25/05/2025
CUITO — RAÍZES DE LUTA, TERRA DE VIDA
Por DJIM DJIM - Bié além Fronteiras
No coração geográfico de Angola, ergue-se o Cuito — cidade de histórias profundas e cicatrizes que se transformaram em marcas de força. Capital da província do Bié, o Cuito é mais do que uma simples cidade: é um símbolo vivo da resistência angolana, um ponto de encontro entre tradição e resiliência.
Antigamente conhecido como Silva Porto, o Cuito foi fundado no século XIX como entreposto comercial pelos portugueses, recebendo o nome de António da Silva Porto, explorador que estabeleceu contacto com os povos Ovimbundu da região. Com a independência, o nome foi mudado para Cuito — reafirmando a identidade e o orgulho angolano.
O auge do seu sofrimento e bravura veio nos anos de guerra, sobretudo entre 1993 e 1994, quando a cidade resistiu heroicamente a um cerco violento, marcado por bombardeamentos constantes e escassez de recursos. Ainda assim, o Cuito nunca se rendeu. Tornou-se símbolo de firmeza, onde o chão da dor germinou sementes de esperança.
Hoje, apesar das feridas visíveis e invisíveis, o Cuito renasce em cada rua movimentada, em cada sorriso resiliente, em cada clique fotográfico que eterniza sua alma vibrante. É uma cidade que pulsa vida, que guarda no concreto envelhecido e nos murais coloridos as memórias de um povo que nunca deixou de acreditar.
Fotografar o Cuito é enxergar o invisível. É capturar um instante que fala de passado, presente e futuro ao mesmo tempo.
Djim Djim Stories Photography — retratando histórias que o tempo não apaga.
Djim Djim Stories Photography
Paulo Darcks