Tati Mendes Photografia e Imagens em Movimento

Tati Mendes Photografia e Imagens em Movimento Página da jornalista e fotógrafa Tatiane Mendes. Contato:[email protected]

Olá! Estamos a uma semana do nosso Sarau Através do Espelho: "Para fazer nascer as flores da reexistência" e sua presenç...
04/12/2023

Olá! Estamos a uma semana do nosso Sarau Através do Espelho: "Para fazer nascer as flores da reexistência" e sua presença será muito importante lá! Nos encontramos dia 10/12 às 19h, no espaço Abu, que f**a na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 249, Loja E, Copacabana – Rio de Janeiro, cerca de 4 minutos a pé da estação de metrô Cardeal Arcoverde. Os ingressos estão disponíveis pelo link
https://www.sympla.com.br/evento/atraves-do-espelho-para-fazer-renascer-as-flores-da-reexistencia/2259805 e também estarão disponíveis na bilheteria do Espaço ABU. Vem com a gente celebrar esse encontro potente de arte e liberdade!

08/05/2021

Jacarezinho,2021
26 Mortos
A maior chacina da história do Rio de Janeiro

Tenho dito que, diante da morte, sempre há um recuo para dentro de nós mesmos, encontrando um signif**ado para a interrupção de uma vida que poderia ser a nossa...Sobretudo quando atravessada por um ato de extrema violência .É nesse momento que se instala um silêncio profundo, coletivo. Que nos paralisa e sufoca . E foi com esse silêncio dentro do peito que entrei no Jacarezinho...De dentro do carro ouço o ruído seco dos pneus de ônibus voltando na contramão, enquanto motoristas de carro contornam, parando por instantes para avisar aos demais que é bom voltar porque está tendo protesto...Câmera na mão, decidi sair do carro em frente à cidade da polícia, deparando com muitas viaturas de polícia na porta da GRES Jacarezinho, onde ocorreria o ato em protesto contra o assassinato de 26 pessoas, segundo o relato “oficial”. Por todo lado, homens fardados, sirenes, pickups circulando. Fuzis cruzados no peito. Máscaras, celulares em punho. Revólveres fora do coldre. População nas ruas, bandeiras e cartazes tomando a rua no exato espaço entre carros, motos e ônibus e a chuva fina que caia. Tensão que se media no ar, onde tudo se misturava, dor raiva, esgotamento, entre os dois lados, o de quem chorava seus mortos, os nomes repetidos aqui e ali e os rostos impassíveis dos homens do Estado. Política de Morte. Barbárie e Caos. Coturno e fardas que pouco antes pisaram ruas de sangue... Uma memória impossível de ser esquecida. É com essa imagem na cabeça que penetrei com dificuldade a massa de pessoas, contidas pelas mãos dadas, pelos próprios corpos, seguindo a manifestação até uma das principais ruas da favela. Aos gritos de “Assassinos” e “Fora, Bolsonaro”, a multidão se aglomera no corredor. Em meio às lojas cheias de flores e corações vermelhos - presentes para mães que acabaram de perder seus filhos. Ali e aqui os rostos e corpos se aglomeram, para deixar a multidão passar. Pendurados nos postes, os nomes dos que se foram e os pedidos de justiça. Há um coletivo esforço de marcar aquele dia com as falas dos que ali estão. E há uma só palavra em todos nós: barbárie. Reforçada pela presença ostensiva da polícia diante do Ato. E nos rostos dos familiares e amigos. Porque todos ontem tentamos inutilmente resgatar um tanto de humanidade que restou perdida, quando 26 pessoas - e há relatos de mais mortes - foram barbaramente executadas, diante de nossos olhos, tombando em frente aos seus filhos, maridos, esposas, pais e mães. De que tipo de espécie somos para permitirmos esse massacre, sem razão nem medida? Que matéria nos constitui para observarmos a distância dezenas dos nossos serem dizimados sem uma palavra, um gesto em defesa de quem não podia se defender? E onde aplaudimos os homens vestidos de negro, chamando-os de Ordem. Só há uma palavra que define o ocorrido no jacarezinho, três dias antes do dia das mães: Chacina. Em definição: assassínio em massa, geralmente com crueldade; matança, mortandade, morticínio. Diante da multidão que entoava os nomes dos seus, em meio à chuva, já não nos cabe mais perguntar: por que? Não temos mais esse direito. Devemos a todos os mortos e aos que estão diariamente sob ameaça do Estado genocida que encontrou em Jair Bolsonaro seu apogeu, a revolta, a ação. Porque já é tarde demais.

LevantesSe são fortes, abram as portas,deixem-nos passar Somos muitos e seguimos juntos.Nossos passos vêm de longe, cami...
26/02/2021

Levantes

Se são fortes, abram as portas,deixem-nos passar Somos muitos e seguimos juntos.Nossos passos vêm de longe, caminhamos longas distâncias e de longe se ouvem nossas canções. Nosso percurso é duro, atravessado por toda sorte de dificuldades. Mas ainda conseguimos sonhar.Queremos feijão, arroz, poesia..Nossas lutas são diárias, enfrentamos todo tipo de inimigos: a fome,a sede, o cansaço e a desesperança. Mas mantemos a marcha,sem recuar um passo.E cada um de nossos gestos, mesmo em tempos tão sombrios, ainda provocam um vendaval. Não se enganem, a cada dia estamos mais fortes e não estamos sós.Caminhamos lado a lado com a utopia.Somos como vagalumes, incessantemente brilhando nossas luzes, em prol de uma sociedade mais justa. E enquanto houver coragem na alma e fôlego no peito,seguiremos.
Movimento pelo aumento do auxílio alimentação..Brigadas populares.

Sobre sair da ilha...Paquetá, dezembro de 2019
29/12/2019

Sobre sair da ilha...

Paquetá, dezembro de 2019

Tem postagem nova no insta...recheada de saudade dos meus jardins preferidos
03/11/2019

Tem postagem nova no insta...recheada de saudade dos meus jardins preferidos

Welcome back to Instagram. Sign in to check out what your friends, family & interests have been capturing & sharing around the world.

Agora também estou no instagram.
29/04/2019

Agora também estou no instagram.

27 Followers, 29 Following, 12 Posts - See Instagram photos and videos from Tatiane Mendes ()

20/11/2018

Deriva em p&b 2018.Cidade como percurso. Corpo como poesia.."Um poema ainda existeCom palmeiras, com trincheirasCanções ...
20/10/2018

Deriva em p&b 2018.Cidade como percurso. Corpo como poesia..

"Um poema ainda existe
Com palmeiras, com trincheiras
Canções de guerra
Quem sabe canções do mar
Ai hasta te comover"

Helena, vem ver o mundoHelena,tão bela,ainda não conhece o mundoNão sabe de todas as guerrasDesconhece os murmúrios de d...
27/09/2018

Helena, vem ver o mundo

Helena,tão bela,ainda não conhece o mundo
Não sabe de todas as guerras
Desconhece os murmúrios de dor
Ignora o sofrimento humano
Não ouve as mães que choram por seus filhos, o sangue no asfalto,
os feios carros pretos,subindo incessantemente as ladeiras
Helena não vê o rosto do homem, que acorda sobressaltado,pensando no emprego que perdeu.Ali do lado do berço, o segundo filho dorme e o terceiro espera para nascer.
Helena não sabe o gosto amargo das esquinas dessa cidade, onde o ódio e a intolerância matam.no grito ou na bala, qualquer projeto de liberdade.
Helena não sabe nada.
Só sabe que quer vir.Quer ouvir o latidos dos cães, a preguiça dos gatos no chão,sentir a brisa fresca de outono,caminhar na areia branca da praia, mergulhar no mar azul.
Helena quer girassóis nos cabelos, quer ouvir as canções dos homens, quer inventar sua própria poesia.
Enquanto escrevo, Helena chegou na janela, olhou lá de cima e cismou que era hora de vir aos homens.
Enquanto dormimos ela prepara sua chegada, silenciosamente, trazendo as cores de uma nova estação.
E eu,que há muito não sonhava, hoje espero seus braços e seus olhos nos meus..
Dorme Helena, enquanto é tempo, para na hora certa acordarmos para a sua poesia,no tempo certo de tudo..E então, quando houver ódio e a vida mostrar o não, tu pegarás minha mão e me levará até a janela,para mostrar tudo que ainda pode ser.

12/09/2018
09/09/2018

Endereço

Rua B, 20
Rio De Janeiro, SP
32497-142

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Tati Mendes Photografia e Imagens em Movimento posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Negócio

Envie uma mensagem para Tati Mendes Photografia e Imagens em Movimento:

Compartilhar