Cristina Motta

Cristina Motta Sou fotografa, apaixonada por arte, mar e felinos.

A sensualidade da Capivara...Coisas da Baia de Guanabara❤
15/01/2024

A sensualidade da Capivara...Coisas da Baia de Guanabara❤

31/12/2023
Na brisa.Foto: Cristina Motta
24/12/2023

Na brisa.
Foto: Cristina Motta

Cristina Motta, 2018.
24/12/2023

Cristina Motta, 2018.

20/04/2023

Junho 17, 2021 O hoje para Artur Barrio Esta é uma matéria diferente. O que, de início, seria uma entrevista com o artista Artur Barrio, um dos gigantes da arte brasileira e internacional, assumiu, como se verá, um formato diverso. Depois de idas e vindas, de encontros e desencontros, decidimos ...

10/02/2023
18/08/2022

O ANTIGO RIO IGUAÇU É HOJE O RIO COMPRIDO.

No tempo em que o abastecimento de água era feito por meio de bicas e chafarizes públicos, o rio que dá nome ao bairro cumpriu função importante para a cidade. Chamado de Iguaçu durante o período colonial, tinha a foz localizada na confluência das avenidas Francisco Bicalho e Presidente Vargas, onde chegava um braço da Baía de Guanabara chamado de S**o de São Diogo ou Enseada de São Cristóvão, que se estendia, na forma de manguezal, até as franjas do Campo de Santana. Junto com os rios Joana, Maracanã, Trapicheiros e Catumbi, que também desaguavam naquela área, integrava o estuário de São Diogo.

Ainda na primeira metade do século XVII, foi construída, na foz do Iguaçu, uma bica, utilizada, principalmente, para o abastecimento de embarcações que ali chegavam adentrando a enseada – daí o nome de Bica dos Marinheiros. Em 2008, pesquisadores do setor do Patrimônio Histórico do município descobriram, na Rua Conde de Oliveira, no alto do Rio Comprido, próximo à Lagoinha, escombros de um aqueduto construído na primeira metade do século XIX.

Sabe-se que esse aqueduto fazia parte do sistema de expansão de abastecimento de água, chamado de “Encanamento do Maracanã”, implantado logo após a chegada da família real. Segundo informações do setor de Patrimônio Histórico do município, foi o mais importante sistema de captação e distribuição de água potável do Rio de Janeiro durante o século XIX.

Na foz do rio, também havia uma cancela posta pelos jesuítas para demarcar o início de suas terras – elas iam até a Usina e chegavam ao Engenho Novo. A sesmaria do Iguaçu – que se transformaria, séculos depois, em parte do bairro do Rio Comprido – foi doada por eles ao segundo bispo da cidade, Frei Francisco de São Jerônimo, que, em 1702, ergueu ali uma bela residência de campo e instalou o Colégio Episcopal de São Pedro de Alcântara. Mas, segundo Brasil Gérson, em seu livro Ruas do Rio, foi a partir do bispado de Frei Antônio do Desterro (1745-1773), quando a região já estava mais povoada, que a chamada “Chácara do Bispo” tornou-se famosa, ou a mais notável entre todas as demais. A presença das figuras eclesiais marcou tanto a história do bairro que uma de suas ruas mais importantes, aberta em 1844, foi batizada de Rua do Bispo. A casa de campo episcopal, que existe até hoje, não f**a, contudo, ali localizada, e sim na Paulo de Frontin, via inaugurada em 1919 com o nome de Avenida Rio Comprido.

Como vários outros bairros do Rio de Janeiro, a ocupação e o adensamento populacional do Rio Comprido se incrementaram com a chegada da família real. A região foi beneficiada com várias obras e medidas implementadas pelo príncipe regente D. João, entre elas o aterro do Mangue de São Diogo, que visava melhorar a chegada à Quinta da Boa Vista e desenvolver a região no entorno.

Nesse período, estabeleceu-se no Rio Comprido parte daqueles que chegaram com a família real, ou que vieram para o Rio de Janeiro em função das novas oportunidades geradas pela abertura dos portos. Entre eles, vários ingleses e alemães. Muitos nobres também lá se instalaram em chácaras e casarões. Na Rua Bela Vista (atual Barão de Itapagipe), por exemplo, morava não só o fidalgo que, depois de morto, emprestou seu nome ao logradouro, mas também os condes de Sucena e de Bonfim.

No bairro, ainda residiram os viscondes do Rio Comprido e de Estrela, além de funcionários públicos, profissionais liberais e militares de destaque, como o médico da Princesa Isabel, Manoel Pimentel, o vereador e membro da Academia Imperial de Medicina, Roberto Jorge Haddock Lobo, o marechal Floriano Peixoto e o jurista e jornalista republicano Aristides Lobo.

Com a chegada do bonde, em 1870, a população do Rio Comprido aumentou. O acesso ao bairro melhorou ainda mais com a modernização da região portuária e o aterro do S**o de São Diogo, que culminou com a inauguração da Avenida Francisco Bicalho, na primeira década do século XX. O adensamento também trouxe problemas urbanos. Antigos casarões começaram a se transformar em cortiços e o esgoto das moradias mais precárias corria a céu aberto. Além disso, o rio passou a sofrer transbordamentos constantes.

Esse cenário melhorou em 1919, quando o então prefeito Paulo de Frontin retificou o leito do rio (que passava pela Rua Aristides Lobo), canalizou-o e construiu, em suas margens, um boulevard arborizado (que hoje carrega o seu nome).

DESCORTINANDO O RIO
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Via: Multirio - Márcia Pimentel.

17/08/2022

O RIO QUE GEROU O RIO

Carioca da gema, mesmo, é o rio que desce lá das Paineiras, percorre sete quilômetros por quatro bairros e tem sua foz aqui, no Aterro do Flamengo. O grande escritor Alceu Amoroso Lima (1893-1983) dizia que “muito antes de existir o Rio de Janeiro, existia o Rio Carioca”. E é verdade. Pequena no tamanho, grandiosa na importância, aquela que um dia foi a principal fonte da cidade estava aqui quando os europeus nem sonhavam pisar no Novo Mundo. Aliás, o Carioca já era usado pelos povos originários, milênios atrás. Vestígios de sambaquis indicam presença humana na região por volta de 2000 a.C. Os tupis, por sua vez, atribuíam às suas águas poderes notáveis, como suavizar as vozes e aformosear os semblantes das donzelas, além de conceder virilidade aos rapazes. Da grande aldeia Karióc (“casa do índio carijó”, na língua indígena), que f**ava entre os atuais Flamengo e Glória, teria vindo o nome do rio.

Fato é que, chegados os portugueses, trataram de se estabelecer perto da então chamada Aguada dos Marinheiros, que abastecia as embarcações que lançavam âncora neste trecho raso e calmo da Baía de Guanabara. Tempos depois, integrantes da expedição de Martim Afonso de Souza construíram uma casa de pedra ao seu lado, por volta de 1531 —a primeira moradia do gênero no continente americano. Sua existência é confirmada por dois documentos: um, o relatório escrito em 1555 por Jean de Léry, cartógrafo da França Antártica de Villegaignon; e outro, um despacho de Estácio de Sá, que usou a casa como referência para demarcação de sesmarias no primitivo povoamento da cidade.

Pelo bem do rigor histórico, vale lembrar que a tal casa de pedra é apontada por muita gente como origem do nome do rio: assim, “cari-oca” (corruptela de “casa de branco”, em tupi) teria dado origem ao gentílico de quem nasce ou vive aqui. A última menção à histórica casinha é do século 17, quando o sapateiro Sebastião Gonçalves recebeu um lote de terra à beira-mar e teria morado nela — por isso, a atual Praia do Flamengo foi chamada, durante um tempão, de Praia do Sapateiro. É pena que, hoje, o Carioca seja tão maltratado em seu curto e sofrido trajeto, quase todo subterrâneo e que recebe esgotos e lixo sem dó nem piedade. Mesmo assim, é tão importante se tornou o primeiro rio brasileiro a ser oficialmente tombado, por iniciativa do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural. Homenagem mais que merecida: afinal, se não fosse o rio (de água), o Rio (a cidade), provavelmente, nem existiria.

05/11/2021

Águas envenenadas, 2016.
foto: Cristina Motta

05/11/2021

Vestígios de uma obra, 2016

12/01/2021

PENHA - 1913

Vejam que curioso! A estrada de ferro Leopoldina Railway, já estava obsoleta e superlotada nos seus primeiros anos de existência!
O lugarejo da Penha, ainda pertencia a Freguesia de Irajá.

Quem diria? Já existia também, os surfistas de trem !!!

Olhem essa reportagem de 1913:

"COMO SE VIAJA EM DIAS DE PANDEGA

No arraial da Penha: Instantâneo tirado às 6 horas da tarde do último domingo da popular romaria mostrando...a deficiência do serviço da Leopoldina - aliás excelente - perante a realidade das cousas. E todos os annos é assim: gente que viaja como sardinha em lata, nas plataformas e dentro dos "wagons", e ainda encarrapitada, no telhado, affrontando todos os perigos, inclusive o da "chuva interna", que é o peior de todos..."

Pesquisa de Iara Teixeira

Fonte: Revista o Malho 1913

Endereço

Niterói, RJ
22011

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