29/04/2022
Quem não gosta de uma boa história??
Não sei você, mas eu gosto!
Se essa que vou contar é boa também não sei. Mas vou contar mesmo assim...rs
Quem me conhece bem sabe da minha origem. E que tenho muito orgulho dela.
Mas isso não é assunto pra hoje. É pra outro dia.
No entanto, a que vou contar a seguir se conecta muito comigo...
Vamos lá...
Em maio de 2018, recém chegado a Krui, uma instância da ilha de Sumatra, após mais de 30 horas de voo, 6 horas transfer e 12h de jetlag na cabeça, levanto-me ansioso para o primeiro dia de ondas na indonésia.
Na verdade, o correto seria dizer que mal dormi.
Ainda ansioso com tudo que estava por vir, olhando aquele mar azul bem diante dos olhos me aparecem 3 meninos, nativos.
Não deviam ter mais de 11 anos de idade.
Com uniforme de colégio e com uma pureza que só crianças de verdade possuem.
colocam seu material escolar e suas roupas sobre os barcos que estavam na areia...
Gargalhando entre si num idioma que não conhecia sequer o "bom dia", se deparam comigo e acenam alegremente num cumprimento cordial.
Em seguida, voltando a me ignorar completamente (óbvio), abaixam-se próximo aos barcos e a vegetação rasteira da beira da praia e retiram de lá, cada um, uma tábua de madeira.
Isso mesmo!!
Apenas uma tábua de madeira e a felicidade estampada no rosto!!
Felicidade mesmo. Pura e genuÃna.
Era uma manhã serena, a luz ainda meio amarelada pelos raios de sol que acabara de nascer. A água morna e azul, como um paraÃso deveria ser.
Sem se dar conta dos corais e pedras, perigosas e cortantes para nós, "normais", vão para o outside e na mesma euforia que chegaram, surfam e riem alegremente.
Certeza de que nada no mundo os preocupava. Nada importava.
Era só aquilo. Amizade, natureza, simplicidade e uma tábua.
Essa cena, vira e volta, me vem a cabeça, me vejo ali.
Não sei se como um daqueles meninos. Se numa memória de infância ou se num desejo de futuro.
Talvez seja apenas mais numa reflexão da vida adulta.
(...continua no primeiro comentário)