10/08/2019
máscaras caem, dissemos.
chegou o meio deste ano e o gosto azedo não sossegou na garganta. um carnaval tardio, embalado em manifestações por todo o brasil, estreitou ainda mais os limites entre a catarse coletiva, o repúdio ao conservadorismo e a luta pelas liberdades individuais.
engolimos com cerveja quente.
das escolas de samba aos foliões pelas ruelas das cidades, um grito surdo ecoava em fantasias, cores, frases, vibrando críticas ao atual governo, contra o esfacelamento de políticas sociais e em defesa da nossa história.
vestimos máscaras para subverter a verdade oficial. respondemos o absurdo com uma paródia ácida e inteligente. e a esperança que nasce da fantasia é o elixir mais brasileiro que existe.
usamos máscaras para desmascarar.
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antes tarde do que mais tarde, com vocês, uma coletânea carnal com: bruno machado, bruno queiróz, caio humb, elisa maciel, hélio carvalho, isabel scorza, ivan nish*tani, juliana rocha, louis supau, natalia fereguetti, rafael teixeira, rafaella kieds, raphael almeida, vitor casemiro e thayná faco.
para mais, acesse a nossa .
imagem: caio humb, sem título, rio de janeiro, 2019. © caio humb
1. em platão, a verdade (aletheia) significa desvelamento do ser, isto é, descobrimento daquilo que estava oculto, retirada do véu.