pessoas do que imaginamos. Reconhecer é o primeiro passo para transformar.

✨ Que tal começar hoje a dividir esse peso? A terapia é fundamental para te ajudar neste momento.

09/10/2025

Sua mente carrega mais do que deveria?
Aquela sensação de estar sempre “ligada”, pensando em mil coisas ao mesmo tempo, tem nome: carga mental.
É hora de reconhecer esse fardo e aprender a aliviá-lo.

👉 Conta pra mim: o que mais pesa na sua mente hoje?

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Belo Horizonte, MG

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