24/02/2021
Quer leitinho, Sr. Presidente?
Veio à tona que a presidência torrou, em 2020, R$ 15,6 milhões de seus contribuintes
com a compra de leite condensado Moça, da Nestlé. E a farra não parou por aí. Ocorreram outros
gastos, assim elencados: R$ 2,2 milhões com chicletes; R$ 32 milhões com pizzas e refrigerantes, na
maioria Fanta; R$ 14 milhões com molhos shoyo, inglês e de pimenta; R$ 16,5 milhões com batatas
fritas; R$ 13,4 milhões com barras de cereal; e R$ 21,4 milhões com iogurtes naturais. Em resumo,
somente com tais iguarias, o presidente a bagatela de R$ 115,1 milhões. Nooossa!
E, pasmem, agora, para 2021, o orçamento destinado para as pesquisas do CNPQ foi de R$ 20 milhões.
Para o presidente, um chiclete e uma lata de leite condensado valem muito mais do que uma bolsa de
doutorado! Uma pizza e uma Fanta merecem mais atenção do que uma pesquisa científica!
E da donde os futriqueiros da vida pública retiraram tais informações? Do Portal da Transparência do
Governo Federal, criado em 2004, no governo Lula, pela Controladoria Geral da União – CGU e pelo
Ministério da Transparência. E que, depois das denúncias, ficou fora do ar por 24 horas.
De todos os gastos aqui elencados, o mais controverso foi a compra do leite condensado. Segundo
alguns moradores de vila, com o desembolso daria para comprar 2,6 milhões de caixas do leite por
ano, ou 217 mil caixas por mês. O que daria um consumo de 7.204 caixas por dia. Ao que parece, o
Bozo adora um leitinho!
O deputado federal Eduardo Bolsonaro, aquele que queria ser embaixador nos EUA por saber fritar
hamburguer, justificou a compra. Segundo ele, o leite condensado “é indicado a quem faz muita
atividade física e serve de base para a elaboração de vário outros alimentos comuns a mesa dos
brasileiros, como bolos”. Disse ainda que 90% do leite condensado era para as Forças Armadas. A piada vem pronta e enlatada...