02/06/2026
Em 2006, eu tinha 12 anos e R$280 na poupança que meu pai me ajudou a abrir.
Quando soube de um bazar da Receita Federal, eu não pensei duas vezes. Pedi para usar tudo para comprar uma câmera. Meu pai emprestou os R$20 que faltavam e compramos.
Aquela câmera, uma Sony HX1 que tenho até hoje, mudou tudo.
Eu levava para a escola. Para as festinhas. Para as viagens em família. Fui aos meus primeiros cursos de fotografia. Cheguei à final em dois concursos. Mas o que mais importa é que, com ela, fotografei muito o meu pai.
Em 2011, eu perdi ele para um câncer no pâncreas.
Por quase dois anos, não consegui pegar na câmera. Não conseguia.
Mas a fotografia não me deixou ir. Em 2012, uma professora me ligou pedindo para fotografar o aniversário do filho dela. Eu fui com medo e muito insegura. Quando entreguei as fotos, ela me pagou mais do que combinamos e disse que eu merecia. Nunca esqueci aquele momento.
Às vezes acho que não fui eu que escolhi a fotografia. Foi ela que me escolheu.
Hoje fotografo profissionais que querem ser vistos com seriedade. Faço isso com toda a história que carrego, e com o coração que meu pai me ensinou a ter.
Se você sente que chegou a hora de ter uma foto que representa quem você realmente é, o link para o meu contato está na bio.