10/01/2024
Revendo essas imagens me recordei do início da minha caminhada num terreiro de Umbanda. Muito se utilizava de pontos riscados durante os trabalhos e para que aquele morto junto a seu kavalu pudesse realizar atendimentos ao público em geral deveria passar por esse "teste" : riscar seu ponto, explicá-lo e dar seu nome. Em algumas outras casas o morto tbm devia trazer seu ponto cantado, em poucas que conheci apenas de visitar, ainda se mantinham alguns te**es de fogo (chamemos assim). Hoje vejo o quanto eles se esforçam, pra mesmo que oprimidos, mantenham vivos seu saber, sua magia, seu ethos. Digo isso porque também me recordo de explicações, que hoje entendo estapafúrdias limitadas e epistemicidas, sobre o uso de tal conhecimento, sobre a nomeação daquele morto e a justificativa para não se usar te**es mais densos ( chamemos assim ). Assim como práticas mais antigas se entre cruzaram , e depois o mesmo movimento entre esses saberes e novas tradições, para que se mantivessem vivas, nossos mortos ainda se sujeitam a disfarçadamente manter sua essência viva em meio á práticas embranquecidas, potencialmente escaláveis e postas em gôndolas com etiquetas com valores bem especificados. Mais sejamos justos os vivos só conseguem pq tbm há mortos que permitem e querem se manter no sistema na estrutura pq viveram sob a égide de seus privilégios, ja passou da hora da Umbranca lançar a Falange/linha da Branquitude, seria honesto!
Os nossos somente serão livres de fato para serem quem são quando nóss tbm formos, eles deixam as pistas a todo instante cabe a nós segui-las e tal qual o famigerado indiana Jones encontrarmos o tesouro mais valioso dessa caçada, A NOSSA IDENTIDADE ! Devemos voltar, voltar, voltar e voltar quantas vezes forem necessárias e pegar aquilo que nos foi negado, MEMÓRIA!
Não há como seguir em frente, nem à frente sem caminhar até lá atrás !
Memória é vida! Identidade é poder!
Bj do veio já divaguei demais por hora rs