02/03/2023
Estas obras são resultado da residência artística vivida na usina e ficam em exposição até 15/03!
Nestes trabalhos busco através da sobreposição de diferentes fotografias imaginar visível o invisível atravessamento e entrelaçamento entre os diversos seres que compõe a floresta. Tais camadas permeiam umas as outras, nos dando a sensação de estarmos adentrando esta mata diante de nós, enquanto, somos convidados a habitar mais de um espaço-tempo.
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Nesta minha pesquisa: Teu pulsar é também o meu, busco refletir sobre a relação corpo-mundo como singularmente plural, na qual o mundo revela-se como a própria exterioridade do corpo (humano, não-humano, animado ou inanimado) e o corpo como um “ser-fora-dentro-do-mundo”, ou seja, como indissociável do mundo, como ser-com. Tal intra-inter-conectividade me leva a compreender que entre os seres não há fronteiras, mas um contínuo entrelaçamento e compartilhamento do mundo, sugerindo, assim, a concepção de existência, essencialmente, como coexistência. Desse modo, acredito em uma relação de intersubjetividade entre o que entendemos como natureza e humanidade, contestando a dicotomia enraizada no pensamento ocidental dominante.
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