Ourinhos sua História em Fotos

Ourinhos sua História em Fotos Ourinhos, sua História e as coisas do Meu Tempo.

QUEM FOI O SENADOR MELLO PEIXOTOJoão Baptista de Mello Peixoto, nome da principal praça e de uma rodovia em Ourinhos – e...
23/09/2024

QUEM FOI O SENADOR MELLO PEIXOTO

João Baptista de Mello Peixoto, nome da principal praça e de uma rodovia em Ourinhos – embora a cidade praticamente o desconheça -, era um homem magro, alto e quase ruivo. Tinha olhos azulados e um nariz grande. Difícil imaginá-lo um nordestino de Pernambuco. Nasceu em Garanhuns, em 8 de março de 1856. A família tinha posses e influência na cidade, que tem uma rua Mello Peixoto. O pai recebia o tratamento de coronel. Coronel Antônio Baptista de Mello Peixoto, casado com dona Doroteia Amélia de Barros.

O nosso Mello Peixoto formou-se em direito, em 1879, pela Faculdade de Direito do Recife. No mesmo ano foi nomeado promotor público de Bom Conselho, onde permaneceu até 1882, quando se transferiu para o Sul. As circunstâncias da mudança demonstram o prestígio político da família. O jovem advogado chegou ao Rio de Janeiro com uma carta de recomendação ao visconde de Ouro Preto, chefe do Gabinete Imperial de D. Pedro II, que o apresentou aos amigos do Vale do Paraíba. A biografia de Mello Peixoto menciona como seu protetor na região Moreira Barros, chefe político do 2° Distrito Eleitoral (o Vale). Um bisneto lembra ainda o papel de conselheiro e padrinho político desempenhado pelo barão de Bananal (Luiz da Rocha Miranda Sobrinho).

João Baptista de Mello Peixoto chegou ao estado de São Paulo já nomeado juiz de Cunha. Em 1883 foi removido para Caçapava e três anos mais tarde abandonou a magistratura para se dedicar à advocacia e, em breve, à política. Indicado por Moreira Barros, foi eleito deputado provincial para o mandato de 1888-89, período crítico que inclui a abolição dos escravos e a queda do Império, onde estavam alguns de seus protetores. Mello Peixoto demonstra porém a habilidade que se tornaria conhecida. Os novos tempos o levam para o Partido Republicano Paulista. O presidente do estado, Bernardino de Campos, o nomeia secretário da Justiça em 1895. Permanece no cargo até ser novamente eleito deputado estadual para o triênio 1896-99.

A carreira de Mello Peixoto brilha definitivamente com a chegada ao governo estadual de Francisco de Assis Peixoto Gomide, vice de Bernardino de Campos. Seu filho, também chamado João Baptista, casou-se com a filha de Peixoto Gomide. Mello Peixoto foi nomeado secretário da Fazenda e, interinamente, secretário do Interior (1897-1900). Em 1900 elegeu-se senador estadual para a vaga anteriormente ocupada por Domingos de Morais. Em 1902, durante o segundo governo de Bernardino de Campos, foi convidado para a Secretaria da Agricultura. Reelegeu-se senador de 1906 e 1913. Faleceu em 23 de janeiro de 1915 no Hotel Bela Vista, onde se hospedava com frequência. Chegara no dia anterior de uma viagem de negócios a Santos. O médico atestou síncope cardíaca.

O falecimento de Mello Peixoto foi noticiado com destaque no Correio Paulistano. A elite paulista compareceu em peso ao velório, na Secretaria da Justiça e Segurança Pública, e ao cemitério da Consolação. Em Ourinhos e região, as homenagens se traduziram na praça e na estrada que liga a rodovia Raposo Tavares ao Paraná. Ourinhos não existia como município em 1915 e a Câmara de Salto Grande não tomou iniciativa de criar uma praça lembrando Mello Peixoto. É provável que essa tenha sido uma decisão pessoal do coronel Jacintho Ferreira e Sá, amigo e aliado político de Mello Peixoto. O nome não só ficou como resistiu a duas mudanças temporárias. Depois da Revolução de 1930, foi batizada de João Pessoa. Com a Revolução de 9 de julho, passou a ser chamada de praça da Bandeira. Acabou Mello Peixoto.

Fonte: Livro, OURINHOS, MEMÓRIAS DE UMA CIDADE PAULISTA de Jefferson Del Rios

31/10/2023

A Praça Mello Peixoto: Uma História de Mudanças e Homenagens
A Praça Mello Peixoto é um dos cartões postais de Ourinhos, localizada no centro da cidade. Ela já passou por diversas e amplas reformas e é um espaço público cheio de história e cultura.

Mas hoje, vamos entender como foi as mudanças e o porque recebeu este nome.

Segundo nosso Querido Jefferson Del Rios, em seu Livro: OURINHOS, MEMÓRIAS DE UMA CIDADE PAULISTA.

"João Baptista de Mello Peixoto, nome da principal praça e de uma rodovia em Ourinhos – embora a cidade praticamente o desconheça -, era um homem magro, alto e quase ruivo. Tinha olhos azulados e um nariz grande. Difícil imaginá-lo um nordestino de Pernambuco. Nasceu em Garanhuns, em 8 de março de 1856. A família tinha posses e influência na cidade, que tem uma rua Mello Peixoto. O pai recebia o tratamento de coronel. Coronel Antônio Baptista de Mello Peixoto, casado com dona Doroteia Amélia de Barros. O nosso Mello Peixoto formou-se em direito, em 1879, pela Faculdade de Direito do Recife. No mesmo ano foi nomeado promotor público de Bom Conselho, onde permaneceu até 1882, quando se transferiu para o Sul. As circunstâncias da mudança demonstram o prestígio político da família. O jovem advogado chegou ao Rio de Janeiro com uma carta de recomendação ao visconde de Ouro Preto, chefe do Gabinete Imperial de D. Pedro II, que o apresentou aos amigos do Vale do Paraíba. A biografia de Mello Peixoto menciona como seu protetor na região Moreira Barros, chefe político do 2° Distrito Eleitoral (o Vale). Um bisneto lembra ainda o papel de conselheiro e padrinho político desempenhado pelo barão de Bananal (Luiz da Rocha Miranda Sobrinho). João Baptista de Mello Peixoto chegou ao estado de São Paulo já nomeado juiz de Cunha. Em 1883 foi removido para Caçapava e três anos mais tarde abandonou a magistratura para se dedicar à advocacia e, em breve, à política. Indicado por Moreira Barros, foi eleito deputado provincial para o mandato de 1888-89, período crítico que inclui a abolição dos escravos e a queda do Império, onde estavam alguns de seus protetores. Mello Peixoto demonstra, porém, a habilidade que se tornaria conhecida. Os novos tempos o levam para o Partido Republicano Paulista. O presidente do estado, Bernardino de Campos, o nomeia secretário 71 da Justiça em 1895. Permanece no cargo até ser novamente eleito deputado estadual para o triênio 1896-99. A carreira de Mello Peixoto brilha definitivamente com a chegada ao governo estadual de Francisco de Assis Peixoto Gomide, vice de Bernardino de Campos. Seu filho, também chamado João Baptista, casou-se com a filha de Peixoto Gomide. Mello Peixoto foi nomeado secretário da Fazenda e, interinamente, secretário do Interior (1897-1900). Em 1900 elegeu-se senador estadual para a vaga anteriormente ocupada por Domingos de Morais. Em 1902, durante o segundo governo de Bernardino de Campos, foi convidado para a Secretaria da Agricultura. Reelegeu-se senador de 1906 e 1913. Faleceu em 23 de janeiro de 1915 no Hotel Bela Vista, onde se hospedava com frequência. Chegara no dia anterior de uma viagem de negócios a Santos. O médico atestou síncope cardíaca. O falecimento de Mello Peixoto foi noticiado com destaque no Correio Paulistano. A elite paulista compareceu em peso ao velório, na Secretaria da Justiça e Segurança Pública, e ao cemitério da Consolação. Em Ourinhos e região, as homenagens se traduziram na praça e na estrada que liga a rodovia Raposo Tavares ao Paraná. Ourinhos não existia como município em 1915 e a Câmara de Salto Grande não tomou iniciativa de criar uma praça lembrando Mello Peixoto. É provável que essa tenha sido uma decisão pessoal do coronel Jacintho Ferreira e Sá, amigo e aliado político de Mello Peixoto. O nome não só ficou como resistiu a duas mudanças temporárias. Depois da Revolução de 1930, foi batizada de João Pessoa. Com a Revolução de 9 de julho, passou a ser chamada de praça da Bandeira. Acabou Mello Peixoto."

14/12/2022

Linda homenagem do Tem Notícias para Ourinhos nos seus 104 anos neste ano de 2022.
Meus parabéns Ourinhos, meus parabéns a todos os Ourinhenses.

Coronel Antônio Evangelista da SilvaMais conhecido como Tonico Lista, ele foi um personagem da história de Santa Cruz do...
18/05/2018

Coronel Antônio Evangelista da Silva

Mais conhecido como Tonico Lista, ele foi um personagem da história de Santa Cruz do Rio Pardo, homem forte na sua época, comandou a política no município no início do século XX até ser assassinado em julho de 1922. Em torno de Antônio Evangelista da Silva, criou-se o mito de homem sanguinário e violento, mas na verdade, foi o perfil de uma época. Morto a tiros por seus adversários, isso mostra que seus adversários não eram diferentes.
Foi uma época em que as leis se faziam na bala.
-----------------------------------------------------------
Tonico Lista, nascido em São Simão em 1869, chegou a Santa Cruz com 11 anos. O pai, João Evangelista da Silva, abriu uma casa de ferragens, plantou café e em breve integrava o diretório do PRP. Tonico foi mais longe. Tornou-se o rico proprietário da Fazenda Mandaguari, com 900 mil pés de café. Na política, dominou completamente a cidade. Pelo estilo brutal de mando, esse homem magro e malicioso foi descrito em jornais paulistas (O Estado de S. Paulo e O Combate) como “façanhudo” e “perigoso”. A ele se atribuiu – ou se acusou diretamente – mortes, espancamentos e todo tipo de perseguição aos adversários. Homens armados por Tonico Lista infundiam o terror e processos foram abertos e encerrados sem consequências. Seu poder só entraria em declínio nos anos 20. Em 1918, quando se criou Ourinhos, ele ainda mandava. Eduardo Salgueiro, o primeiro prefeito, estava com ele, enquanto Jacintho Ferreira e Sá e outros pioneiros não aparecem nessa cena.

Fonte: Livro, Ourinhos - Memórias de uma Cidade Paulista - Jefferson Del Rios

-----------------------------------------------------------
Antonio Cândido da Silva que se tornou Antonio Evangelista da Silva, o famigerado Coronel Tonico Lista, nasceu em São Simão-SP, em 01 de setembro de 1867, filho de João Evangelista da Silva e de Dona Marcolina Baptista de Jesus ou Bueno, batizado aos 07 de outubro de 1867 com "hum mez e seis dias (...) foram padrinhos Maximiano Baptista Bueno e Prudenciana Esmeria Vilella" (Eclesial: Livro de Batismos / São Simão).
Tonico tinha 18 anos de idade, em 1885, quando a família chegou a Santa Cruz do Rio Pardo, aonde já residentes alguns parentes de sobrenomes Baptista, Bueno e Ferreira ('O Contemporaneo', edição de 08/09/1915: 1). Outros parentes vieram ou já se encontravam na região santacruzense, destacando-se as famílias Baptista, Bueno e Ferreira.
Quase nada se sabe de Tonico Lista nos seus tempos de Antonio Cândido, eleitor em 1890, 23 anos de idade, solteiro e comerciante, qualif**ado com esse nome até 1893, depois mudado, em 1894, para Antonio Evangelista da Silva (Livro de Alistamento Eleitoral para Santa Cruz do Rio Pardo, 1890/1894).
Já seria chamado de Tonico [diminuitivo usual de Antonio] Lista - o filho do Evangelista, numa referência ao sobrenome simplif**ado do pai, por redução do Evangelista.
Apesar da troca de nome em documento eleitoral de 1894, apenas aos 08 de outubro de 1897 informava legal e publicamente:
—"Antonio Cândido da Silva, sócio solidário da casa commercial que nesta praça gyra sob a firma Silva e França, declara, para todos os fins, que de hoje em diante passa a assignar-se Antonio Evangelista da Silva" (Correio Paulistano, 19/10/1897: 3, e outras publicações).—
Não se sabe o motivo da mudança do nome.
Muitas das tradições orais, relatadas por José Ricardo Rios sobre o jovem Lista, algumas são refutadas pela história, e outras carentes de comprovações, por exemplo, que tenha trabalhado na região mogiana, em loja comercial de secos e molhados e de tecidos.
Da mesma maneira antes de junho de 1892 difícil corroborar que o jovem Lista achava-se empregado na loja do Coronel Quincas Negrão, onde viria ocupar o cargo de gerente e, depois, auxiliado pelo patrão abrir o seu próprio comércio, na rua do Andrade, atual Saldanha Marinho. Também ao imaginário popular dá-se que o jovem Tonico, tão logo estabelecido, conseguira das firmas Araujo Costa e Martins Costa, ambas de São Paulo, enorme estoque de mercadorias, sem precedentes na região, para o pagamento posterior às vendas, transformando assim a 'Loja do Lista' em principal comércio do sertão.

Fonte: http://celsoprado-razias.blogspot.com.br/2009/12/razias-tonico-lista-consumacao-do-poder.html

O CORONEL JACINTHO FERREIRA E SÁ E A FAZENDA DAS FURNASDona Escolástica deixou por algumas horas seus afazeres familiare...
05/05/2018

O CORONEL JACINTHO FERREIRA E SÁ E A FAZENDA DAS FURNAS

Dona Escolástica deixou por algumas horas seus afazeres familiares e sociais e foi ao cartório. Nessa cena prosaica, com jeito de começo de novela e ambientada em São Paulo, definiu-se, em grande parte, o destino de Ourinhos. Era o dia 11 de fevereiro de 1910 e dona Escolástica saiu de casa para passar a escritura de sua Fazenda das Furnas, ou Salto do Turvo, ao coronel Jacintho Ferreira e Sá. Não precisou andar muito. Ela vivia no palacete da rua Major Quedinho, 1, esquina com a rua da Consolação; e o tabelião Claro Liberato de Macedo funcionava na rua Álvares Penteado, 32. Realmente muito perto. Já para Jacintho, a viagem desde Santa Cruz do Rio Pardo representava o desconforto de dez ou doze horas de trem.
Escolástica Melchert da Fonseca, nascida em Itu, em 1860, iria completar 50 anos. Uma viúva com muitos bens, dona de uma elegância austera que lhe valera o apelido de Baronesa entre os íntimos. Fotos da época mostram, uma mulher de vestido preto, cabelos grisalhos e um olhar um tanto melancólico. Usava sempre um broche de prata que se abria num porta retratos com duas fotografias: a do marido, João Manoel da Fonseca Júnior, e a da filha, Maria Thereza, ambos falecidos em 1908.
A caminho do cartório, dona Escolástica carregava essas duas perdas recentes. José Manoel, empresário e proprietário de terras em Itu e em São Paulo, morrera com 50 anos. O jornal O Estado de S. Paulo definiu-o como “conhecido capitalista dessa praça”. A filha Thereza morreu aos 5 anos. Restava agora a dona Escolástica a segunda filha, Matilde, com 17 anos. Sobravam-lhe também, como herança, terras nos arredores de São Paulo, que seriam loteadas, e outras jamais visitadas, longínquas e difíceis de administrar. Como a Fazenda das Furnas, uma paisagem vaga que lhe coube após partilha judicial. Pesquisa futura poderá esclarecer a razão de a partilha ter sido judicial.
O coronel Jacintho Ferreira e Sá, na mesma ocasião, estava de bem com a vida e com os negócios. Mineiro arrojado, fizera um longo percurso até se tornar comerciante em Santa Cruz e, finalmente, fazendeiro.
E só tinha 32 anos. Dois anos antes, em 1908, já havia comprado 1065 alqueires da Furnas e agora adquiria mais 1230 alqueires, o que o tornava um proprietário com 2295 alqueires de boa terra roxa. Desenlace de uma aventura iniciada ainda menino, quando o pai, Manuel Ferreira de Aguiar e Sá, concluiu que não havia mais vantagem na lavra de diamantes num lugar chamado Lagoa Seca, hoje um bairro de Diamantina, onde Jacintho nasceu a 8 de janeiro de 1876.
Para o velho Manuel, mais conhecido como Neco das Pindaíbas, o futuro estava nas regiões novas do café em São Paulo. Juntou a mudança e com a mulher, Josephina de Magalhães e Sá, e os filhos atirou-se na estrada. Viagem a lombo de b***o entre Diamantina e São Simão, no interior paulista. Cenas dessa jornada pelo sertão permaneceram na memória familiar e hoje são relatadas por Jacintho Ferreira de Sá, o Jacintinho, filho de Jacintho Sá e neto de Neco das Pindaíbas: “Conta-se que, a certa altura, os caixotes das crianças, não resistindo à corrosão causada pela urina, tiveram seus fundos desprendidos, deixando cair ao solo, junto às patas dos muares, a preciosa carga de crianças”.
A família era numerosa. Jacintho teve oito irmãos: Saul, Salathiel, Cristovam, Lindolfa, Marina, Otília, Celeste e Stela. Jacintho logo se revelaria o mais ambicioso e com maior poder de liderança. Percebendo que as novas oportunidades não estavam mais na Paulista ou na Mogiana, regiões pioneiras do café, mas na novíssima Sorocabana, convenceu Saul e Salathiel a acompanhá-lo a Santa Cruz do Rio Pardo, onde em 1896 fundaram a Casa Três Irmãos, de secos e molhados. Jacintho estava com 18 anos. Saul e Salathiel cuidavam do estabelecimento e Jacintho, do transporte das mercadorias, que chegavam por trem só até Cerqueira César. O trecho restante, mais de cem quilômetros através de picadas e estradinhas precárias, Jacintho passou a cobrir com uma comitiva de carregadores, um cozinheiro e uma tropa de b***os. A equipe foi crescendo, a ponto de aceitar transportes pagos para outras pessoas.
As viagens proporcionavam a Jacintho contatos com homens influentes na política estadual, principalmente Ataliba Leonel, chefe absoluto da região da Sorocabana, e João Baptista de Mello Peixoto. Ataliba, com base e residência em Piraju, dividia o poder no estado com Washington Luís e Júlio Prestes. Mello Peixoto, aliado de Ataliba, senador e por duas vezes secretário estadual (Fazenda e Agricultura), liderava em Chavantes e imediações, o que incluía Ourinhos. Por fim, Jacintho fez amizade com o jovem diplomata José Carlos de Macedo Soares, que seria deputado estadual, interventor em São Paulo e duas vezes ministro (Justiça e Relações Exteriores), um homem em evidência até a metade dos anos 50. Macedo Soares foi casado com Matilde, filha de dona Escolástica, a dona da Fazenda das Furnas.
A segunda parcela da fazenda foi vendida por vinte contos de réis, pagos em três anos com juros de 6 % ao ano. Jacintho ofereceu garantias e aceitou as condições da vendedora. Dona Escolástica foi cuidar da vida e de outros empreendimentos. Um deles, com nome em homenagem a sua filha, tornou-se a Vila Matilde, na margem direita do rio Tietê. Os passistas da Escola de Samba Nenê da Vila Matilde não têm ideia de quem se trata quando, a caminho dos ensaios, passam por uma rua chamada Escolástica Fonseca. A Baronesa acabou vendendo o palacete, da Major Quedinho, que foi demolido, e indo morar com a filha logo adiante, na avenida São Luís, 234, no casarão de Macedo Soares, com sua varanda dando para a rua (no local onde atualmente f**a o Hotel Eldorado). Viveu e viajou bastante, até 1949, quando faleceu no Rio de Janeiro, aos 88 anos. O jornal O Estado de S. Paulo referiu-se a ela como pertencente “à tradicional família paulistana”. A filha Matilde viveu até 1963,
e o embaixador Macedo Soares, até 1968. Não tiveram filhos.
A Fazenda das Furnas não era toda a Ourinhos. A descrição de suas divisas faz menção a duas outras fazendas de famílias pioneiras: a Lageadinho, de Antônio de A. Leite, o conhecido coronel Tonico Leite que, junto com Jacintho, seria influente na política ourinhense; e a Fazenda do Jacu, também conhecida como Ourinhos, da família Costa Júnior. Se Ourinhos nasceu em data incerta do começo do século, como pouso de viajantes que se dirigiam ao Paraná ou de lá retornavam, é fundamental o papel de Jacintho Sá como definidor de sua expansão, progresso e modernidade em vários sentidos.
Valendo-se de boas ligações políticas, Jacintho Sá conseguiu que a
Sorocabana criasse uma estação dentro de suas terras. O que aconteceu
em 1908, exatamente o ano em que começou a comprar a Fazenda das
Furnas. Em seguida, iniciou o loteamento do local, em condições urbanísticas inovadoras: traçado retilíneo, avenidas e ruas largas, diferenciando Ourinhos das cidades mais antigas do estado, com suas melancólicas ruas estreitas. O envolvimento completo com a cidade, da qual foi prefeito de 1923 a 1925, distingue Jacintho de outros senhores rurais.
Ele estava tão mergulhado no empreendimento que chegou a contrair tifo, um dos males da região. Faleceu em São Paulo, a 13 de maio de 1928, no Hospital Matarazzo. Foi a primeira pessoa a ser enterrada no novo cemitério de Ourinhos, localizado em terreno por ele cedido à municipalidade. O local era distante do centro e foi preciso abrir uma picada. O sepultamento se deu ao entardecer, à luz dos faróis dos automóveis. Jacintho, que iniciara uma empresa rural com 400 mil pés de café, invernada, criação de bois e cavalos, serraria, olaria e uma fábrica de ladrilhos, morreu aos 50 anos. A mesma idade de dona Escolástica quando lhe vendeu a fazenda.

Fonte: Livro, Ourinhos - Memórias de uma Cidade Paulista
Jefferson Del Rios

A ORIGEM DO NOMEUm velho mapa de 1908 mostra a cidade de Ourinho (no singular), no Paraná, no lugar da atual Jacarezinho...
22/01/2018

A ORIGEM DO NOME

Um velho mapa de 1908 mostra a cidade de Ourinho (no singular), no Paraná, no lugar da atual Jacarezinho. Não é obra anônima ou de
amador. Editado pela seção cartográf**a do Estabelecimento Gráphico Weiszflog Irmãos, de São Paulo, foi incluído como o Mappa da Viação Férrea de São Paulo mostrando a zona tributária da Sorocabana Railway Company no relatório da ferrovia. O mapa ainda não registra a existência de Ourinhos. Existe apenas o pontilhado vermelho indicando o trecho da
estrada de ferro em construção entre Ipauçu e Salto Grande. O começo do nosso começo.
Apesar do trabalho detalhado dos irmãos Weiszflog, há um falso mistério e algumas polêmicas entre historiadores municipais em torno desses nomes. Na realidade, a Ourinho paranaense foi também Nova Alcântara, por escolha do seu fundador, o mineiro Antônio Alcântara da Fonseca, que se fixou naquelas terras em 1888. Jacarezinho era um dis-
trito policial do município de Tomazina. Todas elas, pequenas e perdidas povoações. Jacarezinho é, originalmente, o nome de um rio e Ourinho, o de um riacho que vai dar no ribeirão Fartura, afluente do Paranapanema.
Movia então a roda d'água da serraria de João Frutuoso de Melo Coelho, por volta de 1896. Em 1926, foi represado para servir de piscina pública. Hoje está canalizado na parte central da cidade. Entre tantas denominações, o patrimônio de Nova Alcântara, ou Ourinho, correu o risco de se chamar Costina, em homenagem ao fazendeiro e político Antônio José da Costa Júnior, que recusou a discutível
honraria. Sua fazenda, aliás, chamava-se Ourinhos e, atravessando o Paranapanema, chegava até o lugar conhecido como Água do Jacu, atual bairro rural ourinhense. Nunca se estudou o fato, mas há a possibilidade
de a fazenda ter ajudado a determinar o nome da cidade de Ourinhos.
Finalmente, a lei estadual 352, de 2 de abril de 1900, estabeleceu que Nova Alcântara (ou Ourinho) e o distrito policial de Jacarezinho
fossem levados a termo (criação do judiciário) de Jacarezinho, nomeado juiz e adjunto de promotor. A Lei 525, de 9 de março de 1904, criou a comarca de Jacarezinho. Deixava de existir a Ourinho paranaense, ainda que os mapas seguissem por algum tempo a antiga denominação. Os trilhos da Sorocabana oficializaram por sua vez a Ourinhos paulista, que herdou o nome por tradição oral. Estava no caminho daquela outra, a do Paraná, e da fazenda de Costa Júnior. É a hipótese mais viável.

Fonte: Livro, Ourinhos - Memórias de uma Cidade Paulista.
Escritor: Jefferson Del Rios

Link para Download do livro em PDF:

https://drive.google.com/file/d/16NjO3A0eaKGqHyYwBY_5Xqj-pfFFoT8R/view?usp=drivesdk

O comerciante Souza Soutello (de bigode) e familiares.Foto cedida por Jefferson Del Rios.
10/02/2017

O comerciante Souza Soutello (de bigode) e familiares.

Foto cedida por Jefferson Del Rios.

Escolática Melchert da Fonseca dona das terras que constituíam a Fazendas das Furnas, depois compradas por Jacinto Ferre...
10/02/2017

Escolática Melchert da Fonseca dona das terras que constituíam a Fazendas das Furnas, depois compradas por Jacinto Ferreira de Sá.

Foto cedida por Jefferson Del Rios.

20/01/2017
Antônio SaladiniOs Saladini também ganharam notoriedade em nossa cidade. O patriarca era o alfaiate Tamante Saladini, ch...
21/01/2016

Antônio Saladini

Os Saladini também ganharam notoriedade em nossa cidade. O patriarca era o alfaiate Tamante Saladini, chefe de uma família de artesãos e comerciantes. Ele se mudou de Pádova (Itália) para Ribeirão Preto e depois para Ourinhos. Seus filhos: Antônio consertava armas de fogo e bicicletas; era fotografo e entendia de sanfonas, que afinava, vendia e ainda tocava. Francisco era carpinteiro. O outro filho, Américo, era pedreiro. A convite de Henrique Tocalino, responsável por algumas das principais edif**ações públicas da nossa cidade, os Saladini vieram para Ourinhos e acabaram f**ando. O filho, Antônio, ganhou notoriedade ao tocar nas festas e trabalhar como motorista de praça. Eles marcaram época em nossa cidade e Tamante viveu até 1938. O Sr. Antônio Saladini é pai de Chiquinho, Euclides, Izaira, Maria, Mercedes, Yolanda, Gilda e Jandira. José Saladini é casado com Norma, filha de dona Maria Cury e neta do casal Miguel e Benedita Cury. José e Norma têm dois filhos, Eliane é solteira e minha colega de advocacia e José Roberto Sfeir Saladini é médico, casado com Rosimar Dalpoz Saladini. Este autor e José trabalharam juntos no Banco Itaú.

FONTE: Livro de Eitor Martins
http://www.imobiliariashalom.com.br/livro.php
----------------------------------------------------------------

A Família Saladini por Wilson Monteiro

Nesta foto dos anos 40, vemos a família do Sr. Antônio Saladini reunida. Parece-me que apenas a menininha ainda vive nos nossos dias.
Da esquerda para a direita: Iolanda, Maria, Euclides, Gilda, Francisco, mais conhecido como "Chiquinho Saladini", consertava motos, bicicletas e ainda animava festas com seu acordeão, Izaíra (casada c/Ico Crivelari) e Mercedes.
Sentados: Eufêmia, Jandira e o Sr. Antônio Saladini.

FONTE FOTO: Blog do Wilson Monteiro
http://monteirowilson.fotoblog.uol.com.br/photo20070124213512.html

Desfile na rua ExpedicionáriosFoto tirada na rua Expedicionários, logo acima da rua São Paulo.Interessante observar a pl...
21/01/2016

Desfile na rua Expedicionários

Foto tirada na rua Expedicionários, logo acima da rua São Paulo.
Interessante observar a placa da antiga Olamar Loja, que era uma loja de calçados.
A foto original pertence ao acervo do Miguel Roberto Cury.

FONTE: Wilson Monteiro

Endereço

Ourinhos, SP

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Ourinhos sua História em Fotos posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Negócio

Envie uma mensagem para Ourinhos sua História em Fotos:

Compartilhar