14/04/2026
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Oxóssi conhece o caminho antes mesmo do passo.
É no silêncio que a flecha encontra seu destino.
A festa começou cedo.
Às 6h, na Alvorada do Caçador, o dia ainda nascia enquanto o sagrado já caminhava.
No sábado, estive no sob o cuidado do Pai para fotografar esse encontro com Oxóssi — o Orixá da mata, da fartura, do conhecimento e da precisão.
Há rituais que não se explicam.
Se escutam.
Oxóssi ensina a observar antes de agir.
A entender o tempo da floresta.
A reconhecer que a abundância não é excesso —
é equilíbrio.
Entre folhas, cantos, oferendas e corpos em movimento, o dia foi se abrindo como mata viva.
O som chama.
O corpo responde.
O axé circula.
A flecha parte.
Mas antes, existe silêncio.
Essas imagens não buscam explicar.
Buscam sentir.
Porque o Candomblé não se traduz apenas em palavras.
Ele se vive.
Ele se respeita.
Ele se fotografa com o corpo inteiro.
🌿 Okê Arô, Oxóssi.